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Os 12 grandes do Brasil em 2013, por enquanto


Análise de Leonardo Fernandes do blog Painel Tático
Apesar do período de contratações estar só começando com as possíveis chegadas de Carlos Eduardo no Flamengo, Riquelme no Palmeiras e Josué no Galo, as mais próximas de acontecerem, alguns times já se encontram em fase final de preparação para a temporada. Santos, São Paulo, Cruzeiro, Corinthians e Inter já têm elencos fechados. Fluminense, Atlético-MG, Botafogo e Grêmio ainda podem contratar, mas seus times estão praticamente definidos. Flamengo, Palmeiras e Vasco começam o ano cheios de incertezas e precisam sair às compras para fazer bem em 2013. Muito cedo para falar, mas já dá para tirar alguns palpites táticos dos jogos-treino e dos treinamentos enquanto os estaduais e a Libertadores não começam:
  • São Paulo
Apesar do desempenho constrangedor dos titulares no último jogo-treino, contra o RB Brasil, Ney Franco praticamente selou a equipe titular do São Paulo, pelo menos para a pré-Libertadores e o início de Estadual. Oficialmente sem Vargas, Ney manda a campo um híbrido de 4-3-1-2 e 4-2-3-1 pensado para suprir a saída de Lucas. Os laterais têm mais liberdade para avançar e Jádson ora é volante pela direita, ora é meia, às vezes invertendo com Ganso. Se a velocidade de Osvaldo pela esquerda é boa jogada, Jádson precisa se adaptar enquanto Wallyson se recupera de lesão. O empate no terrível jogo-treino contra o RB Brasil não deve se repetir e o São Paulo mantém o favoritismo na Libertadores.
São Paulo 2013
  • Santos
Para suprir a Neymar-dependência, Muricy pediu e a diretoria atendeu: vários reforços vieram ao time da baixada. Agora com Montillo e Cícero, o Santos, já confirmado por Muricy, deve usar o 4-3-1-2 com Arouca e Cícero marcando e jogando no meio, Montillo acionando Neymar e se juntando ao ataque e André na referência. O camisa 11 ganha time técnico e marcador no meio, mas precisa de uma defesa com melhores nomes. Nei  e Assunção ganham condição física e fazem do Santos um time bem melhor daquele visto em 2012.
Santos 2013
  • Corinthians
Ainda em ritmo de festa, o Corinthians irá atuar com reservas nas primeiras rodadas. Mas o time titular ganhou os bons reforços de Gil e Renato Augusto e Pato, a estrela do marketing que precisa se livrar das lesões para ter sequência. Tite deve optar por manter o 4-2-3-1 que marca em duas linhas, possui jogadas bem definidas e ganha ainda mais quando tem a referência na frente. Com Pato, o esquema passa a ser um 4-4-1-1 com o ex-Milan fazendo a ligação entre meio e ataque. Favorito a tudo o que participa, o Corinthians de 2013 só será conhecido no final de Fevereiro.
Corinthians 2013
  • Palmeiras
Mergulhado na crise, o Palmeiras tenta se reeguer após o vexame de 2012. Muitos foram embora mas apenas Prass e Ayrton chegaram, o que faz Gilson Kleina bater cabeça na escolha do time titular. O sonho cada vez mais próximo de Riquelme pode ajudar o time a suprir as prováveis ausências do desgastado Valdívia. Taticamente, Kleina vai manter o 4-2-3-1 da temporada passada, mas com postura mais cautelosa. Os dois jogos-treino mostraram um time fechado em seu próprio campo, saindo rapidamente pelos lados com Luan e Wesley e Barcos na dele, fazendo muitos gols. Jogar como time pequeno pode ser a única saída para o complicado Palmeiras.
Palmeiras 2012
  • Fluminense
Na boa: é assim que Abel Braga está em 2013. Depois de ser campeão brasileiro, o Flu manteve a base e ganhou Wellington Silva, do rival Fla, mas o time deve ser o mesmo de 2012. Com Riquelme distante e Conca descartado, o Flu deve ir a campo no 4-3-2-1 rápido pelas pontas e acionando muito Fred. Abel já acenou que quer uma espécie de 3-3-3-1 forte na marcação, mas precisa aprender com o erro capital de 2012: não depender de Fred e Deco. Os dois foram poupados do último jogo treino, uma derrota de goleada para o Audax-SP, por 4X0. Pelo menos reservas para os dois é preciso.
Flu 2013
  • Botafogo
O calminho Botafogo não se mostrou muito presente nas contratações e trouxe nomes poucos badalados para a defesa, posição criticada em 2012. Corretamente apostando na manutenção de Oswaldo de Oliveira, a Estrela Solitária vai a campo no 4-2-3-1 com a defesa bem mais experiente, mas lenta, Bruno Mendes se movimentando muito e Seedorf armando. Não é o time dos sonhos e precisa de ambição para ganhar algo além de um Carioca. Um centroavante e volantes são necessários.
Bota 2012
  • Vasco
A crise imensa do Vasco é reflexo da péssima administração e do caos financeiro dos times cariocas. A base de 2012 foi embora por completo e o Vasco aposta nas suas revelações da base e em velhos nomes como Carlos Alberto. Futuro? Ninguém sabe. Tática? Gaúcho acenou com um 4-4-2 britânico, o que melhor se encaixa na montanha de volantes do elenco. Mas o 4-3-3 e o 3-5-2 podem pintar. Faltam muitas contratações para o Vasco voltar a brilhar. Por enquanto, indefinido.
Vasco 2013
  • Flamengo
Se sufoco foi a palavra de 2012, renovação é a de 2013: o Flamengo contratou jogadores jovens como Gabriel e Elias e Dorival Júnior pode manter o 4-3-1-2 dos melhores momentos do ano passado. Mas falta um centroavante, já que Liédson não joga mais no Fla, laterais e zagueiros. Um time indefinido, mas que deve apostar no bom trato de Dorival com jovens e acabar com a crise política e financeira que assola o clube, já que está de presidente novo. Outro time indefinido.
Fla 2013
  • Cruzeiro
O Cruzeiro anunciou um pacote enorme de reforços, entre eles Marcelo Oliveira, o técnico, e não promete um time de estrelas, mas sim de jogadores regulares. No 4-2-3-1, Martinuccio e Éverton Ribeiro devem voar pelos lados enquanto Diego Souza se junta a Borges no ataque. Com novos zagueiros e Nílton e Henrique como volantes, o Cruzeiro pode surpreender em 2013. Resta confiar no trabalho de Oliveira para dar “liga” ao time.
Cruzeiro 2013
  • Atlético-MG
Após o quase no BR-2012, o Galo vem mais preparado emocionalmente para 2013. A base de 2012 permanece, e Cuca pretende resolver a meia direita, setor crítico, com Rosinei, ex-Corinthians. Ainda há a opção de Carlos César, habilidoso e rápido, ou Moraes, a contratação surpreendente do Galo para 2013. No meio, Josué pode pintar para melhorar a marcação. De resto, a base do 4-2-3-1 com a variação típica de Cuca para o 3-4-3 será mantida e basta manter o ritmo dos melhores jogos do ano passado para fazer bem na temporada. O jejum de 42 anos sem títulos de expressão já incomoda e muito.
Galo 2013
  • Internacional
Odiado por 10 entre 10 brasileiros, Dunga tenta a redenção no Inter, sua casa. Nomes novos como Bruno Peres e Willians chegam para apagar o caótico ano de 2012 e fazer valer a pecha de favorito que o Inter carrega, mas que nunca se confirma. Forlán, D´Alessandro e Dátolo devem ser o trio de meias do 4-2-3-1, junto com um meio bem trancado com Ygor e Willians. No papel é bom, mas na prática Dunga terá que ter muito jogo de cintura para fazer Forlán render o que se espera dele.
Inter 2013
  • Grêmio
Em seu último ano como técnico, Luxa tenta a Libertadores, seu grande sonho, a qualquer preço. Por isso apelou para velhos conhecidos como Dida e Cris e monta o time no seu predileto e vencedor 4-3-1-2. Alguns resgates: Elano não será volante, mas sim armador, como no Santos de 2004, e Zé Roberto atuará como volante armador pela esquerda, como o Santos de 2007. Alex Telles é o grande destaque nos treinos e promete voar pela esquerda. Apesar disso, é um elenco envelhecido e Vargas não deve estar presente na pré-Libertadores. Pintou um típico time de Luxa? ( muitos ataques pelos lados, movimentação, ofensividade e boa ocupação de espaços num 4-3-1-2).
Grêmio 2013

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Análise tática – Atlético Mineiro 3 x 1 Internacional. Ausência de centroavantes


Nesta noite de quarta-feira, Atlético Mineiro e Internacional protagonizaram um embate, inicialmente esperado como grande jogo, mas com o passar dos minutos se demonstrou um jogo morno, apenas dos quatro gols. 
O líder Atlético confirmou seu favoritismo e passou sem pedir licença, venceu, em partes, tranquilamente.
Não podemos massacrar Dorival Junior. O treinador conta com inúmeros desfalques, para piorar, D’Alessandro foi expulso ainda no primeiro tempo e complicou a partida.

Ambas as equipes sem surpresas. Atlético e Inter espelhados no 4-2-3-1, mas não encaixados. Como era esperado o Atlético logo tomou a iniciativa e quem assumia a proposta de jogo. O Inter por sua vez espreitava melhores momentos para atacar, preferia jogadas em contra-ataque.

Diagrama tático. Atlético postado no 4-2-3-1 com Danilinho pela direita recuando. Inter no 4-2-3-1 com wingers recuando e Dagoberto alinhando a D'Alessandro.

Como citei acima, nada de inovador. Cuca armou sua equipe no já esperado 4-2-3-1 com pequena variação para o 4-3-1-2. Esta variação acontecia pelo fato de Danilinho recompor meio campo com maior afinco que Bernard e Ronaldinho. O tridente ofensivo se formava com Ronaldinho na ponta de lança e Bernard alinhado a Guilherme.

A exemplo de Cuca, Dorival não mexeu na estrutura de sua equipe. Novamente, bem como Cuca, o Inter possui uma variação na sua forma de defender. O colorado recua suas linhas, marca em seu campo, mas o 4-2-3-1 se desfaz, da seguinte maneira: os wingers Osvaldo e Lucas Lima alinham-se aos volantes; Dagoberto recua alinhando-se a D’Alessandro na linha central de meio campo e forma-se um 4-4-2 em duas linhas.

Flagrante tático. Inter no 4-4-2 em duas linhas com wingers recuados e Dagoberto e D'Alessandro alinhados.

Naturalmente irei comentar o Inter defendendo, até porque, o colorado esteve durante boa parte do primeiro tempo sem posse de bola.
Pois bem. Os laterais colorados batiam de frente com os wingers do Galo, para não acontecer o 2x1, os wingers Osvaldo e Lucas Lima recuavam acompanhando os laterais. D’Alessandro e Dagoberto atuavam lado a lado, fechavam o centro do campo e não dava opção de passe a frente. Elton o volante mais plantado e rondando Ronaldinho e Guiñazu solto para dar combates e botes. Dupla de zaga foi um fato curioso. Guilherme não é centroavante de referencia, incialmente, encontrou dificuldade, mas com o passar do tempo conseguiu sair da marcação e abrir espaços para quem vinha de trás. Com movimentação de Guilherme, Bolivar e Indio não sabiam se deveriam sair a “caça” ou esperar.

O colorado preferia recuar e agrupar em seu campo. Apenas em um momento o time foi a frente pressionar, ressalto que obteve sucesso ao recuperar posse da bola, mas logo a devolveu ao Atlético. Marcação do Inter era agressivo quando Galo adentrava em seu campo.

Ao falar do Inter defendendo, muito já falei do Galo atacando, mas ainda há algo a complementar. Notoriamente o time sentiu falta de seu centroavante, Jô. A troca de passes não encontrava a figura de um grandalhão a frente para fazer pivô, colocar a bola no chão e aguardar companheiros avançarem, Guilherme não é este jogador. Em contrapartida, o 4-2-3-1 requer um time mais leve, com intensa movimentação e troca de posições. Isto Guilherme contribui. O falso-9 trocava de posição com o apagado Ronaldinho, flutuava frente os zagueiros e as costas dos volantes. Porém, Guilherme era pouco municiado, muito se deve pela noite apagada de Ronaldo.

Os flancos. Bernard poderia ser coroado como rei destes pedaços de campo. O camisa 11 deitou e rolou, na partida como um todo. A dobradinha com Junior Cesar pela esquerda é mortal. As diagonais, jogo objetivo, dribles, lembram o velho ponta.
Por outro lado, Danilinho é velocista e solicito a recomposição do time. Recua como poucos e auxilia no combate, é o coringa entre esquemas.

Alguns fatos, curiosamente, presente em ambos os times. Não possuem figura do centroavante. Guilherme atuou como um falso-9 ou centroavante de movimentação. Dagoberto ficou devendo. O único atacante colorado não apareceu, o estilo de jogo colorado prejudicou ainda mais o camisa 20. Indio e Bolivar quebravam a bola a frente e Dagoberto tinha que se virar contra Leonardo Silva e Rever, por sinal, Rever muito bem.

Novamente ambiguidade. Retenção de bola ofensiva. Pela ausência de um grandalhão a frente, os miúdos Dagoberto e Guilherme penaram quando tentaram jogar de costas, não é a deles. O bate-volta foi inevitável.

A zona de controle de ambos os times. Igualitariamente Inter e Atlético se anulavam nas mesmas zonas de campo, entre a linha de meio campo e zona dos volantes, se preferirem, os três quartos do campo. O Inter propiciava este jogo por recuar e agrupar. O Galo por marcar pressionando e contar com inúmeros passes errados de seu adversário.

Para ter noção do poderia ofensivo colorado na primeira etapa. ZERO chutes , isso mesmo nada. Falo em números gerais, tanto no "alvo" como pela linha de fundo.

A mudança

D’Alessandro perde a cabeça. O gringo faz falta desnecessária, no campo do adversário. Recebe cartão amarelo, “peita” o arbitro e recebe segundo cartão amarelo. Expulso o camisa 10 colorado. Em partes com razão, pois deu chance ao erro.

Com um a menos, Dorival armou sua equipe no 4-4-1 ou se preferirem, 4-2-3-0. Dagoberto passou a figurar ainda mais no setor de meio campo, não como articulador, mas sim como um atacante que recua para compor e avança para ser o único atacante. Os meninos, Lucas Lima e Osvaldo seguiram pelos flancos recuando e acompanhando o lateral.

Sabiamente o Atlético soube aproveitar o momento de instabilidade do Inter e foi à frente. No final do primeiro tempo, em frequente movimentação de Guilherme o gol saiu. O “centroavante” do Galo saiu da área, ninguém o acompanhou, Ronaldinho tocou e, em belo chute, Guilherme marcou.

Segundo tempo

Ainda com resquícios do primeiro tempo. O estilo de jogo de ambas as equipes seguia. Porém, com Inter mais cauteloso e aumentando a intensidade e jogadores solícitos e correndo por dois. O Atlético amornando o jogo, segurando sua vantagem e, sem correr riscos, esperava para atacar no melhor momento.

Ainda no intervalo Dorival mudou. Saíram os apagados Dagoberto e Lucas Lima para entrada de Jajá e Fred, respectivamente. Acredito que o esquema adotado foi o 4-2-3-0 sem ninguém no ataque.
O essencial para que o Inter tivesse alguma chance foi feito. Intensa movimentação do tridente Fred-Jajá-Otavio, alternando quem seria o mais agudo. Além disto, todos se doavam para diminuir a vantagem mineira.

Diagrama tático. Inter pós expulsão com mudanças para segunda etapa. Esquema entre 4-2-3-0 e 4-2-2-1.

A exemplo do primeiro tempo, o Galo foi ainda mais paciente. A troca de passes, por muitos momentos, não foi objetiva ou à frente. A seca de passes em profundidade foi tamanha que Guilherme e Ronaldinho sumiram da partida. O gaucho tinha que recuar, aproximar-se dos volantes para receber a redonda. Guilherme sucumbiu entre zagueiros colorados.

O Inter por sua vez prendia seus laterais, novamente, como fez no primeiro tempo. A troca de passes era ainda mais acelerada e, consequentemente, os erros mais inevitáveis. Afobação durante boa parte da segunda etapa foi crucial pela falta de chances criadas pelo Inter, obviamente, alem de estar com 10 em campo. Afobação, somadas a inferioridade numérica, time desentrosado, tiveram como resultado, apenas TRÊS chutes, sendo um deles gol e dois sequer no alvo – gol.

Passes laterais, recuo a Victor, este foi a cara do time mineiro no segundo tempo. Mesmo que, adiantando seus jogadores, passes com certo risco sequer eram especulados. Acredito que Cuca pediu a seus jogadores para deixarem o Inter se jogar a frente, pois o time mineiro espreitava contra-ataques as costas do lateral Edson Ratinho. Obviamente com Bernard, o destaque da noite.

O gol saiu, alias, dois em sequencia. Primeiro com Atlético definindo 2x0 com Léo Silva ao melhor estilo Van Basten. E, logo após, Fred cabeceando entre zagueiros após cruzamento vindo da esquerda.

Mike entrou no lugar de Otavio, mas pouco acrescentou.

O 2x1 deu sobrevida ao Inter. Os jogadores passaram a acreditar que era possível o empate. Jajá crescia no jogo caindo às costas de Pierre. A vitoria pessoal do meia colorado era evidente, Pierre, extenuado, marcava de longe e, com amarelo, ficava receado a desarmar. Cuca mexeu e. em menos de três minutos, pôs em campo Felipe Soutto no lugar de Pierre e Escudero no lugar de Danilinho. As mudanças jogaram o Atlético a frente, pudera, estava com um a meias. O 4-2-3-1 tomou ainda mais forma, agora com Escudero pela esquerda e Bernard pela direita.

Diagrama tático. Inter no 4-2-2-0 ou 4-2-3-0. Atlético no 4-2-3-1 ainda mais incisivo com Escudero.

A pá de cal, o ultimo prego do caixão. O cansaço imperava no Internacional. As pernas pesadas, o tudo ou nada, estava na cara, só um cego não poderia ver. O gol mineiro era questão de momento, um contra-ataque bem encaixado e tudo estava acabado. Para infelicidade mineira, o gol só saiu aos 47 do segundo tempo após belo contra-ataque tramado por Bernard e finalizado por Escudero. O placar estava consolidado, 3x1 justíssimo.

Atlético Mineiro de Cuca cada vez mais líder. Internacional de Dorival entrando em crise. Treinadores e clubes vivem momentos distintos, mas um frase de Cuca cabe perfeitamente a Dorival:

- Dor de cabeça é não ter jogador - diz Cuca. Frase que reflete o atual momento de Dorival.

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Ronaldinho e Neymar, eles abandonaram a ponta esquerda


O que Ronaldinho e Neymar podem ter em comum? A tão falada ponta, flanco, lado, cantinho esquerdo, você decide como denomina-lo. Um em fim de carreira, outro na flor da idade, porém ambos estavam caindo na mesmice, mediocridade, previsíveis e facilmente marcados.  Neste final de semana, tudo mudou, ou, uma tentativa.

Porque a ponta esquerda? Neymar e Ronaldinho são destros e jogando pela esquerda teriam facilidade em cortar para o centro e finalizar. Alem disso, jogariam em cima do lateral, bloqueando o apoio do mesmo e se aproveitando da fragilidade na marcação do lateral, estariam longe da marcação dos beques, viriam de trás em velocidade e de frente para o gol.

Ronaldinho estreou seu novo clube, o Atlético Mineiro. Cuca mantém boa relação com Assis, jogaram juntos no Grêmio. O treinador do Galo pediu a Assis contratação de Ronaldinho, garantindo que o “cuidaria” bem.

Esta posição centralizada não é novidade para Ronaldinho. O Gaúcho, recentemente, jogou assim no Flamengo e Seleção Brasileira, porém sem empolgar. Mudar é preciso, mas é obrigação reconhecer as características do jogador. É de conhecimento geral que Ronaldinho não é armador, longe disto. Despontou no Grêmio como atacante de velocidade e a Europa o transformou em ponta, winger, extremo, meia pelo lado, seja como for, sempre foi jogador de arrancada, velocidade e dribles.


O camisa 10, melhor, 49, recua para explorar os contra-ataques com seus lançamentos de longa distancia. Nesta partida, se movimentando, foi voluntarioso. A torcida mineira suspira por, talvez, ter um Ronaldinho Gaúcho querendo responder as criticas e voltar a ser protagonista e não um mero figurante.

No Atlético Mineiro atua centralizado, mas longe do atacante. Tem de a ser organizador, pois não é mais o mesmo de sete anos. O gaúcho perdeu arrancada, dribles em velocidade e movimentação que é característica desta posição. O que sobrou de Ronaldinho duas vezes eleito o melhor do mundo? Passes e lançamentos precisos. Ronaldinho pode não ser o mesmo, mas pode explorar a velocidade dos wingers Bernard e Danilinho, estes sim aceleram o jogo pelo flanco e compensam a letargia gaúcha.

Flagrante tático. Ronaldinho pelo centro no 4-2-3-1.

Neymar, a joia brasileira. Clubes europeus o querem a peso de ouro e o alvinegro praiano luta bravamente para mante-lo, ate agora com sucesso. Em meio a elogios, comparações e sondagens, duas aulas de futebol apagaram o brilho do menino de moicano, Santos x Barcelona pelo mundial e hoje, Brasil x Argentina. Em ambas partidas o menino brasileiro sucumbiu perante Messi, às comparações foram por água abaixo e o argentino demonstra que nosso menino precisa evoluir e, muito.

Ora como atacante pelo centro, ora na ponta esquerda. Ultimamente no cantinho esquerdo de Ronaldinho Gaúcho, e neste canto, palmo de chão as criticas tomaram grandes proporções. Cair na ponta esquerda não é o problema, mas a letargia, a inércia que esta ponta atrai os sucumbe. Neymar estava se tornando pragmático e seu repertorio antes vasto, passou a ser acanhado. Mas porque Neymar fez tanto sucesso no lado esquerdo e depois sumiu? Simples, os adversários o estudaram e acharam uma maneira de anular seus movimentos.

Nesta excursão aos Estados Unidos, Mano Menezes escalou Neymar como ponta na primeira partida, o garoto pouco fez e criticas caíram sobre ambos. Para o clássico contra a Argentina algo tinha de ser feito. Sabella sabiamente treinou sua seleção com laterais de pés trocados, para marcar os wingers brasileiros por dentro e dar a linha de fundo a eles. Mano deu a resposta, colocou Neymar pelo centro e Hulk na esquerda de pé “certo” e alem disto, saiu do 4-2-3-1.

Neymar pelo centro atuou como ponta-de-lança do losango. Não foi organizador, seguiu sendo o mesmo Neymar com irreverência e partindo para cima dos marcadores, mas desta vez, pelo centro. Não foi um meias que se aproximava dos volantes, era o contrario, destoava dos volantes e aproximava-se dos atacantes. Mano sabiamente queria aproveita-lo na faixa central, de frente para o gol, assim não precisava enveredar para o centro, mas teria de dividir campo com meio-campistas.

Flagrante tático. Neymar atuando centralizado, as costas dos volantes como ponta-de-lança.

Neymar não foi gênio nesta posição, porém, saiu da mesmice. Demonstrou ser volátil a outras posições.

Ronaldinho e Neymar, um lembra o outro e o outro lembra o um. Que Neymar seja o Ronaldinho do passado e não este do futuro.

Independente da posição, a dupla precisa se movimentar, nada cairá do céu. Ambos podem jogar na tão falada ponta esquerda, mas não estáticos, a marcação virá, basta responder e saber como sair da mesma. MOVIMENTAÇÃO, ocupação de espaços, aproximação e, claro, o drible, tudo isto somado é sucesso na certa.

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Gilson descobre que é destro



Nova descoberta no mundo do futebol, Gilson que foi mal aproveitado no Grêmio descobre o porquê. Hoje no América é meia ou como preferirem um extremo, winger no flanco.

No dia de hoje logo após o treino de cruzamentos o lateral do América-MG Gilson convoca seu técnico Givanildo Oliveira para uma longa conversa, onde afirma ter descoberto que é destro.

- Notei que estou cruzando melhor, tenho chances de ser um grande jogador do futebol brasileiro, todos merecem uma segunda chance – disse o atleta.

Usou de justificativa para convencer o treinador seu fraco aproveitamento no treino, pois sua margem de acerto que era de 1 em 15 cruzamentos, cujo a mesma sofreu uma melhoria para 1 acerto em 10 cobranças após tentativas com a perna direita.

Logo em seguida de sua reunião com Gilson, Givanildo Oliveira publicou o feito inédito do jogador, e já deu indícios de que usará a nova estratégia no próximo jogo, onde o América-MG vai buscar a recuperação fora de casa. Pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time viajara para Florianópolis onde enfrentara o Figueirense.

- Já tinha notado uma melhora significativa no rendimento do Gilson, com este acréscimo vamos lutar contra o rebaixamento – relatou Givanildo

Assim é possível notar melhor rendimento no atleta. Gilson cogita ter chances no Grêmio, atualmente emprestado com retorno ao Olímpico em 31/12/2011. Dirigentes do tricolor esperam vende-lo para fazer caixa e enxugar contas.

O jogo será no próximo domingo, às 18h00 (de Brasília).

Fonte:
http://www.gilson6.com.br/gilson-vira-lateral-direito

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