Bilbao de Bielsa no 4-3-3

Imaginem um louco comandar um time de futebol. Este seria repleto de utopias, jogadas inimagináveis, ofensividade e condenado por todos. Bom, acredito que condenado no Brasil, quem sabe até internado em algum instituto psiquiátrico. Pois bem, na Espanha o futebol bem jogado e que valoriza as canteras, é quase que obrigação. Loco Bielsa arma seu time com paixão, bravura e um pitaco de loucura. Os ideais do treinador combinam com o País Basco onde se encontra o Athletic de Bilbao.

Este futebol objetivo e que encanta a Uefa Europa League já tinha chamado atenção de Pep Guardiola, treinador do Barcelona, que admira as ideias do argentino.

O jogo de hoje tinha tudo para terminar no merecido 1x0 em favor do Bilbao, mas o destino quis que os portugueses virassem e aquecessem o jogo da volta no País Basco.

Loco Bielsa arma seu time no 4-3-3 com intensa movimentação e sempre explorando os lados do campo. Uma pequena variação de esquema é utilizada em certos momentos. O volante do triangulo de base alta recua e se torna um zagueiro, formando assim um 3-4-3. O time lembra o Barcelona por dominar o adversário, ter posse de bola e ser extremamente objetivo.

Flagrante tático. Bilbao no 4-3-3

O Bilbao tem como objetivo sempre ter a posse de bola e agredir o adversário. A pressão em logo recuperar a bola pode ser confundida em marcação individual, não é. Os jogadores fazem o presseing no adversário, reduzem espaço e os forçam ao erro. Com encaixe bem feito, os jogadores sempre estavam próximos aos adversários de sua zona. Recebia maior pressão o jogador com bola e aqueles que se apresentavam em cada momento como opção de passe.

Logo ao recuperar a posse de bola o time tenta encontrar espaço pelos lados do campo, o passe curto geralmente sai do lateral procurando o ponta. Após passar a linha de meio campo as linhas se adiantam e logo tomam conta do campo adversario. Normalmente com cinco jogadores ou mais. Passes curtos sempre pelos flancos. Movimentos ofensivos sempre com toques rápidos, infiltrações, triangulações contando com: lateral, ponta e meia.  

Flagrante tático. Bilbao com cinco homens no campo de ataque e jogando pelo lado do campo.

Iturraspe foi o volante do triangulo de base alta que recuava e se tornava um terceiro zagueiro pela direita para os laterais apoiarem simultaneamente. Os laterais passam, os pontas ingressam na área e o cruzamento procurando Llorente mais os dois pontas é utilizado. O apoio dos laterais gera triangulo, já citados. Estes triângulos é que fazem a pressão no adversário, mesmo que não recuperem a posse de bola, mas geram tempo na recomposição dos demais.

Quando o adversário consegue passar a pressão do Bilbao o posicionamento defensivo efetivo era com NOVE jogadores. Sistema defensivo que já contava com primeira linha e Iturraspe recuando para se tornar um terceiro zagueiro, era auxiliado pelos pontas recuavam fechando os lados do campo, meias recuavam fazendo volume na faixa central. Todos marcando e dando bote no adversário.

Flagrante tático. Bilbao com nove jogadores em campo defensivo. Momento de transição, Iturraspe se tornando terceiro zagueiro.

Posse de bola era sempre agressiva, os toques curtos eram facilitados por sempre ter um companheiro próximo. O único que se abstinha de tocar e fazer os jogadores rodarem era Llorente que é um centroavante de área. Nesta partida, em especial, Muniain e Herrera foram discretos, não tiveram prestação de outros jogos. Com lado esquerdo do campo comprometido ofensivamente o Bilbao sempre jogou pela direita, Iraola e Susaeta sempre foram agressivos e causaram problemas a zaga do Sporting.

O que me impressionou foi o bate cabeça na zaga do Bilbao. O sistema defensivo se perdeu nos últimos dez minutos. O feitiço virou contra o feiticeiro, acostumado em pressionar o adversário o Athletic se perdeu ao ser pressionado, a zaga sofreu e vazou. Faltou cobertura do meio campo e pontas, passes errados fornecendo a posse de bola perto de Iraizoz e assim o Sporting virou.

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Chelsea, a um passo da final? 4-1-4-1 deu resultado

Há controvérsias. O completo favoritismo do Barcelona, até em Stanford Bridge, não se concretizou no placar, pois em campo a equipe catalã dominou os Blues. Foram 25 finalizações contra apenas 5 do Chelsea. Entretanto o estilo dos Blues saiu vencedor. A equipe de Di Matteo foi a campo com proposta semelhante ao Levante, clube que enfrentou o Barcelona no sábado. O agrupamento de jogadores em campo defensivo frente à entrada da área dificultou as infiltrações do Barcelona, diminuiu o espaço para trocar passes, mas ainda sim o Barcelona dominou, só não marcou.

Ainda não existe uma receita de como parar o time de Guardiola, mas estes dois últimos confrontos, mesmo o Levante derrotado, demonstra que é possível frea-lo com muito trabalho e uma dose de sorte. Não estou tirando os méritos do Chelsea, apenas trabalhando em cima de fatos. O Barcelona finalizou duas bolas na trave, Ashley Cole salvou uma bola que estava entrando, Sanchez perdeu gol frente a Petr Cech, Fabregas outras duas oportunidades. Enfim, o Barcelona perdeu oportunidades que não costumava errar.

O italiano Di Matteo montou sua equipe no 4-1-4-1, ou tinha em mente. Uma variação de esquema, acredito que indesejada, acontecia. Mikel seria o “1” entre as linhas, mas invariavelmente adiantava-se e ingressava na segunda linha de quatro, assim tornando um 4-5-1. Este intruso se adiantava para dar o bote no adversário, geralmente errava, abria espaço as suas costas e Messi ficava livre para trabalhar.

Flagrante tático. 4-1-4-1 com Mikel respeitando sua posição inicial. 

A proposta do Chelsea era simples na teoria, mas uma verdadeira epopeia na pratica. Como não deixar o temível Barcelona marcar? Dedicação e entrega de todos em campo, os comandados de Di Matteo seguiram a risca a estratégia. Os blues defendiam com NOVE jogadores, apenas Drogba ficava a frente. A equipe agrupou jogadores frente sua área, povoou o meio campo e não deixou o Barcelona infiltrar, oferecia zona para o Barcelona trocar passes longe da meta de Cech.

O Chelsea encaixou a marcação sobre o Barcelona. Drogba com os zagueiros, Ramires x Dani Alves e Mata x Adriano, Lampard x Fabregas e Raul Meireles x Xavi, Mikel com Messi e os laterais com os pontas. Os zagueiros teoricamente ficariam na sobra, mas Mikel sempre saía de sua posição inicial para combater Busquets e Messi ficava sozinho as suas costas. Mikel sabia do perigo que estava correndo e mesmo assim, assinava em baixo.

Flagrante tático. 4-5-1 alinhado com Mikel se adiantando para combater Busquets. 

Os ingleses abdicaram da posse de bola, ou inteligentemente a ofereceram sem protestar. Incríveis 72% de posse do Barcelona, contra miseráveis 28% do Chelsea. O recuo das linhas não favorecia os ataques, a única opção foi à ligação direta, e assim se confirmou. Mata como winger não se adaptou, seu forte é sair do flanco e articular pelo centro, mas com esta proposta de jogo, o espanhol sumiu. Ramires casou com este estilo de jogo, pois possui explosão muscular e velocidade para ultrapassar seus adversários. Lampard possui fama de passador, garçom, finalizador de longa distancia e confirmou seus precedentes. Lançou primorosamente Ramires, este que encontrou espaço as costas de Dani Alves, passou pela cobertura e tocou para o “matador” Drogba fazer o que sabe de melhor, o gol.

Flagrante tático. Momento do gol. Novamente 5 homens no meio campo. Ramires presta a disparar contra Maschrano.

Ambos os times se mostraram carentes por um dos lados. O Barcelona atacava preferencialmente pela direita, Dani Alves e Sanchez. O Chelsea pela esquerda, Ashley Cole e Ramires. Iniesta na esquerda foi coadjuvante, pouco apareceu. O estilo de jogo não favorecia a Mata que teve maior prestação defensiva.

A marcação não chegava a ser individual, simplesmente, ou nem tão simples assim, os esquemas se encaixaram. O bote ao adversário era evitado ao máximo, pois se errasse, qualquer palmo de campo era muito aos pequeninos catalães.

Drogba fez o que se esperava dele, gol. O porte físico do marfinense propicia um jogo mais trombado com zagueiros, pivô com vitoria pessoal sobre Mascherano e Puyol. Isto foi imprescindível, pois assim quebrava a pressão do Barcelona. O intenso bate-volta, ou seja, Chelsea ganha posse de bola, mas logo a perde, era interrompido com as arrancadas de Drogba, único suspiro dos ingleses.

Ramires é volante de natureza, mas Di Matteo inovou o escalando como winger. Assim o Chelsea ganha em presença ofensiva e defensiva. O brasileiro possui grande velocidade, faz diagonal, e ainda volta para recompor o sistema defensivo. O sonho de todo treinador.

Os Blues não garantiram vaga na final, mas largam na frente contra o favorito Barcelona. Jogar no Camp Nou é outra historia. “A sorte acompanha os audazes”, por enquanto sim, veremos no próximo embate.

Obs: Em relação a inovação de Di Matteo a Ramires. O Brasileiro já foi utilizado como winger no Cruzeiro.

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Análise tática - Bayern de Munique 2x1 Real Madrid - Vontade e aplicação.

Texto de Rai Monteiro, do blog Taticamente Falando.

Existem pontos no futebol que são cruciais. Um exemplo é a vontade, a garra, a determinação com que um time entra em campo para fazer um partida, seja ela que qual importância for. E um outro exemplo é a aplicação, não só tática, mas também, da proposta de jogo, apresentada durante toda uma competição. Convenhamos que mudar essas duais coisas em uma semi-fínal é quase suicidio. Pois Mourinho teve essa "audácia" ou burrice mesmo.

Muito foi falado nos bastidores, sobre um questão tática, a marcação de ponta para ponta, ou seja, a marcação dos pontas do Real, Cristiano Ronaldo e Dí María em Robben e Ribery respectivamente, e vice versa. Simples não aconteceu, Mourinho não quis, Cristiano Ronaldo não auxiliou na marcação de Robben e Dí María nada ajudou na marcação á Ribery. O Que no Bayer aconteceu ao contrario, Robben e Ribery, sem a bola, sempre voltavam a caça dos meias do Madrid. Um exemplo mais detalhado de aplicação.

Os guerreiros de Munique, com cede de vitória, pois o fato da decisão ser feita no mesmo estádio do jogo de hoje, ajudou e muito como motivação para os baváros. Foi uma guerra pra eles, sem a bola todos voltavam, marcavam e se aplicavam, com ela os mais habilidosos armavam as jogadas de perigo. Um exemplo de vontade.

O polêmico gol de Ribery, serviu como premio aos vermelhos de Munique, pois o time começou sendo pressionado se acalmou e partiu para o ataque, com calma e inteligência, o que fez diferença, juntamente com a pressão da torcida local.




Times espelhados no 4-2-3-1 o que diferenciou o Bayern do Real, foram os aspectos já sitados á cima, a vontade a garra do time de vencer e a aplicação, todos marcação, todos ajudam a derrubar o gigante. No ataque velocidade e incisividade.

No segundo tempo, o Bayern recuou um pouco, ficou nos esticões de bola e nas jogadas com Super Mario, que sofreu, perdeu gols, mas no fim teve seu mérito. O Real melhorou, se soltou, e chegou ao empate com Ozil, após Cristiano Ronaldo perdeu um gol incrível.

Então com o empate do Madrid, veio o maior erro de Mourinho; Sacar Dí María e Ozil e colocar Granero e Marcelo, o time recuou demais, gritou ao Bayern; - Ei vem me atacar. Cristiano Ronaldo foi para a direita, Robben acompanhou ele no lado direito, para marca-ló, Marcelo ficou pela esquerda, como ponta situação inédita e Granero pelo meio, o Real perdeu força, velocidade e tudo que planejava.

Muller entrou no lugar de Schweinsteiger, Kroos veio compor com Luiz Gustavo. Muller centralizou, Robben abriu pela esquerda para marcar Cristiano e Ribery ficou pela direita, dando um show no fraquíssimo Coentrão e Mario Gomez pelo centro.

Quando o jogo já parecia liquidado e o Real com o empate garantido, Lahm fez ótima jogada pela direita e cruzou para Mario Gomez colocar o Bayern em vantagem na Alianz Arena. O Real ainda tem boas chances de passar, se Mourinho deixar de teimosia, hoje por exemplo não era jogo para o fraco Coentrão; Marcelo e Kaká no banco é outro ponto em que Mourinho pecou.

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Levante por um triz

Não que esta partida sirva de lição para Chelsea e Real Madrid adotarem o estilo de jogo do Levante, mas mostrou que este Barcelona sem espaço se torna pouco arrebatador. Muitos já tentaram marcar, agredir, atacar, porém não se tem uma formula básica de como anular/vencer o time de Guardiola.

O Levante é uma surpresa do campeonato espanhol, esta em quinto na classificação geral, chegou a ser líder do campeonato. O que impressiona é o montante disponível para contratações e salários do clube, aproximadamente 21 milhões de euros, menos de 2 milhões de euros mês.

Juan Ignacio Martinez, treinador do Levante, armou sua equipe no hibrido 4-4-1-1 sem bola para o 4-2-3-1 com posse da mesma. O treinador soube, em parte, como anular o time catalão. O agrupamento de jogadores frente sua área dificultou as diagonais do Barcelona. A marcação a zona beneficiou a posse de bola do Barça, mas o posicionamento dos jogadores, do Levante, não deixava o time de Pep encontrar espaços.

O jogo sempre foi proposto pelo Barcelona, à posse de bola beirou os 70%. Desde os primeiros minutos o Levante já se encontrava acuado em seu campo. O Levante posicionou NOVE jogadores frente sua área, povoou o meio campo e aproximou as linhas. Espaço para o time de Guardiola tocar era minúsculo, qualquer palmo de campo era muito.

Flagrante tático. Levante agrupa NOVE jogadores em seu campo e não cede espaços ao Barcelona.  

A marcação do Levante foi contraria ao que todos pregam. Por zona e apenas cercando. Wingers auxiliando laterais na marcação pelo flanco, volantes pelo centro. O bote para recuperar a bola não existia, creio que por receio de cometer falta, ou, ao tomar o drible acabar cedendo espaço ao Barcelona.

O agrupamento de jogadores prejudicava o jogo do Barcelona. A filosofia catalã de infiltrar por diagonais foi raridade, entrar a toques na área não existiu. Os pontas do Barça começavam a erguer bolas na área sem direção, sequer eram cruzamentos rasantes, mas sim os famosos chuveirinhos.

Logo que o Levante recuperava a posse de bola o passe longo era a principal arma. O passe acelerado sempre na vertical tinha como intuito pegar o Barcelona no contra pé. Geralmente a ligação direta procurava Valdo na direita, as costas de Adriano, lateral de origem, mas improvisado de zagueiro. Koné tinha de se virar contra sua sombra, Mascherano. Pedro Botelho na direita apenas fechava o flanco, ofensivamente contribuía pouco. Barkero ora atacante ao lado de Koné, ora meia tabelando com Valdo. O Levante sempre foi mais agudo pela direita com Valdo em velocidade. O time de Juan Ignacio sempre procurou passes na diagonal, cruzamentos foram raros, pois apenas Koné estava na área.

Ao perder a bola o time contava com a solidariedade de quase todos, compactação e recuo das linhas para formar o 4-4-1-1, Koné era o único a frente que não auxiliava o setor defensivo. Pedro Botelho, lateral de origem, fechava o flanco esquerdo e por vezes alinhava-se a primeira linha de quatro. Barkero recuava e se posicionava frente à linha de meio campo. Valdo demorava na recomposição, mas o Barca pouco explorou seu lado. Os volantes, Torres e Iborra, marcavam pelo centro, os lados do campo eram com laterais e wingers.

Flagrante tático. 4-4-1-1.

Laterais que pouco foram a frente, sequer fizeram jogada de linha de fundo, durante o jogo preocuparam-se mais em marcar os pontas adversários. A presença ofensiva era com os dois volantes (Torres e Iborra) para pegar o rebote ofensivo, wingers (Botelho e Valdo) avançando pelos flancos, meia-atacante (Valdo) aproximando de Koné e o centro avante (Koné) fazendo pivô e jogando em velocidade. 4-2-3-1 com estes cinco ou seis homens à frente e passe vertical.

Flagrante tático. 4-2-3-1 com presença dos volantes, wingers, meia central e centro-avante.

O gol do Levante saiu em um erro de Victor Valdes. Em cobrança de escanteio o goleiro soltou a bola, em bate rebate, Busquets colocou a mão na bola, pênalti. Barkero cobrou e marcou.

O Barça empatou com Messi em um belo chute na entrada da área. O gol da virada gerou grande discussão. Teria sido pênalti? O bandeirinha sinalizou e o juiz confirmou. Messi cobrou e 2x1 Barcelona. O apito amigo tirou um ponto do Levante.

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Para dentro deles. Fla no 4-3-3

“Pra que mentir
Fingir que não acabou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou”

Adaptação a musica, Beija-flor, de Cazuza que pode refletir a eliminação do rubro negro carioca.

O Clube de Regatas Flamengo esta eliminado da Libertadores, sequer passou da fase de grupos. O time da gávea necessitava ganhar e ainda torcer por um empate entre Olímpia e Emelec, ganhou, mas o empate no Paraguai não saiu. Emocionante o jogo em Assunção. O Flamengo passou do céu ao inferno em quatro minutos.

Vitoria com sobras contra o Lanus. 3x0 ao natural com futebol de classificado. Joel Santana escalou o que tinha de melhor, um ofensivo 4-3-3 que não deixou o time argentino dar o ar da graça.

Precisando vencer o Papai Joel escalou o time para dentro deles. 4-3-3 com triangulo de base alta, variando para o 4-4-2 losango quando o time estava sem posse de bola. Creio que esta variação deve ser para equilibrar o meio campo, Lanus com cinco homens e Fla com quatro. Ou, Ronaldinho recuando para lançar Vagner Love/Deivid.

Diagrama tático. Setas amarelas movimentos defensivos, pretas ofensivos.

Primeiros 15 minutos não agradaram a ninguém. O Lanus conseguiu bloquear o instinto do Flamengo. A ligação direta ao ataque não funcionou, os lados do campo não conseguiam ser explorados, graças à marcação de Regueiro e Valeri aos laterais. Com tempo o Lanus abriu mão desta marcação e a estrela de Ronaldinho brilhou.

Flamengo teve maior posse de bola e sempre propôs ao jogo. O estilo de jogo era abrir pelos lado do campo e enveredar para o centro, seja com Ronaldinhou ou Deivid. Os cruzamentos de linha de fundo foram atípicos.

Ficou nítido o estilo de jogo do Flamengo. Atacar preferencialmente pela esquerda. Junior Cesar e Ronaldinho faziam dobradinha pelo lado, o Gaucho abria corredor e o lateral passava. Do outro lado. Deivid não foi ponta, era mais um atacante por dentro, Léo Moura passava, mas não tinha parceria para tabelar. Compensações. Quando Junior Cesar passava, Willians guardava posição. Luiz Antônio e Léo Moura revezavam no apoio pela direita, se Léo passasse, Luiz recuava e fazia de lateral, se Luiz passasse, Léo guardava posição.

Bottinelli foi um passador, no lado esquerdo, não tinha presença na área e não se oferecia para triangulação com Junior e Ronaldinho. Luiz Antônio, era mais incisivo pela direita, foi um lateral quando Léo Moura não passava. Willians o volante plantado frente aos zagueiros, sua movimentação se restringia a cobrir Junior Cesar.

O triangulo de base alta do Flamengo não jogava em conjunto. Era espalhado pelo campo para favorecer o 4-3-3, pois o jogo fluía pelos flancos. Articulação descentralizada e dependente das jogadas pelos lados.

Flagrante tático. Flamengo no 4-3-3 com triângulo de base alta.

O losango é simples de ser explicado. O tripé de volantes se mantém, apenas Ronaldinho recua e se torna o ponta-de-lança. Ele seria um facilitador entre a transição defensiva-ofensiva, seja ela com passes longos procurando os atacantes ou “organizando” o time com passes curtos e mostrando o caminho das pedras.

Flagrante tático. Flamengo no 4-4-2 losango, Ronaldinho recua para ser o ponta-de-lança.

Quando com bola, o time se adiantava e a linha de defesa se aproximava do meio campo. A proposta foi interessante, mas os buracos nas laterais, principalmente as costas de Léo Moura, levava perigo ao gol de Felipe. Lanus se aproveitou da dificuldade de Luiz Antônio e Gonzalez ao cobrir subida de Léo Moura e explorou bem a bola longa para Regueiro.

Sem espaço para tocar a bola o rubro negro procurava o pivô em Vagner Love. O centroavante recuava, jogava de costas e fazia parede chamando os companheiros que vinham de trás. Jogada esta que não foi corriqueira, pois a marcação do Lanus pelo centro dificultava diagonais.

Defendendo o Flamengo não encontrou grandes problemas. O Lanus não oferecia grande perigo. As principais jogadas eram no pivô para Pavone, bola as costas dos laterais e paramos por aí.

O Flamengo poderia ter explorado melhor o lado direito de ataque. Deivid foi mais um atacante pelo centro e não auxiliou o apoio de Luiz Antônio ou Léo Moura. O lado esquerdo foi bem explorado, era noite de Ronaldinho, o gaucho fez bailar os adversários e desequilibrou a partida.

Os gols. Bottinelli em bela cobrança de escanteio, bola curva encontrou a cabeça de Wellinton, 1x0 Fla. Ronaldinho pelo centro dribla dois jogadores e serve para Deivid, livre, leve e solto marcar. Novamente Ronaldinho, na ponta esquerda, dribla dois jogadores e de chuveirinho cruza para Luiz Antônio decretar o 3x0.

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Análise tática - Fluminense 0x2 Boca Juniors - Estagnação Tricolor e aplicação Xeneize



O Cenário era todo favorável ao Flu, Engenhão lotado, time líder do Grupo na Libertadores, 100% de aproveitamento, um bom time, a vitória contra o Boca em La Bombonera e a contusão de Riquelme(principal jogador Xeneize) fizeram com que o Flu se tornasse favorito demais. 
Mas em campo, o que se viu fui um Flu perdido e um Boca com garra e vontade que lembraram o timemulticampeão.

No primeiro tempo, o Boca começou marcando forte e não dando espaço para o Flu criar, com um meio diferente da derrota para os Tricolores no primeiro jogo, só Erviti seguiu no time. Falcionni colocou Erbescomo primeiro volante, marcando quase sempre Deco, Erviti e Ledesma saíam ao ataque, mas não esqueciam W.Nem e Thiago Neves respectivamente as costas deles. Sem Riquelme, Chavez foi o meia de criação, que também recompunha a marcação.

O Ataque era formado por Cvitanich e Santiago Silva, ambos muito bem em campo, Silva um pouco mais fixo eCvitanich caindo as costas dos alas, pelos dois lados, com muita velocidade e incisividade. A Zaga fraca do Flu errava demais e aos 33' após um chutão de Schiavi, L.Euzébio cabeceou errado e Cvitanich colocou no cantinho e abriu o placar para o Boca.

Abel, inverteu W.Nem e Thiago Neves: Thiago Neves morreu pela esquerda, teve algumas boas invertidas para a direita, mas pouco lances de gol. W.Nem na sua característica jogou bem com algumas jogadas em diagonal. Deco pelo meio e Fred na referência, completaram o sistema tático do Flu no 4-2-3-1.


Abel logo voltou com Jean, ganhando mais saída de jogo, ao seu meio-campo, já que perdia o jogo, foi pra cima com tudo. Sem sucesso, o Boca marcou muito bem e neutralizou as ações ofensivas do Tricolor. Então Fred sentiu e Rafael Moura entrou, Abel reorganizou o time no 4-4-2, com Diguinho e Deco como volantes, Thiago Neves pela esquerda e Lanzini pela direita. W.Nem lá na ponta direita e Rafael Moura no centro.

Falcionni colocou, Mouche e Sanchez. Mouche para fazer as jogadas em diagonal, função semelhante a de W.Nem, e Sanchez entrou para fechar o meio pela esquerda e chegar de trás. Aos 30', Mouche cruzou da direita, a bola atravessou toda a área e sobrou para Sanchez marcar o segundo e vingar a derrota em La Bombonera, além de garantir a vaga do Boca nas oitavas de final da Libertadores 2012.

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Ferguson apresenta o 6-3-1

Admito que fiquei embasbacado com a proposta de jogo que Alex Ferguson adotou. O 4-4-2 em duas linhas se mantém, a grande diferença fica em relação à função dos wingers e Rooney. Celso Roth e Muricy Ramalho sentiriam ciúmes de Ferguson. O treinador conseguiu fazer com que seus wingers se alinhassem a primeira linha de quatro.

O Manchester United ainda é líder, diferença de cinco pontos para o Manchester City. Wigan com a vitoria saiu da zona de rebaixamento. Vitoria merecida do Wigan, superou o United e agora respira.

Flagrante tático. Momento raro na partida. Linha de meio campo "alinhada".

O 4-4-2 em duas linhas, típico inglês, seguiu a risca sua filosofia de jogo. Ligação direta procurando o homem de referencia no ataque. Nos momentos iniciais as linhas adiantadas levaram diversas bolas nas costas. Boyce e Moses com facilidade passaram pelos defensores. O que fez Ferguson? Recuou as linhas, manteve Chicharito isolado a frente e chamou seus wingers para marcarem a Boyce e Moses. Marcar? Sim, MARCARAM os adversários até a linha de fundo, brigando palmo a palmo pela bola.

Flagrante tático. Duas linha de quatro. Os falsos laterais, Young e Valencia auxiliando na marcação.

Não serei hipócrita de dizer que jogadores de ataque não precisam marcar. Sempre preguei que meio campistas e atacantes devem ter funções defensivas, mas isto que Ferguson montou é demais. O agrupamento de SEIS jogadores na entrada da área anulou a transição ofensiva. A troca de passes não existiu, Rooney foi forçado a recuar e se alinhar à Giggs e Carrick. O recuo de Rooney possuía duas explicações: Se tornar a ligação entre meio e ataque; Tornar o meio campo com maior volume, até porque os wingers se tornaram segundos laterais.

Os dois falsos laterais faziam que os verdadeiros adentrassem na área fazendo uma sobra com três jogadores. Porque fazer sobrar tanto para apenas marcar Di Santo? Entendo que Jones seja um lateral-base ou terceiro zagueiro, mas prender Evra é perder qualidade ofensiva.

Flagrante tático. Linha de seis jogadores na defesa. Novamente os dois falsos laterias. Laterais ingressam na área e fazem sobra defensiva.
Facilmente pode-se confundir o 4-4-2 em duas linhas com o 4-4-1-1, pois Rooney recuou tanto que se tornava o elo entro meio e ataque. Ou ainda um legitimo Box-to-box ao lado de Giggs e Carick.

O primeiro tempo fechou com 60%, ou mais, de posse de bola para o Wigan. Young foi a sombra de Boyce e Valencia sombra de Moses. A distancia percorrida dos wingers para voltar à posição original era de um meio campo, para chegar ao ataque um campo inteiro.

Flagrante tático. Rooney recua e se posiciona ao lado de Giggs, se tornando box-to-box. Valencia e Young em perseguição a Moses e Boyce, respectivamente.

Quando o United conseguia se por no campo ofensivo, os laterais não passavam, Carrick ficava plantado frente à área, Giggs avançava e finalmente os wingers compareciam no campo ofensivo. Comparecer com cinco homens no ataque é valido, o grande problema é a lerdeza que estes cinco chegavam ao campo do adversário. Enquanto o United pensava em se postar no campo ofensivo o Wigan já estava fechado pronto para recuperar a posse de bola.


A única maneira do time encontrar uma possível forma de “agredir” o Wigan foi em acelerar o passe longo a Chicharito. O mexicano não conseguia nem fazer o pivô, pois era marcado por três adversários. O meio campo “lesmático” não municiava o ataque. A rigor, o United jogou em um 6-3-1 sem posse de bola.

Ainda há o erro do arbitro. O magro 1x0 poderia ser um 2x0 com sobras. Só o juiz, ou bandeirinha, viram irregularidade. Um jogador do Wigan teria impedido De Gea de sair do gol. Erro grotesco.

A suposta infração do Wigan sobre o goleiro De Gea.

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