A intensidade do Deportivo Quito

O time do Equador pôs uma mão na vaga para próxima fase da Libertadores. Muitos ainda apontam uma ingenuidade dos times sul-americanos de menos expressão, creio que esta “ingenuidade” acontece por estes times sempre jogaram para frente, independente do resultado.

Deportivo Quito mereceu vencer os uruguaios do Defensor. A catimba faz parte do futebol, mas sendo utilizada para ludibriar o juiz e sendo este o principal trunfo do time se torna desanimador e desmerecedor de classificação.

 O que chama atenção deste time é a intensidade dos movimentos. O time parte do 4-4-2 em duas linhas, típico esquema britânico. Com bola os wingers se adiantam e se tornam pontas, por vezes se alinham aos dois atacantes, 4-2-4 bem claro. Sem bola um dos atacantes revezam no recuo formando o 4-4-1-1. E por ultimo a transição ofensiva é no 4-3-3, pois Martinez logo se torna um ponta na esquerda, Paredes aguarda como winger na direita para articular.

O estilo de jogo proposto pelo Deportivo Quito é claro. Jogo pelos flancos com intuito de cruzamento na área seja ele chuveirinho ou rasante. O jogo é transitado pela direita com Paredes procurando a linha de fundo, Martinez infiltrando na área fazendo volume com Bevacqua, Alustiza recua para ser opção de passe a Paredes, caso este queria tabelar. O 4-2-4 fica nítido quando o time esta no campo ofensivo, Paredes e Martinez se tornam agressivos e jogam colados nos laterais adversários.

Flagrante tático. 4-2-4 equatoriano.

Os laterais foram coadjuvantes nesta vitoria. Não apareceram, mas forneceram subsidio para os volantes apoiarem. Se um lateral apoiava o outro basculava e uma sobra defensiva com três jogadores era composta.

O 4-4-2 do Deportivo Quito é um esquema limbo. Fica entre a transição defensiva e ofensiva. Paredes é mais solicito à defesa que Martinez. Os dois atacantes só começaram recompor o meio campo quando estavam em vantagem no placar.

Flagrante tático. 4-4-2 em duas linhas.

Quando a bola caí no flanco esquerdo, Martinez parte em velocidade procurando o centro para finalizar e/ou encontrar um companheiro livre. Bevacqua é o atacante que se aproxima do sósia de Neymar – Martinez – para tabelar. Este lado foi menos explorado, mas quando solicitado Martinez sempre deu boa resposta.

Independente da jogada, os volantes compareceram à frente, seja com presença na área ou avançando e pegando o rebote ofensivo. Na esquerda Martinez infiltrava e abria corredor para Folleco, na direita Velasco tinha de infiltrar e procurar o centro, pois Paredes já preenchia este espaço.

Logo que a bola é perdida, Paredes recua se alinhando aos volantes. Martinez é lento na recomposição e chega atrasado ao meio de campo. Um dos zagueiros sempre procura se posicionar mais a frente e sair à caçada da bola. Uma sobra defensiva é formada, os dois laterais afunilam e aproximam do zagueiro.

Flagrante tático. Espinoza sai a caçada, os laterais afunilam e formam três zagueiros.

Em posicionamento defensivo. Duas linhas de quatro e, um dos atacantes recua para preencher o espaço no meio, 4-4-1-1. Oito jogadores formavam um paredão frente ao goleiro Elizaga. O sistema defensivo não foi exigido pelo Defensor e, facilmente anulou o time uruguaio.

Flagrante tático. 4-4-1-1 com recuo de Bevacqua. Deportivo em vantagem no placar.


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Lesões fazem Luxa adotar 4-3-3

Após utilizar o 3-5-2 em Minas para enfrentar o Ipatinga. Deve-se ressaltar que Vanderlei descaracterizou por completo o time frente ao Ipatinga. Passo a utilizar três zagueiros, três volantes, sem um homem de criação e dois atacantes. Para enfrentar o Caxias, Luxa novamente mexeu. 4-3-3 com triangulo de base alta no meio, laterais soltos e novamente sem homem de criação.

As lesões de Marcelo Moreno, Kléber, Marco Antonio e Gilberto Silva descaracterizaram o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo. Claramente o treinador prefere o 4-4-2 losango, mas com Marquinhos, única opção para função de criação, o time seria extremamente lento.

Neste esquema o tricolor teve lampejos de um bom time. Respeitando o 4-3-3, o Grêmio jogou sempre em velocidade, partindo pelos flancos e abusando de jogadas individuais. O tripé de volantes ofereceu boa guarnição aos zagueiros e ainda liberou os laterais para passagem. Miralles, atacante pelo lado esquerdo, infiltrava e abria corredor para Julio Cesar. Bertoglio, atacante pela esquerda, infiltrava e abria corredor para Gabriel. Quando os laterais cruzavam sempre encontravam o centroavante André Lima e os dois ponteiros. Os dois volantes mais “soltos”, Léo Gago e Souza se posicionavam no campo do adversário para pegar o rebote ofensivo.

Flagrante tático. Tripé de volantes e tridente de atacantes.

Quando Luxemburgo utilizou o 4-3-3 o fazia de outra maneira quando o time estava sem bola. Desta vez ninguém recuou para compor meio campo. O tridente ofensivo se postava no campo ofensivo, não fazia pressão, sequer cercava, apenas ocupava o espaço. Mas é bom ressaltar que os ponteiros causavam desconforto no lateral adversário.

O time sabia dar o “time” de quando acelerar ou pausar o jogo. Por muitas vezes se viu o Grêmio trocando passes em seu campo e esperando para uma brecha para atacar. Este “time” carecia de um bom passador e homem de criação, pois diversos momentos foram criados, mas mal aproveitados. Outra questão foi o erro de passes de Souza, tentava a ligação direta para os homens de ataque e geralmente entregava de graça a bola.

O jogo partia em velocidade imposta pelos laterais e pontas. Criação descentralizada pelo fato de não ter alguém na organização e/ou criação. O tripé de volantes oferecia subsídio aos laterais. Para a bola chegar ao ataque pelo meio campo eram sempre por ligação direta, passes verticais.

Flagrante tático. Três atacantes e Gabriel no apoio.

O primeiro passe sempre foi de Fernando, volante frente aos zagueiros, só então a bola com o volante encontrava seu caminho aos flancos. A pouca movimentação tornou o time previsível e pouco envolvente, os atacantes esperavam a bola, não se movimentavam para abrir espaço. Andre Lima, pouco acionado, dependeu de jogadas aéreas e um único passe em profundidade que resultou em seu gol.

Defendendo o tricolor não passou por maiores problemas. Transição defensiva com tripé de volantes auxiliando laterais na marcação e Fernando como um poste frente aos zagueiros. Posicionamento defensivo efetivo foi com sete jogadores no campo defensivo. Mesmo com menos homens no setor de meio campo, o Grêmio dominou esta faixa do campo e por ali ditou o ritmo do jogo.

Flagrante tático. Grêmio defendendo com sete jogadores no seu campo defensivo.


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Futebol e força muscular, aliados?

No atual cenário do futebol moderno, jogadores bem condicionados fisicamente decidem jogos. Clubes priorizam na sua formação futuros atletas com maior capacidade física do que técnica. Não é aceitável, hoje, ter onze jogadores nanicos, mas geniais, agora ter onze “fortões” que ganham todas divididas é necessário. O futebol esta perdendo sua essência, temos de reencontra-la antes que seja tarde demais.

O grande marketing do “futebol halterofilista” foi na Copa da África do Sul. Seleções africanas esbanjaram força e excelência no condicionamento físico. Curiosidade é que todas as seleções africanas deixaram a desejar. O bom futebol espanhol conquistou a Copa do Mundo enchendo os olhos de críticos. Vale ressaltar que nossa “querida” seleção, comandada por Dunga, praticava algo parecido com o futebol força.

Não serei hipócrita e chegar ao ponto de banir o reforço muscular em jogadores de futebol, a final são atletas de alto rendimento. Acredito que um meio termo é possível. Todo ser humano possui seus limites, ultrapassa-lo pode ser um caminho sem volta. Uma lesão pode alavancar outras mais e assim se torna um caminhão lomba a baixo.

Jogadores de futebol já trabalham com sobrecarga aos músculos, tendões e ossos. Somando a sobrecarga para ganho de massa, o que compromete o equilíbrio do corpo. Logo surgem as primeiras lesões nos joelhos, tornozelos e a rápida perda de rendimento a partir dos 30 anos. Pode acontecer que este reforço muscular não acarrete problemas, mas é em uma parcela mínima.

O que me incentivou a tratar deste assunto? O caso Pato. É lamentável o que acontece com Alexandre Pato de apenas 22 anos. O atleta já esta há dois anos penando para voltar a jogar futebol em alto nível e esquecer suas lesões. O jogador foi submetido a tratamento em diversos países, infelizmente sem efeito algum.

É assustador o que os números nos “falam”. Alexandre Pato saiu do Internacional aos 18 anos, desembarcou em Milão e durante o primeiro ano pouco jogou, estava passando por reforço muscular para se adaptar ao futebol europeu. Agora pasmem, em 2007 tinha apenas 60 kg, passado um ano o jogador já havia batido na casa dos 80 kg. Em um ano ganhou cerca de 1/3 de seu peso de origem só de músculos.

Uma pergunta que não quer calar. Em que tem beneficiado a Pato tanta massa muscular?

O que acontece com Pato não é novidade. Ronaldo Fenômeno ganhou massa muscular com tratamentos pouco convencionais na Holanda. Médicos afirmam que este tratamento culminou em suas duas lesões no joelho. Lesões estas que poderiam ter acabado precocemente com a carreira do Fenômeno. Inadmissível.

Daniel Carvalho chiou. Após sucessivos questionamentos por parte da imprensa sobre estar acima do peso, o jogador abriu o jogo. Tomava substancias desconhecidas e de fontes “milagrosas” que prometiam aumentar sua massa muscular rapidamente e sem efeitos colaterais. Esta seria a explicação do atleta por ter um corpo avantajado. Após alguns dias desmentiu tudo, mas não convenceu.

Na Itália dos '90 chegou a ser desconcertante: Vialli chegou à Juventus, após passar pelo Chelsea e, introduziu práticas nas quais os jogadores tinham eletrodos ligados assim para forçar o músculo a levantar o peso que o próprio corpo já não conseguia fazer.

Falcão no Internacional declarou que Oscar não tinha força física necessária para jogar no meio campo colorado, hoje, o atleta prova que é insubstituível e o Inter carece de Oscar em campo. Silas, quando treinou o Grêmio, declarou, de maneira infeliz, que Mario Fernandes precisava reforçar seu café da manhã.

Neymar quando apareceu em 2009 era franzino e frágil. Carecia de reforço muscular. Quando voltou em 2010 já estava melhor preparado para o futebol, já não era um palito. Passou por um trabalho de reforço muscular para bater de frente com zagueiros e obteve sucesso. Mas deve-se ressaltar que Neymar apenas ganhou massa para jogar e se destacar, não passou de seus limites.

O que deveria auxiliar no futebol moderno, esta infelizmente estragando nossos jogadores. A musculação é interligada ao futebol, sendo bem dosada se torna uma grande aliada.

Outro fato pertinente é o aproveitamento de jovens nas categorias de base. Avaliam nossos futuros craques se no futuro terão condições de suportarem certa carga muscular. Onde fica a avaliação do potencial técnico do jogador? Acredito que o futebol é e sempre serão as belas jogadas e não as horrendas dividias.

O futebol é extramente dependente das valências físicas. O que precisamos entender é que atletas não precisam ser apenas músculos. A genialidade do jogador deve falar mais alto. Repito. O futebol não nasceu em um concurso de fisiculturistas, mas sim no passe de trivela, ao aplicar o mais belo drible e na beleza de marcar um gol.

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Análise tática – Inter e Santos, surpresas táticas

Aniversario colorado. Inter no dia quatro de abril completou 103 anos e, para presentear sua torcida o time tentou buscar a vitoria. O jogo equilibrado resultou em um merecido 1x1 para ambas as partes.

Inter e Santos surpreenderam na maneira de jogar. No começo de partida nada de surpreendente. Inter no já esperado 4-2-3-1 e Santos no 4-4-2 losango. Com o passar do tempo os treinadores foram se modificando sempre como uma resposta ao adversário. Inter passou a jogar até em um 4-4-2 em duas linhas. Santos no 3-5-2 sem ala pela direita.

Diagrama tático. Inter no 4-2-3-1 e 4-4-2. Santos e suas variações: 4-4-2 losango; 3-5-2 e 4-2-3-1 "torto". 

Nesta partida apresentarei os sistemas utilizados durante a partida.

Antes de qualquer mudança tática, o Santos já apresentava sua movimentação. 4-4-2 em losango logo partia para o 4-2-3-1 “torto”, sim “torto”, pois Neymar recuava, Ibson avançava e Ganso se mantinha centralizado. O grande problema desta variação era a dependência pelo lado esquerdo. Juan é mais solicito ao ataque que Fucile, Neymar é gênio e o time normalmente preferia jogar com ele. Ibson e Fucile pouco apareceram enquanto o time jogava neste hibrido 4-4-2/4-2-3-1.

Logo aos oito minutos, Gol! Nei em cobrança de falta. Para muitos surpreendente, mas quem conhece o trabalho de Nei sabe que o lateral busca a perfeição durante os treinos. Bola no angulo, deixando o goleiro estático, golaço.

Santos com três zagueiros. Muricy ao estar perdendo logo tentou mudar para empatar. O time paulista passou ao 3-5-2 apenas com o ala pela esquerda – Juan. O time que já era “torto” passou a ser completamente dependente do lado esquerdo. Fucile de lateral passou a ser terceiro zagueiro pela direita, Dracena na sobra e Durval na esquerda. O meio campo se manteve em losango. O ala pela direita não existiu e Ibson se quer fez menção em ocupar este espaço.

Flagrante tático. Santos no 3-5-2, sem ala pela direita.

Dorival revidou. Com o Santos no 3-5-2, o Inter começou a bloquea-lo no 4-4-2 em duas linhas. Dagoberto e Leandro Damião se adiantavam para diminuir os espaços dos zagueiros, Tinga e Datolo abriam para fechar os flancos. Tinga batia de frente com Juan e Datolo mesmo fechando o flanco tinha como intuito ocupar o lado esquerdo e puxar contra-ataques neste espaço que o Santos deixava. Sandro Silva e Elton mantinham posição base, Sandro caindo pela direita e auxiliando Nei para marcar Neymar.

Flagrante tático. Santos com três zagueiros e Inter bloqueando em duas linhas.

Voltando a normalidade. Muricy logo percebeu que seu time estava capenga pela direita e, tratou de refazer o 4-4-2 losango. Dorival percebeu e voltou ao seu 4-2-3-1 de origem.  O Inter no 4-2-3-1 tinha intensa movimentação, algo necessário, Tinga, Datolo e Dagoberto não possuíam posições fixas em campo, flutuavam e compareciam ao ataque. Na volta para o losango, o Santos tratou de equilibrar os movimentos ofensivos, Fucile passou a apoiar, Ibson infiltrava e abria corredor. Borges foi pouco utilizado, ou muito marcado. Ganso não foi de todo genial, esteve bem marcado por Elton e para se desprender tinha de recuar.

Flagrante tático. Santo novamente no 4-4-2 losango.



Flagrante tático. Inter no 4-2-3-1.
Buscando o empate. Mesmo com todas estas mudanças Muricy não conseguiu buscar o empate. Com fama de retranqueiro, Muricy, adotou o 4-3-3. Colocou Alan Kardec no lugar de Fucile, Henrique passou a ser o lateral pela direita, Arouca e Ibson de volantes e Ganso na meia. No ataque, Borges centralizado, Neymar na esquerda e Alan Kardec na direita, ambos os pontas recuavam para compor o meio e auxiliar no combate aos laterais. GOL! Em cruzamento da esquerda de Juan, Alan Kardec marcou o gol que selaria o empate.

Flagrante tático. Santos no 4-3-3.

Após o gol de empate Muricy voltou a trocar. Tirou Borges e colocou Elano, novamente o losango. Dorival fez mudanças, não surtiram efeito. No final das contas o empate foi merecido. O Inter jogou melhor durante o primeiro tempo, o Santos dominou o segundo. A ultima imagem é que fica, Muriel salvou o Inter e garantiu o empate.  

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Análise tática – Barcelona x Milan, 3x1

Este não é um simples confronto. Um duelo de titãs. O jogo de ida terminou com empate de zero a zero em Milão. Na Espanha o papo é outro, Barcelona dominando desde o inicio e como de costume, não deixando o adversário jogar. Merecida vitoria por três a um, mas os erros do arbitro a “estragaram”. Um time qualificado como o Barcelona não precisa da ajuda de um arbitro.

Pep Guardiola mudou sua equipe em relação ao jogo da Itália. Jogando em casa montou o time com postura ofensiva, seguindo a estrutura do time nas ultimas temporadas. Enquanto esteve no 3-4-3 o time variava para o 4-3-3 com triangulo de base alta no meio campo, graças ao recuo de Busquets. Guardiola apostou no 4-3-3 em definitivo após marcar seu segundo gol, recuou Daniel Alves e puxou Iniesta para ponta.

Allegri manteve a ideia tática do seu Milan. O losango no meio campo se manteve, 4-4-2 com tripé de volantes fazendo de tudo para frear os catalães. O maio enigma do Italiano era de como enfrentar o Barcelona a altura. Creio que ainda não descobrimos, mas vale ressaltar, que o Milan, quando agrediu o adversário criou problemas.


A iniciativa de propor o jogo foi sempre do Barcelona. Tudo que conhecemos dos catalães foi posto em pratica, a não ser uma exceção, infiltração. O time sempre jogou compactado, as linhas próximas sempre forneciam uma cobertura adequada e opções de passes próximas. Triangulações é normal, o contrario serial algo surpreendente. Passes curtos e passagens de jogadores sempre botavam o Barcelona a um passo do Milan, quando a marcação encostava a bola já não se encontrava neste lugar.

O Milan tinha uma proposta simples de jogo. Tentar explorar os erros do Barcelona e assim jogando no contra-ataque. O que pode resumir a possível retranca italiana é o fato do Milan ser extremamente dependente do individualista Ibrahimovic. Os laterais foram nulos nesta partida, ficaram presos “marcando” os pontas. Tripé de volantes encaixou marcação no meio campo do Barça e ficou mais preocupado em marca-los. Robinho em jogos importantes desaparece e neste não foi diferente.

Logo abaixo duas imagens que mostram o losango do Barcelona. Este sistema proposto é bem executado pela maioria dos jogadores. Xavi no jogo fez primeira função, recuou para criar. Iniesta já se adiantou e jogou como ponta-de-lança do losango. Fabregas rodou o campo, ponta, falso-9 e meia central. Busquets foi multi-uso, ora volantes, meia e até zagueiro.Percebam que outros pequenos losangos, ou pequenas sociedades, são formadas com facilidade. Exemplo: Trio de zagueiros mais Busquets. Na segunda imagem é possivel perceber outro com Iniesta e os dois atacantes. 

Flagrante tático. 3-4-3 do Barcelona.
Seguimento da foto anterior. losango completado por Iniesta.

O Milan perseguia uma maneira de encaixar a marcação no Barcelona para frea-los. O embate de losangos aconteceu durante o jogo por inteiro. Ambrosini x Fabregas, Nocerino x Iniesta, Seedorf x Xavi e Boateng x Busquets. O lado direito do Barcelona foi mais agressivo e encontrou espaço as costas de Seedorf que não acompanhava Xavi. Na direita, Dani Alves, Xavi e, ora Messi, ora Fabregas encontravam espaço para triangular e envolver o adversário. Outros embates aconteceram: Antonini x Dani Alves; Abate x Cuenca; Mexes e Nesta x Messi. Além de Ibra e Robinho contra os três defensores do Barcelona.

Flagrante tático. Sobreposição de losangos. Em preto o Barcelona, vermelho o Milan.

Variação entre os times. O Milan quando em posicionamento defensivo, abalroado em seu campo, se postava no 4-3-2-1 (arvore de natal) graças ao recuo de Robinho. O Barcelona variava entre 3-4-3 e 4-3-3, Busquets recuava e empurrava Puyol e Mascherano para as laterais assim formando o 4-3-3. Daniel Alves recuava para auxiliar o time na recomposição defensiva.

Flagrante tático. Milan defendendo no 4-3-2-1 arvore de natal.

O principal “defeito”, se é que existe, deste Barcelona é o fato de finalizarem apenas dentro da área, ou ate só da pequena área. Neste jogo os pontas ficaram mais nas beiradas e pouco ingressaram na grande área, complicando para Messi e Cia. Apesar destas “dificuldades” o Barcelona entrava a toques curtos na área adversária.

Gols? Sim. Para os catalães dois pênaltis, um deles discutível, há quem diga os dois. Apesar dos gols saírem de bola parada a supremacia do Barça foi imensa, só no primeiro tempo foram 9 conclusões a gols contra apenas UMA do adversário. Milan chutou uma única vez e guardou seu tento em uma rápida jogada, Nocerino marcou o gol.

Após segundo gol, Guardiola decidiu deixar a equipe em definitivo no 4-3-3.

Flagrante tático. Logo após marcar o segundo gol o Barcelona já se posta no 4-3-3.

 Segundo Tempo

Guardiola tinha ensaiado uma mudança, tática, quando sua equipe marcou o segundo gol. Para segunda etapa ela se confirmou. O 4-3-3 veio para ficar ate o final do jogo. Porém, Daniel Alves voltou a ser lateral, Cuenca saiu da ponta esquerda para direita e, Iniesta saiu do triangulo de base alta no meio para a ponta esquerda.

Flagrante tático. Barcelona no 4-3-3 em definitivo.

O Milan se manteve no 4-4-2 losango. A principal diferença em relação ao primeiro tempo foi uma tentativa de se impor no jogo. A equipe passou a explorar as linhas adiantadas do Barcelona. O passe em profundidade sempre dificultou a defesa catalã, porém, Ibrahimovic seguiu o homem de um exercito só. Não estou afirmando que Ibra fez grande partida, apenas que não recebia o apoio de seus companheiros.

Enquanto o Milan atacava com no máximo quatro homens, o Barcelona dava uma aula de como organizar os movimentos ofensivos. A troca de posição, passagens, toques envolventes e avanço em sincronia parecia uma sinfonia digna de Beethoven. Se ainda não mencionei, não posso deixar passar. A marcação do time espanhol. Incrível. O pressing exercido no adversário o deixa atordoado, os homens de frente logo cercam quem esta com a bola e diminuem suas opções de passe.

A pá de cal. Messi arrancou em velocidade, chutou, a bola desviou e sobrou para Iniesta decretar o 3x1.

Substituições. Milan e Barcelona mudaram entre os 15 minutos e 18. No Milan, saiu Seedorf e entrou Aquilani, o esquema se mantém. No Barcelona, saiu Xavi, entrou Thiago Alcântara, exerceu mesma função que Xavi e nada mudou.

Em desvantagem o Milan foi para o tudo ou nada. Tentou marcação mais a frente, passes em diagonal procurando o ataque. Tentar era preciso, mas não de maneira equivocada, pois no menor erro o “bote” adversário seria falal.

Urucubaca. Pato ficou apenas 14 minutos em campo. Ingressou no lugar de Boateng. O esquema continuou o mesmo, Robinho recuou para ser o trequartista. Porém, Pato sentiu nova lesão e teve de sair, Maxi Lopez entrou no lugar do brasileiro.

Lesão também no Barça. Pique sentiu e teve de sair. Adriano entrou no seu lugar. Adriano passou a ser o lateral esquerdo, Puyol e Mascherano os zagueiros e, Daniel Alves na lateral direita.

Barcelona passa para a próxima fase merecidamente. Hoje é difícil encontrar algum clube que possa enfrenta-lo em grande nível. Os comandados de Pep Guardiola continuam favoritos, se irão confirmar são outros quinhentos. 

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Pelotas vence tricolor em hibrido 4-4-2 quadrado e duas linhas

O time do Pelotas tirou a invencibilidade de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio. A partida disputada na boca do lobo, em pelotas, saiu com o time da casa vencedor e se aproximando da zona de classificação. Uma mão o Pelotas já botou na vaga, falta à segunda, uma vitoria simples garante o time de Beto Almeida na próxima fase.

Beto Almeida merece creditos pela vitoria de seu time. O time por inteiro se dedicou ao atacar e defender. Encontrou o Grêmio nos primeiro minutos ainda lento e soube se aproveitar. Em tramas rápidas e pelos lados do campo o Pelotas logo abriu o placar com Reinaldo, ex Grêmio, logo aos dois minutos de jogo.

Beto armou um hibrido 4-4-2. Com bola o time se postava no clássico 4-2-2-2, sem a mesma, era visível o recuo dos meias fechando um 4-4-2/4-4-1-1. Beto Almeida apostou no jogo pelos flancos, seus laterais sempre estiveram liberados para o apoio. Clodoaldo foi outro elemento chave, flutuou pelos flancos e não aparentou posicionamento fixo.

Diagrama tático do Pelotas. Setas amarelas movimentos defensivos. Setas pretas movimentos ofensivos.

Primeiro o 4-2-2-2. Este com bola. Meias se aproximam para tabelas e passes em profundidade e abrem corredor para o lateral. Clodoaldo o atacante de movimentação que caí às costas dos zagueiros. Volantes quando em posicionamento ofensivo efetivo, aguardavam um possível rebote. Zagueiros acompanham, mas ficam a alguns metros da linha de meio campo.

Flagrante tático. 4-2-2-2.

4-4-2 em duas linhas, ou ainda um 4-4-1-1 com recuo de Clodoaldo frente aos quatro meio campistas. O intuito deste agrupamento defensivo era de fechar os espaços do Grêmio. No segundo tempo o Pelotas recuou ainda mais e se pôs em seu campo, apenas defendeu. Beto Almeida obteve sucesso, pois não deixou o Grêmio ingressar na sua área e, quando entrou, Fernando Junior salvou o Pelotas.

Flagrante tático. 4-4-2 em duas linhas.

O jogo proposto pelo Pelotas sempre foi em velocidade e explorando as costas dos laterais. Ora na direita, ora na esquerda com lateral mais Clodoaldo. Com o gol cedo à equipe passou a jogar em contra-ataques. Passes longos para Reinaldo fazer o pivô e chamar seus companheiros.

Esta “inovação” do Pelotas se tornou interessante pelo fato de anularem um time de grande expressão. Acredito que Beto pode ajustar alguns pontos, exemplos: condição física, o time cansa para o segundo tempo; trabalhar mais com meio-campistas; melhor aproveitamento de Reinaldo.

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PSG finalmente perde. Ancelotti usa 4-3-2-1

O time de Carlo Ancelotti finalmente perdeu. Jogando fora de casa contra o Nancy e com muitas mudanças o time deixou a desejar e foi batido por um competente adversário.

PSG foi a campo no esquema 4-3-2-1 (arvore de natal). Aliás, mesmo esquema e estilo de jogo do Milan de Ancelotti. O passe centralizado e o time afunilado são características do jogo que Ancelotti propõe. A derrota passa essencialmente por um tripé de volantes, estes pouco marcaram, e não auxiliaram nos movimentos ofensivos.

Flagrante tático. 4-3-2-1. Em preto a linha defensiva, azul o meio campo. Hoarau solitário no ataque.

Inicialmente o jogo do PSG agradava aos seus torcedores. A posse de bola, linhas adiantadas, marcação a frente e os meias encostando em Hoarau parecia promissor. Mas esta posse de bola com o tempo passou a ser enganosa, pois o Nancy a contralava, deixando o PSG tocar em zona de conforto – linha central do campo.

Flagrante tático. Tentativa do trio ofensivo de atrapalhar saída de bola.

Menez e Pastore foram facilmente anulados pelos seus marcadores. A dupla tentou trocar de posição, abrir no flanco e recuar, mas suas tentativas eram em vão. O tripé de volantes teria de ser mais utilizado. Matuidi foi o único que comparecia ao ataque. Bodmer mais plantado frente aos zagueiros e Sissoko posicionado para pegar o rebote ofensivo.

Basicamente o PSG trocava passes laterais. As inversões longas eram utilizadas quando a equipe não encontrava espaço. A tentativa de passes a frente deveria ficar por conta dos dois meias, mas estes bem marcados comprometeram a criatividade do time. Com isto o tripé de volantes e demais tentavam o passe, mas sem a mesma qualidade tinham grande percentual de erro.

Os principais erros defensivos. Avanço simultâneo dos laterais, uma controvérsia, pois o jogo centralizado não beneficiava o jogo pelos flancos. Tripé de volantes: Bodmer mais preso, um poste frente aos zagueiros, mas que não cobria os flancos; Sissoko avançava, mas não se tornava opção de passe a frete; Matuidi, o mais agressivo dos volantes, jogava junto com Menez as costas do lateral. O tripé avançava, mas não trazia consigo a linha de defesa, o espaço oferecido pelos lados do campo sempre comprometeu. Nancy soube aproveitar o espaço cedido pelo PSG, contra-ataque em velocidade contra uma zaga lenta.

Recomposição defensiva deixava buracos nos lados do campo. Seis jogadores jogavam em conjunto para recuperar a posse de bola, porém o espaço entre meio campo e defesa foi bem explorado pelo adversário.

Flagrante tático. Seis jogadores jogando em conjunto para recuperar posse de bola.

Ofensivamente o PSG é completamente dependente do trio ofensivo – Pastore, Menez e Hoarau – e se torna incompreensível o avanço dos laterais, pois eles não são acionados. Muitas vezes Hoarau teve de sair da área para buscar o jogo, fez o pivô e aguardava a passagem de seus companheiros.

Primeiro tempo enganoso por parte do PSG. O Nancy finalizou oito vezes, quatro em gol. PSG apenas duas vezes e nenhuma no alvo. O time de Ancelotti não entrou na área, caiu na “armadilha do Nancy”: Fechavam o flanco e induziam o PSG a jogar pelo centro.

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