Grêmio acordou no inicio do pesadelo

Todos já tiveram uma noite má dormida, em vez de um belo e merecido descanso, sofremos com insônias e pesadelos. Isto me lembra o atual momento do Grêmio, pois começou o ano em um conto de fadas, especulações de encher os olhos, mas a bola rolou e os recém chegados não aprovaram. O episodio Ronaldinho veio à tona como exemplo, e ninguém quer repetir o erro.

Carlos Eduardo e Giuliano não desembarcaram em Porto Alegre, Douglas vendido ao Corinthians, as coisas complicaram. Os reforços que chegaram ao Olímpico não convenceram, com a defesa vazando, sobrou para o ataque compensar. O pesadelo começava a tomar rumo com Caio Junior desabafando durante e após as partidas.

Pressão sobre Caio Junior vinha de todos os lados, desde a direção e torcida querendo resultados à mídia que o considerava um professor pardal. Logo se pode perceber que Caio não era o culpado, mas sim o material humano que possui para trabalhar. Com o que tem em mãos só um milagre.

Para bem geral dos tricolores a direção acordou no inicio deste pesadelo, atordoada, começou a correr atrás do futuro prejuízo. Percebeu que as peças que estão na azenha são insuficientes. Dupla de zaga não confirmou, reforços devem chegar. Meio de campo parece estar pior que 2011, Souza e Bertoglio já chegaram e Cristian Rodriguez esta bem encaminhado. O único setor que provou foi o ataque com Kléber e Moreno, uma ressalva a Victor que reencontrou o bom futebol.

Paulo Odone e Pelaipe não dormiram no ponto e estão trabalhando para que Freddy Krueger não possa atrapalhar suas pretensões. A hora do pesadelo mal começou, mas parece já ter dia e hora para acabar.

Este ano de 2012 é essencial para o futuro tricolor, espera-se que a despedida do Olímpico seja com títulos, estréia na Arena com time competitivo e jogando a Libertadores de 2013. Os sonhos continuam, mas sem imprevistos ou pesadelos para atrapalhar. Freddy que vá tomar outros ares.

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Mídia brasileira que abra os olhos

Começo esta crônica com uma frase emblemática com mais de 50 anos, mas que pode retratar o futebol de como é hoje.

Flavio Costa (Treinador da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950 e que marcou época no comando de grandes clubes cariocas no passado ) disse uma vez: "O futebol evoluiu da linha divisória do gramado para dentro. Fora, continua na idade da pedra."

Esta ficando constrangedor o descaso e falta de conhecimento da mídia brasileira. Os clubes brasileiros são endeusados perante aos demais sul-americanos, “Libertadores já é nossa” se tornou frase repetitiva. Se perdermos, nossos times que jogaram pouco, sequer botam em pauta a qualidade do adversário e seus méritos.

Pregam que o futebol não deve ser tratado de resultado, mas julgam e criticam os mesmos resultados que condenam. Uma boa vitoria muda todo plano de criticas. Comentaristas estão ficando incoerentes com o que dizem ao passar de algumas semanas, dar-se a palavras nos dias de hoje não significa mais nada.

O futebol mundial evoluiu, desde a imposição física aos sistemas táticos revolucionários. Não podemos, não devemos fechar os olhos. Atualmente o sistema mais utilizado é o 4-2-3-1 – em terra tupiniquim – e alguns cismam em dizer que o simples e bem feito é o 4-2-2-2. Os diagramas de pré-jogo da TV demonstram que todos os clubes jogam no 4-4-2. Será que o torcedor brasileiro não carece de conhecimento? Ou devem se manter as discussões de qual time é melhor sem embasamento nenhum?

Claro que há exceções, se elas não existissem estaríamos no “achismo” e futebol seria  feijão com arroz, tudo duplo: volantes, meias e atacantes.  Uma nova formada de jornalistas – vejam bem, eu disse jornalistas – vem para abrir os olhos da nação, mostrar que existe vida fora da bolha – Brasil - e passar por cima dos dinossauros que imperam na profissão.

Não existe uma lei que proíba se aprofundar no futebol, ou censura perante alguns assuntos pertinentes e abrangentes. É dever do jornalista, bem como de todos profissionais do futebol, que conheçam e se atualizem para o bem de seus ouvintes, leitores e telespectadores.

Os que descem a lenha em treinadores passando aos torcedores que futebol é simples desconhecem do mesmo. Confundem o futebol simples, em torná-lo simples, este sim é tarefa complicada e não se constrói da noite para o dia. Afinal o futebol é muito mais que 22 marmanjos correndo atrás de uma esférica, não é?

Recebemos por dia uma rajada de informações, relativo a tudo que o futebol engloba. Agora imaginem ser informado por algo arcaico e obsoleto? Desde os jornais pela manhã, passando pelo rádio e finalmente aos televisores com debates e jogos. Para piorar, somos informados por seres que sequer possuem formação acadêmica.

Trabalhar no ramo do futebol não é fácil. Não basta ser jogador para se tornar treinador, a bagagem por ser um ex-jogador é valida, mas necessita de conhecimento. Aliado um ao outro o trabalho deve aparecer, se tornar gratificante e após é só colher os louros. Comparo assim a carreira de jornalista, é preciso conhecer as entranhas do futebol e ter sentido o gramado, sempre aliada ao conhecimento adquirido em anos na faculdade.

As rixas entre imprensa e futebol sempre irão existir, ate porque um não existiria sem o outro. Só esta ficando sem fundamento tantos jornalistas desempregados e muitos ex-jogadores assumindo seus cargos sem “canudo”. Se estiver no momento de repensar o futebol brasileiro, não estaria também em repensar a mídia brasileira?

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O inesperado 4-4-2 de Joel Santana

Joel se mostrou criativo montando um time sem criatividade. Já antecipo que este 4-4-2em duas linhas não lembra em nada o Manchester City. Historicamente os treinadores brasileiros montam clubes no 4-4-2 em quadrado no meio, algumas impressões neste 4-4-2 inglês, mas sem continuidade. O Flamengo conseguiu o que queria com o empate fora de casa, jogou especulando o resultado e adaptando o  novo esquema ao adversário.

Alguns treinadores ficam conhecidos como legítimos professores pardais, não que Joel seja um, mas nesta esteia na Libertadores o técnico conseguiu inventar um 4-4-2 em duas linhas tipicamente inglês, e completamente inesperado por críticos e adversário.Tal atitude pode se explicar pelo fato do Lanus ser forte pelos flancos.

Este inesperado 4-4-2 em duas linhas com três volantes e meio no meio campo – Renato não é volante por completo  - e extremamente lento. Compactação entre linhas de defesa e meio, mas um enorme espaço entre meio e ataque. Saída pelas laterais seria a principal arma forte com Leo Moura e Junior Cesar, Leo Moura o jogador mais lúcido do time, Junior Cesar foi discreto.

Setas pretas, movimentos ofensivos. Setas amarelas, jogadores de meio guardam posição para passagem dos laterais. Setas roxas a distancia entre meio e ataque

O meio campo seria um show para os amantes do automobilismo, volantes a vontade. Maldonado e Airton no centro, Renato e Willians como wingers nos flancos. Leo Moura infiltrava pela direita em velocidade deixando Willians guardando sua posição. Lado esquerdo dependeu do apoio de Renato.

Ataque ficou a mercê da genialidade de Ronaldinho, mas em noite apagada, não justificando sua convocação. Deivid foi Deivid, torcedores rubro-negros esperam por Vagner Love como salvador.

Em certo momento Joel pediu para equipe jogar na base da ligação direta entre defesa e ataque, qualquer um podia notar que o Flamengo com bola no pé não criava e se quer envolvia o adversário. Com o Lanus jogando adiantado o intuito era pegar a defesa despreparada, mas onde estavam os jogadores de velocidade? Quem faria a ligação? Os zagueiros com seus balões? Difícil acreditar que daria certo.

Transição ofensiva era tão lenta quanto um elefante, Ronaldinho recuava para organizar e sua única opção de passe a frente era com Deivid cercado de quatro ou cinco argentinos. Sem criatividade, pois no meio só havia volantes, e com "wingers" anulando os laterais o Fla penou para criar.

Defensivamente o time sofreu mo embate entre Wellinton x Pavone, a vitoria pessoal do argentino foi tamanha e vergonhosa contra o brasileiro. Ah tempos não tinha visto um zagueiro sofrer tanto com um centroavante. Jogadas de pivô, giros, e malandragem típica castelhana foram constantes e Wellinton dependendo da cobertura de David Braz.

Posicionamento efetivo defensivo era com oito jogadores - primeira linha defensiva de quatro jogadores; logo a sua frente a segunda linha defensiva. Com volantes pelos flancos o intuito de Joel era eliminar a principal jogada do Lanus, a bola aera e lances de flanco.

Contra ataques rubro negros foram quase nulos, pois poucos auxiliavam o ataque com passagens e movimentação. Para piorar o time errou passes como nunca, o jogo não fluiu. A bola era retomada e logo devolvida ao Lanus.

Joel pode ter ficado satisfeito com o resultado, mas o futebol demonstrado dentro de campo foi broxante. Pode se levar em conta o fato de estar jogado fora de casa, Vagner não ter jogado e os jogadores ainda não terem comprado a idéia do treinador. Espero uma evolução do Flamengo. O trabalho para botar o time nos eixos é longo e árduo, mas nada que Papai Joel desconheça.

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Caxias no 4-3-1-2, caiu o ultimo invicto

Caxias e Inter foi o embate deste domingo a tarde no estádio centenário. A vitoria colorada era esperada por todos por ir com time principal a campo, e assim o placar de 2x0 foi merecido. A invencibilidade do Caxias foi por água abaixo.

O treinador do Caxias, Paulo Porto armou sua equipe no 4-3-1-2 ou 4-3-3. A criação era descentralizada e dependente dos laterais. O ataque não possuía um jogador fixo, mas sim dois atacantes de movimentação e velocidade.


Segundo o diagrama o time era composto por: linha defensiva de quatro jogadores, dois zagueiros (Lacerda e Jean) que tinham incumbência de marcar Damião, um lateral esquerdo de origem (Fabinho) com forte apoio e um volante improvisado na lateral direita (Alisson); tripé no meio campo de volantes, Umberto na primeira função, Parana e Mateus alinhados ao seu lado; Diego Torres não foi enganche nem ponta-de-lança, foi mais um falso-9 que sumiu entre os volantes; dois atacantes de velocidade (Caion e Vanderlei) que procuravam a jogada individual.

A transição ofensiva ficou prejudicada com o Inter fechando os flancos para apoio dos laterais. Fabinho foi anulado por Oscar e Elton, Alisson era alternativa com maior liberdade. Tripé de volantes começava a saída de bola e logo procurava as laterais com passes curtos para avançar, mas com pressão adversária à ligação direta para o ataque era aplicada.

Creio que a idéia de Paulo Porto era que Diego Torres fosse o meia armador, mas Diego não conseguiu ser isto. No segundo tempo Wangler entrou e deu qualidade ao meio campo, movimentação, drible e passes curtos foram bem executados e destoaram a marcação colorada.

Quando o Caxias conseguia passar da linha do meio campo o jogo fluía, mas sempre com presença dos laterais.  Presença ofensiva era com: lateral apoiador e outro base; volante vindo de trás, e outros dois guardando posição; falso-9 (Diego Torres) que se tornava um atacante; e os dois atacantes de movimentação. Os demais jogadores ficavam agrupados, mas distantes dos homens de ataque. Os dois volantes da sobra faziam cobertura dos laterais e os zagueiros mantinham sua posição original, mas os buracos nas laterais eram constantes e bem aproveitados pelo Inter.

Defensivamente o time se postava atrás da linha do meio campo. Trio ofensivo com Diego Torres, Vanderlei e Caion faziam meia pressão na zaga adversária. Os demais jogadores mais recuados com tripé de volantes frente a linha defensiva, basculavam no sentido em que a bola estava.Posicionamento defensivo efetivo era com sete jogadores: linha defensiva com quatro jogadores e tripé de volantes.

A derrota do Caxias se explica por uma falta de plano B. As jogadas laterais não conseguiram ser tão efetivas quanto se esperava, a individualidade de Oscar e Dagoberto decidiram o jogo. Fabinho só conseguiu jogar no segundo tempo, mas o jogo já estava resolvido.

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Leão pode “delirar” no 4-3-3?

Emerson Leão é conhecido por sua rigidez de trabalho e temperamento explosivo, mas será capaz de montar um 4-3-3? Pode surpreender o futebol brasileiro e provar que ainda é um bom treinador. Leão terá de brigar com seu “eu” interior e todos os conceitos do futebol brasileiro, ou do nosso atual “futebol”.

Leão viveu anos áureos do nosso futebol. Não era centroavante marcador de gols ou zagueiro quebrador de bola, foi um dos grandes goleiros do Brasil. Passou pelas mãos de treinadores de renome e assim montou seu estilo forte para comandar equipes.

Atualmente no São Paulo, Leão tem uma chance de ouro para provar que não está ultrapassado, obsoleto, ou como dizem um “dinossauro” no futebol moderno. Acredito que é preciso se atualizar, mas devemos acreditar apostar tudo em nossas idéias e discurso.

O time base e esquema já estão definidos, ou perto. O esquema varia entre 4-4-2 losango e 4-2-3-1. Mas, Leão poderia ousar e ser considerado um “insano” pelos críticos brasileiros. Com o plantel que possui em mãos poderia usar o 4-3-3 – com triangulo de base alta ou baixa no meio – e acomodar os melhores no time titular.

Com a chegada de Osvaldo, ou mesmo Fernandinho – ambientado no clube - e possível contratação de Nilmar, as opções se tornam abundantes e de qualidade para este 4-3-3.


A formação deste “utópico” 4-3-3 se daria com: linha defensiva composta por quatro jogadores, maior liberdade para Cortês na esquerda, um dos zagueiros cobrindo o lateral apoiador, Piris ou João Felipe como lateral-base; Meio de campo sobram opções, na primeira função Wellington tem ficha numero um, Fabrício e Denílson brigam por vaga; Outro volante alinhado ao primeiro ou mais a frente, opção seria por Casemiro, Maicon e até Cicero; Jadson não seria o meia de criação, flutuando pelo meio campo, mas pode ser quem organiza a equipe, Cicero é outra opção para função; Setor de ataque o mais badalado, Lucas atacante pela direita – ‘pé preferencial’ -, Osvaldo na esquerda – ‘pé trocado’ -, ambos jogando em velocidade e infiltrando para se aproximar de Luis Fabiano, este o centroavante nível seleção brasileira, faz pivô e abre espaço chamando a marcação.

É de suma importância o acompanhamento dos atacantes pelos flancos aos laterais adversários.  Wellington é volante com qualidade, mas precisa ser mais preso a marcação, sendo ele o primeiro volante. O segundo volante depende do apoio de Cortês para aparecer mais a frente. Não se espera de Jadson um grande marcador, mas no mínimo ocupar espaço é obrigação. Fazer com que todos defendam ou se esforcem para isto será a grande tarefa de Leão.

Equilíbrio é a palavra chave para o sucesso de uma equipe, sempre acompanhada com ocupação de espaço inteligente. Os três homens da frente irão depender da chegada de alguém de trás, e terão de se envolver nas jogadas ofensivas. Toca, avança, gira, recua, abre espaço, enfim movimentação. Jogadas individuais são bem vindas, mas o coletivo deve falar mais alto. Jadson flutua pelo meio, jogando onde a bola se encontra, atacante pelo lado oposto de ataque infiltra na área para opção na bola aérea.

Com time equilibrado as investidas ofensivas se dariam com cinco homens – lateral apoiador ou segundo volante, meia e o trio ofensivo. Para não deixar buracos entre setores, o time deve jogar compactado. Posse de bola com objetividade é o que se espera de todo time. Osvaldo teria parceria de Cortês, Lucas contaria com apoio de Casemiro, Jadson completaria a triangulação, ora na esquerda, ora na direita.

Sem bola não se espera um grande recuo das atacantes - abrem e ficam as costas dos laterais -, pois assim a distancia percorrida para um suposto contra-ataque seria imensa e pouco agressiva. O segundo volante recuaria e ficaria postado ao lado do primeiro, Jadson à frente, mas com incumbências defensivas.

Sei que é muita teoria, mas pode dar certo.

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Juventude no 4-3-1-2, vitoria com “v” minúsculo.

O Juventude recebeu nesta noite de quinta-feira o Avenida. Vitória magra por 1x0 não convenceu a torcedores, creio que o treinador também, mas era necessário vencer de qualquer maneira. Jogando no Alfredo Jaconi todos esperavam – ou só a minha pessoa? – que o Juventude tomasse as rédeas da partida e envolvesse o adversário, mas o jogo não foi bem assim.

O jogo morno explica-se muito pela atitude de Picoli – treinador do Juventude – que parecia estar receoso a buscar o jogo. A equipe de Caxias vinha de duas derrotas, e contra o Avenida era obrigação vencer a qualquer custo.

Esquema adotado por Picoli foi o 4-3-1-2, poucas passagens e dependência da triangulação entre Athos-Belusso-Zulu. Historicamente um sistema defensivo, mas que pode se tornar ofensivo com presença dos laterais, não foi este o caso.


O time com bola deixa a desejar: Linha de quatro defensores, laterais que pouco passaram da linha do meio campo; tripé de volantes - Deoclécio volante que atuou frente a zaga, Jardel mais preso a direita e Nem volante com maior liberdade a esquerda; Athos foi o enganche frente a linha de volantes, organizava os movimentos ofensivos, mas a partir de uma posição muito avançada, era quem se aproximava aos atacantes; um atacante de movimentação - Belusso pela esquerda, fazia infiltração para o centro – e um centroavante – Zulu jogando de pivô, sai da área para buscar o jogo.

Transição ofensiva com bola ao chão e passes curtos logo procurando o ataque. Athos organizando o setor ofensivo e avançando entre os atacantes. Presença ofensiva era quase nula, no máximo quatro homens – um volante (Nem), mas que não entrava na área; o enganche (Athos); os dois atacantes (Belusso e Zulu) – os demais volantes jogavam adiantados, mas não traziam consigo a linha de defesa – dois zagueiros (Bruno Salvador e Ricardo Pereira); dois laterais (Alan e Rafael Mineiro) – assim um buraco entre meio e ataque era claro e evidente.

Quando a posse de bola era perdida, a recomposição sofria com bola longa as suas costas. O posicionamento defensivo efetivo era com sete a oito jogadores – primeira linha defensiva com zagueiros e laterais; recuo do tripé de volantes frente à zaga; atacante de movimentação fechando o corredor esquerdo – formando o 4-3-2-1. A equipe basculava no sentido que a bola estava.

Recuperada a posse de bola o tripé de volantes se adiantava, Belusso avançava no corredor esquerdo e formava dupla de ataque com Zulu. Jogadores sempre procuravam Athos para organizar a equipe e chamar quem vinha de trás, mas a insistência de laterais presos se mantinha. Preferencialmente os ataques se dava na esquerda com Nem e Belusso.

Juventude deixou a desejar. Ofensivamente o time dependeu do tripé ofensivo – Athos, Belusso e Zulu. Volante e laterais pouco se apresentavam para o jogo, e quando avançavam não procuravam a área – volantes – e a linha de fundo – laterais.

A vitória não poderia sair de outra maneira a não ser na bola aérea. Em cobrança de escanteio, Rafael Pereira subiu mais alto que todos e cabeceou no canto direito do goleiro.

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Ypiranga no 3-4-2-1 sul americano, por pouco não surpreende o Grêmio


Jogo que em circunstancias normais seria favorável ao Grêmio, mas o tricolor estava na obrigação e Ypiranga com a corda no pescoço. Todos esperavam um vitoria tranqüila e alguns o massacre, não foi o que se viu em campo. Ypiranga demonstrou que um time de interior pode ser organizado e de olhos abertos para o futebol moderno. Grêmio teve a posse de bola, mas tinha apenas uma jogada, bola aérea para Marcelo Moreno.

Joel Costa treinador do Ypiranga se mostra atento e atualizado ao que acontece no futebol. Utilizando o 3-4-2-1 sul-americano, Joel soube bloquear o toque de bola tricolor e ainda contra-atacar em velocidade.

Com posse de bola se alinhava com: Três zagueiros; dois alas apoiando alternadamente e por vezes deixando o volante Almeida subir; dois volantes (Pansera e Almeida), Pansera o volante fixo frente à zaga; dois meias (Rodrigo Jesus e Edinho) se aproximavam de Lucas Silva – esquema se tornava um 3-4-3; um centroavante de referencia (Lucas Silva).

O time de Erechim se aproveitou da zaga pouco confiável tricolor. Transição ofensiva era na ligação direta procurando jogadores de frente. Tripé de ataque – Rodrigo Jesus, Edinho e Lucas Silva - sempre jogando próximo e flutuando em campo. Ypiranga atacava com três ou quatro homens – um ala ou volante apoiador, dois meias que se tornavam atacantes pelo lado e o centro avante - não mais que isso.


O gol foi uma tipica jogada de contra-ataque. Ligação direta defesa-ataque, Lucas Silva se aproveitou do erro de Naldo, venceu Grolli, ingressou na área pela direita e deu um passe cruzado para Rodrigo Jesus marcar o gol.

Sem bola o time recuava para trás da linha do meio campo. Esquema se tornava o 5-4-1 – alas recuam se alinhando aos zagueiros, volantes se posicionam frente à zaga, meias e centroavante voltam para fechar espaço. Marcação individual de Tomas em Kléber, Eder Gaucho em Marcelo Moreno e Anderson Santos na sobra. O time basculava no sentido que a bola estava para tirar espaços e lançar-se ao contra-ataque.

Recuperada a posse, o setor de defesa fazia ligação direta para contra-ataque em velocidade. Dois meias avançavam se tornando atacantes pelo flanco, mas mantendo proximidade ao centroavante. Caso a troca de passes não se se realiza, o chute de media e longa distancia era desferido.

Faltou pouco para o Ypiranga sentir o gosto da vitoria. A marcação forte e intensidade de jogo não duraram mais que 45 minutos. A bola aérea tricolor não foi neutralizada e assim a virada foi iminente. 

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