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Os 12 grandes do Brasil em 2013, por enquanto


Análise de Leonardo Fernandes do blog Painel Tático
Apesar do período de contratações estar só começando com as possíveis chegadas de Carlos Eduardo no Flamengo, Riquelme no Palmeiras e Josué no Galo, as mais próximas de acontecerem, alguns times já se encontram em fase final de preparação para a temporada. Santos, São Paulo, Cruzeiro, Corinthians e Inter já têm elencos fechados. Fluminense, Atlético-MG, Botafogo e Grêmio ainda podem contratar, mas seus times estão praticamente definidos. Flamengo, Palmeiras e Vasco começam o ano cheios de incertezas e precisam sair às compras para fazer bem em 2013. Muito cedo para falar, mas já dá para tirar alguns palpites táticos dos jogos-treino e dos treinamentos enquanto os estaduais e a Libertadores não começam:
  • São Paulo
Apesar do desempenho constrangedor dos titulares no último jogo-treino, contra o RB Brasil, Ney Franco praticamente selou a equipe titular do São Paulo, pelo menos para a pré-Libertadores e o início de Estadual. Oficialmente sem Vargas, Ney manda a campo um híbrido de 4-3-1-2 e 4-2-3-1 pensado para suprir a saída de Lucas. Os laterais têm mais liberdade para avançar e Jádson ora é volante pela direita, ora é meia, às vezes invertendo com Ganso. Se a velocidade de Osvaldo pela esquerda é boa jogada, Jádson precisa se adaptar enquanto Wallyson se recupera de lesão. O empate no terrível jogo-treino contra o RB Brasil não deve se repetir e o São Paulo mantém o favoritismo na Libertadores.
São Paulo 2013
  • Santos
Para suprir a Neymar-dependência, Muricy pediu e a diretoria atendeu: vários reforços vieram ao time da baixada. Agora com Montillo e Cícero, o Santos, já confirmado por Muricy, deve usar o 4-3-1-2 com Arouca e Cícero marcando e jogando no meio, Montillo acionando Neymar e se juntando ao ataque e André na referência. O camisa 11 ganha time técnico e marcador no meio, mas precisa de uma defesa com melhores nomes. Nei  e Assunção ganham condição física e fazem do Santos um time bem melhor daquele visto em 2012.
Santos 2013
  • Corinthians
Ainda em ritmo de festa, o Corinthians irá atuar com reservas nas primeiras rodadas. Mas o time titular ganhou os bons reforços de Gil e Renato Augusto e Pato, a estrela do marketing que precisa se livrar das lesões para ter sequência. Tite deve optar por manter o 4-2-3-1 que marca em duas linhas, possui jogadas bem definidas e ganha ainda mais quando tem a referência na frente. Com Pato, o esquema passa a ser um 4-4-1-1 com o ex-Milan fazendo a ligação entre meio e ataque. Favorito a tudo o que participa, o Corinthians de 2013 só será conhecido no final de Fevereiro.
Corinthians 2013
  • Palmeiras
Mergulhado na crise, o Palmeiras tenta se reeguer após o vexame de 2012. Muitos foram embora mas apenas Prass e Ayrton chegaram, o que faz Gilson Kleina bater cabeça na escolha do time titular. O sonho cada vez mais próximo de Riquelme pode ajudar o time a suprir as prováveis ausências do desgastado Valdívia. Taticamente, Kleina vai manter o 4-2-3-1 da temporada passada, mas com postura mais cautelosa. Os dois jogos-treino mostraram um time fechado em seu próprio campo, saindo rapidamente pelos lados com Luan e Wesley e Barcos na dele, fazendo muitos gols. Jogar como time pequeno pode ser a única saída para o complicado Palmeiras.
Palmeiras 2012
  • Fluminense
Na boa: é assim que Abel Braga está em 2013. Depois de ser campeão brasileiro, o Flu manteve a base e ganhou Wellington Silva, do rival Fla, mas o time deve ser o mesmo de 2012. Com Riquelme distante e Conca descartado, o Flu deve ir a campo no 4-3-2-1 rápido pelas pontas e acionando muito Fred. Abel já acenou que quer uma espécie de 3-3-3-1 forte na marcação, mas precisa aprender com o erro capital de 2012: não depender de Fred e Deco. Os dois foram poupados do último jogo treino, uma derrota de goleada para o Audax-SP, por 4X0. Pelo menos reservas para os dois é preciso.
Flu 2013
  • Botafogo
O calminho Botafogo não se mostrou muito presente nas contratações e trouxe nomes poucos badalados para a defesa, posição criticada em 2012. Corretamente apostando na manutenção de Oswaldo de Oliveira, a Estrela Solitária vai a campo no 4-2-3-1 com a defesa bem mais experiente, mas lenta, Bruno Mendes se movimentando muito e Seedorf armando. Não é o time dos sonhos e precisa de ambição para ganhar algo além de um Carioca. Um centroavante e volantes são necessários.
Bota 2012
  • Vasco
A crise imensa do Vasco é reflexo da péssima administração e do caos financeiro dos times cariocas. A base de 2012 foi embora por completo e o Vasco aposta nas suas revelações da base e em velhos nomes como Carlos Alberto. Futuro? Ninguém sabe. Tática? Gaúcho acenou com um 4-4-2 britânico, o que melhor se encaixa na montanha de volantes do elenco. Mas o 4-3-3 e o 3-5-2 podem pintar. Faltam muitas contratações para o Vasco voltar a brilhar. Por enquanto, indefinido.
Vasco 2013
  • Flamengo
Se sufoco foi a palavra de 2012, renovação é a de 2013: o Flamengo contratou jogadores jovens como Gabriel e Elias e Dorival Júnior pode manter o 4-3-1-2 dos melhores momentos do ano passado. Mas falta um centroavante, já que Liédson não joga mais no Fla, laterais e zagueiros. Um time indefinido, mas que deve apostar no bom trato de Dorival com jovens e acabar com a crise política e financeira que assola o clube, já que está de presidente novo. Outro time indefinido.
Fla 2013
  • Cruzeiro
O Cruzeiro anunciou um pacote enorme de reforços, entre eles Marcelo Oliveira, o técnico, e não promete um time de estrelas, mas sim de jogadores regulares. No 4-2-3-1, Martinuccio e Éverton Ribeiro devem voar pelos lados enquanto Diego Souza se junta a Borges no ataque. Com novos zagueiros e Nílton e Henrique como volantes, o Cruzeiro pode surpreender em 2013. Resta confiar no trabalho de Oliveira para dar “liga” ao time.
Cruzeiro 2013
  • Atlético-MG
Após o quase no BR-2012, o Galo vem mais preparado emocionalmente para 2013. A base de 2012 permanece, e Cuca pretende resolver a meia direita, setor crítico, com Rosinei, ex-Corinthians. Ainda há a opção de Carlos César, habilidoso e rápido, ou Moraes, a contratação surpreendente do Galo para 2013. No meio, Josué pode pintar para melhorar a marcação. De resto, a base do 4-2-3-1 com a variação típica de Cuca para o 3-4-3 será mantida e basta manter o ritmo dos melhores jogos do ano passado para fazer bem na temporada. O jejum de 42 anos sem títulos de expressão já incomoda e muito.
Galo 2013
  • Internacional
Odiado por 10 entre 10 brasileiros, Dunga tenta a redenção no Inter, sua casa. Nomes novos como Bruno Peres e Willians chegam para apagar o caótico ano de 2012 e fazer valer a pecha de favorito que o Inter carrega, mas que nunca se confirma. Forlán, D´Alessandro e Dátolo devem ser o trio de meias do 4-2-3-1, junto com um meio bem trancado com Ygor e Willians. No papel é bom, mas na prática Dunga terá que ter muito jogo de cintura para fazer Forlán render o que se espera dele.
Inter 2013
  • Grêmio
Em seu último ano como técnico, Luxa tenta a Libertadores, seu grande sonho, a qualquer preço. Por isso apelou para velhos conhecidos como Dida e Cris e monta o time no seu predileto e vencedor 4-3-1-2. Alguns resgates: Elano não será volante, mas sim armador, como no Santos de 2004, e Zé Roberto atuará como volante armador pela esquerda, como o Santos de 2007. Alex Telles é o grande destaque nos treinos e promete voar pela esquerda. Apesar disso, é um elenco envelhecido e Vargas não deve estar presente na pré-Libertadores. Pintou um típico time de Luxa? ( muitos ataques pelos lados, movimentação, ofensividade e boa ocupação de espaços num 4-3-1-2).
Grêmio 2013

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Como Alex pode jogar no Brasil


Em litígio com o Fenerbahce, clube que defendeu durante por 8 temporadas, Alex rescindiu contrato com o clube turco nessa segunda feira. A notícia pegou muitos de surpresa, já que semana passada Alex ganhou uma estátua em sua homenagem, sendo um dos maiores ídolos da torcida.
A notícia animou dirigentes e torcedores no Brasil. Torcedor coxa-branca confesso, Alex é tido como ídolo no Palmeiras, onde conquistou a Libertadores-99, e no Cruzeiro, onde ganhou tudo na inesquecível temporada 2003. Além desses 3 clubes, o Grêmio aparece como forte candidato para a volta de Alex, já que Vanderlei Luxemburgo gosta do jogador e mantém relação de amizade. O Santos também é outro interessado.
Aos 35 anos, Alex seria mais um dos craques “coroas” que jogam em território brasileiro – Juninho Pernambucano, Zé Roberto, Seedorf e Marcos Assunção estão na lista e atualmente são destaques em seus times. Com essa idade, a volta de Alex no Brasil primeiro passaria por uma adaptação ao futebol brasileiro e por esquemas que privilegiem seu futebol: cerebral, Alex é um meia de criação típico, um “camisa 10″: excelente passe e visão de jogo. Bom finalizador, Alex não costuma voltar para ajudar na marcação e frequentemente aparece na área para arrematar.
No Palmeiras, a saída de Felipão, com quem Alex não mantinha boa relação por ter ficado de fora da Copa de 2002, abriu caminho para a volta do meia. Gilson Kleina poderia montar um 4-3-2-1 com Valdívia e Alex dividindo a criação, com o chileno acionando Alex no ataque para concluir, como ele gosta. Artur contido para liberar Juninho e o meio trancado com Henrique e Assunção liberando os dois meias e acionando a velocidade de Wesley.
No Coritiba, Alex pode chegar para dar profundidade ao time e acompanhar Deivid no ataque. Usando os dois meias extremos rápidos e incisivos, Rafinha e Éverton Ribeiro, o Coxa pode repetir a dinâmica do Galo do primeiro turno e montar um 4-2-3-1 que se transforma em 4-4-2 sem a bola, com Alex perto do gol e referência para lançamentos.
No Cruzeiro, Celso Roth pode repetir o Internacional campeão da Libertadores em 2010: Leandro Guerreiro plantado à frente da zaga, marcação adiantada, troca de passes com os meias qualificados e forte lado esquerdo com Montillo, além da presença de Martinuccio como o meia mais incisivo, como foi Taison no Colorado.
No Grêmio, Luxemburgo poderia surpreender e montar um ultra-ofensivo 4-3-1-2 predileto do treinador com Alex armando e se juntando ao ataque, Zé Roberto pela esquerda e Elano pela direita marcando e jogando e intensa movimentação de Kléber. A lentidão natural da equipe seria compensada com marcação adiantada e muita movimentação aproveitando os passes de Alex.
Com futuro ainda indefinido, Alex pode jogar em alto nível em qualquer time brasileiro. Seu futuro depende dos momentos dos clubes – Palmeiras e Coritiba estão ameaçados de rebaixamento – e da escolha do próprio jogador.

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Roth arma Cruzeiro com seu selo de originalidade



Confesso que estava curioso para ver como Celso Juarez Roth estava armando seu Cruzeiro. Para minha surpresa, o treinador não fugiu do que estamos acostumados. Ainda em inicio de trabalho, Roth, trabalha primeiro sua defesa, após consolidar o sistema defensivo o treinador parte para movimentos ofensivos. Enquanto fica arrumando a casa lá atrás, na frente o ataque se torna uma verdadeira bagunça, baderna.

Celso se diz “pai da criança”, 4-2-3-1, no Brasil. Ou nesta era moderna, anos 2000. Assim joga o seu Cruzeiro. Ressalto que times são mais do que esquemas, ou se preferirem, numerozinhos. Times bem montados, ou não, possuem estratégias, organização, ou falta da mesma, enfim, como diz @eduardocecconi “organismos” sejam eles vivos ou não.

Diagrama tático. 4-2-3-1 pendendo a esquerda, mas sem parceria com lateral.

O Cruzeiro deixa muito a desejar em fase ofensiva.

Transição e posição ofensiva são carentes. Cruzeiro tem imensa dificuldade em armar , sair jogando de trás ou propor o jogo.
Os volantes se abstêm a armar, apenas marcam e cobrem o apoio dos laterais com posse de bola. Laterais bem marcados só participavam quando o jogo passava linha central do meio campo, Everton se destacou, mar carecia de alguém para interagir.
Tridente de meio-campistas muito inerte e num 4-2-3-1 arcaico e obsoleto, traduzindo, fixo, sem movimentação e facilmente marcado. Tinga era o motorzinho da equipe, porém com movimentação de robozinho, explico: "Tinga meia de origem, porém sempre, ou quase, foi aproveitado como volante. Roth o utiliza como winger pelo flanco, mas Tinga não se comporta como tal, com e sem bola ele não esta presente no flanco, o falso-winger joga por dentro e próximo a Montillo e isola o lateral, não há interação entre winger-lateral."
Montillo atua centralizado, mas não arma. O argentino se comporta como meia-atacante, apenas do centro para frente, não recua para buscar o jogo.
Fabinho foi winger aberto pela direita, o garoto tem velocidade e ímpeto, mas o Cruzeiro pende, naturalmente, para esquerda. Em comparação com Tinga, Fabinho é mais agressivo e agudo. A dobradinha Diego Renan e Fabinho é discreta e pouco explorada.

Eis o ponto alto da transição ofensiva. Bola no pivô para Wellington Paulista, o centroavante usa de seu corpanzil, protege e tem como opção esperar a chegada de seus companheiros ou, girar e tentar algo “solito”.
Uma jogada involuntária poderia ser melhor explorada. Tinga como winger não fica preso ao flanco, o meio faz diagonal e busca o centro, assim o corredor lateral fica livre para apoio do lateral, porém ninguém aproxima para interagir com o lateral. Na direita o contrario acontece. Fabinho é destro e bloqueia o apoio de Diego Renan na lateral.

Flagrante tático. 4-2-3-1 cruzeirense.

As melhores oportunidades do Cruzeiro são em bolas recuperadas no meio campo e aceleradas ao ataque pelos lados do campo ou à frente com Wellington Paulista caindo as costas dos defensores. O famoso contra-ataque.

Outra característica desta equipe de Celso Roth e dos últimos times, POSSE DE BOLA SERENA, TRANQUILA, TERNO, MEIGO. Defina como quiser. A equipe troca passes em zona confortável para o adversário, central e três quartos do campo. Não importuna, não leva perigo a meta adversária. Por ter apenas um homem na área às jogadas de flanco ficam prejudicadas, bolas na área, chuveirinho ou rasantes são raros.

É oito ou oitenta. Celso Roth arma sua equipe com apoio intensivo dos laterais, porém sem volantes presentes. A distância entre setores do time é monumental: zaga e volantes jogam próximos-----------------vácuo---------------- meias e atacante próximos.

Claramente este CRUZEIRO tem o selo Celso Roth de treinar.

Não pensem que o time seguirá assim, irá evoluir e deve melhorar. Um exemplo foi à mudança no segundo tempo. A equipe saiu do 4-2-3-1 e partiu para o 4-4-2 losango: linha de defesa segue intacta; tripé de volantes composto por Amaral no primeiro vértice, Tinga pela direita e Charles na esquerda, Montillo o vértice mais adiantado do losango.
A grande mudança foi Fabinho pela esquerda, assim Everton ganhou uma companhia, o jovem atacante parte do flanco para o centro, mas sem esquecer o lateral. 

Diagrama tático. Roth mudou para melhor e reanimou o lado esquerdo.

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Análise tática Cruzeiro x Inter, fora da zona


Jogo importante para ambos os times. Cruzeiro precisando da vitoria para sair da zona. Inter ainda sonhando com vaga para Libertadores, porém a vitoria era imprescindível. A arena do jacaré era um caldeirão, 15 mil pessoas lotaram e incentivavam o time.

Cruzeiro de Vagner Mancini armado no 4-3-1-2. Linha defensiva com laterais apoiadores e com passagens à frente. Tripé de volantes no meio, Leandro Guerreiro na esquerda, Fabricio no primeiro vértice e Marquinhos Parana na direita, três jogadores polivalentes que podem fazer tanto primeira função do meio ou segunda. Roger foi o meia de criação e por ele passavam todas jogadas da equipe. Dupla de ataque com Wellington Paulista e Farias.

Dorival teve de reinventar o Inter no seu mesmo 4-2-3-1. Primeira linha com Fabrício no lugar de Kléber. Dois volantes alinhados, Elton no lugar de Guiñazu. Três homens no meio e por opção Tinga foi titular no lugar de Andrezinho, intuito era de dar maior consistência na marcação. Impossível repor e perda por Leandro “Gol” Damião, Gilberto bem que tentou, deu o seu máximo, mas compará-lo com Damião é impossível.


Jogo pegado e com primeiros momentos de times se estudando. Inter procurando manter a bola no chão e Cruzeiro na ligação direta. Estas opções de passe podem se explicar pela marcação dos times. Inter marcou o Cruzeiro, anularam Roger, laterais marcados pelos wingers e deixou os três volantes criarem. Cruzeiro tentou jogar, e deixou o Inter jogar.

Cruzeiro se aprumou na partida quando Roger voltava para armar e Wellington Paulista saia da marcação e caia pela direita. Em certos momentos o Cruzeiro parecia um 4-3-2-1, pois Wellington Paulista e Roger abriam nos flancos. Vitor e Diego Renan apoiavam simultaneamente, Vitor era mais solicitado e de maior qualidade.

Inter sem bola e quando atacado defendia com wingers pegando laterais adversários e Tinga como o “motorzinho” voltando para marcar. Bolatti e Elton variavam marcação em Elton. Com bola o Inter tinha o lado direto mais forte, Nei e D’Alessandro eram mais incisivos. Oscar dependia do apoio de Fabricio e isto pouco aconteceu. Tinga era um falso-9 que se aproximava de Gilberto. D’Alessandro e Oscar eram wingers de pés invertidos, D’Ale na direita e Oscar na esquerda para infiltrar e chutar.

Gol do Cruzeiro saiu dos pés de Wellington Paulista, jogador mais objetivo e de maior preocupação para o Inter. Na esquerda contra Nei e Bolivar, Wellington conseguiu cruzar e encontrar a cabeça de Farias, 1x0 Cruzeiro.

Segundo Tempo

Sem muito tempo para conversa. Elton foi expulso aos sete minutos. Tudo mudou, Inter precisando vencer e ainda com um a menos em campo. Esquema muda para o 4-2-2-2 com Tinga de volante ao lado de Bolatti.

Cruzeiro não conseguiu transformar vantagem numérica em chances de gols. Sofreu pressão do Inter e por pouco não levou o empate.

Substituições se deram aos 18 minutos. Por parte do Inter, saiu Bolatti e entrou Andrezinho, esquema se mantém com Andrezinho de segundo volante ao lado de Tinga. No Cruzeiro saiu Leandro Guerreiro extenuado e entrou Sandro Manoel, este passou a ser o primeiro volante, Fabrício jogou na esquerda e Marquinhos Paraná na direita.


Com substituições o Inter sempre buscou o gol. Andrezinho sempre caiu pela esquerda junto com D’Alessandro. Cruzeiro com Sandro Manoel em campo reforçou a marcação para garantir o resultado, o 1x0 estava de bom tamanho.

Tudo ou nada aos 26 minutos. Por parte do Inter saiu D’Alessandro e Gilberto, entraram João Paulo e Zé Roberto, esquema se manteve. Vagner Mancini assumiu que o 1x0 estava de bom tamanho, saiu Farias e Roger, entraram Ortigoza e Nado, no ataque tudo igual, agora apostando na velocidade, porém esquema mudou para o 3-5-2 com Naldo de libero e três volantes no meio (Marquinhos Parana na primeira função, Sandro Manoel na direita e Fabrício na esquerda).


Com mudanças o jogo ficou morno, Cruzeiro se defendeu e Inter tentou atacar. Vitoria para tirar pressão e depender só do próprio Cruzeiro para se livrar do Z-4. Inter abandona as fichas, terá de vencer 4 partidas de 4.

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Análise tática Cruzeiro x Corinthians

 Postado por Rai do blog: Blog do Rai

Mais uma vez o Cruzeiro perdeu, já virou rotina, só que desta vez não faltaram raça empenho e vontade, mais o Corinthians levou com um gol de Paulinho já no 2º tempo, Montillo ainda perdeu um pênalti e o Corinthians segurando a pressão chegou a mais uma vitória rumo ao título Brasileiro, já o Cruzeiro segue o calvário

No primeiro tempo, Tite mandou a campo um Corinthians no 4-2-3-1, tendo a volta de Liédson na referência e com Fábio Santos machucado, colocou Ramon na lateral esquerda, nem ele nem Alessandro aporiam muito na primeira etapa, Ralf perseguiu Montillo por todo lado, Paulinho como 2º volante, caiu também pela esquerda em alguns momentos do jogo, os 3 armadores; William abriu pela direita chegou algumas vezes e acompanhou Ewerton, marcando quando preciso, Alex foi o central caindo pela esquerda e direita, Danilo pela esquerda. Na referência Liédson caiu do meio para a esquerda como de costume quando joga com Emerson.

O Time de Vagner Mancini, munido de muito vontade veio a campo no 4-3-1-2, seus laterais, Vitor e Ewerton dominaram as alas sobre os Corintianos, o tripé de volantes foi formado por, Fabrício o primeiro volante que em algumas situações foi zagueiro, Paraná aberto pela direita subindo em algumas oportunidades e Charles o ofensivo de todos chegando bastante pela esquerda, o meia único foi Montillo centralizado e caindo pela direita e esquerda sempre acompanhando Ralf, no ataque W.Paulista caindo sempre por dentro e Keirrison mais por trás da zaga.

Cruzeiro configurado no 4-3-1-2- com bom avanço dos seus volantes e Corinthians no 4-2-3-1 com boa chegada pelas pontas com seus meias.

Para o Segundo tempo no Cruzeiro entraram D.Renan (Ewerton), Welber (Charles) e A.Ramon (Keirrison); depois de tomar o gol, o time passou a jogar no 4-2-2-2, com boa subida dos alas, Paraná como primeiro volante, ficando também como zagueiro, Fabricio pela direita foi o segundo volante, Welber caiu pela esquerda com velocidade para abrir o meio do Corinthians, com a mesma função do primeiro tempo Montillo ficou mais aberto pela direita, no comando de ataque, A.Ramon pela esquerda e W.Paulista bem aberto pela esquerda, chegando muito preocupou Tite.

Que por sua vez colocou Wallace (Ramon) Ramirez (Liédson) e Edenilson (William), formando um 4-3-3, com Wallace jogando quase como 3º zagueiro, fez no meio um tripé de volantes com Ralf, Paulinho e Ramirez, abriu Danilo pela direita, e Edenilson pela direita, fato que foi o diferencial do time ele deu a velocidade que faltava e centralizou Alex.

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Análises táticas possíveis rebaixados


Farei análise de quatro possíveis rebaixados para três vagas. Creio que América-MG já esta rebaixado, não matematicamente, mas devido ao futebol demonstrado é difícil recuperação. Quatro times entre eles: Atlético Paranaense, Cruzeiro, Atlético Mineiro e. Avai

Atlético Paranaense 



Parecia não ter jeito, logo na estréia do Delegado Antonio Lopes uma sonora goleada frente ao Grêmio, 4x0. Frente aos resultados, time decadente, muitos medalhões e  um vestiário conturbado tudo se complicou ainda mais. Solução é começar pela defesa, não levar gols já é um bom inicio.

O Delegado voltou com esquema que Renato tinha implantado o 4-3-1-2 com variação no 4-3-2-1, pois Guerron recuava para compor meio campo. Dois volantes de marcação, laterais base que não fazem passagens e apostando na qualidade de Cleber Santana e Paulo Baier.

Com posse da bola o time é um elefante de tão lento, laterais não influenciam na transição do jogo, dois volantes presos que fecham espaços quando laterais apóiam e o setor mais importante com Cleber Santana e Paulo Baier com extrema qualidade, mas lentos, Guerron e Morro são os homens de velocidade porém atua muito na frente.

Rafael Santos foi zagueiro pela esquerda, Manoel pela direita e este sim tem potencial. Wagner Diniz lateral pela direita, sua principal função é o apoio e neste jogo pouco o fez. Marcelo Oliveira é coringa e homem de confiança, pois atua como volante e lateral, cumpriu função de lateral base.

Deivid foi primeiro homem do vértice do losango, Renan pela esquerda não se alinhou com Cleber Santana que atuou mais na direita e mais à frente. Paulo Baier foi homem de criação e homem mais adiantado do losango.

Guerrón atuou pela direita ora no ataque ora no meio campo, foi jogador de velocidade  junto com Morro Garcia, sem homem de referência no ataque, apenas uma tentativa com Morro.

Cruzeiro



Caindo pelas tabelas. Difícil explicar o porquê de uma equipe com grandes nomes estar como uma estrela cadente. Preocupante, não só a situação do Cruzeiro, mas como de todos times mineiros da Série A.

Emerson Ávila parece não estar dando conta do recado, com um vestiário pesado por perder uma libertadores, grandes nomes de seleção (Gilberto pediu rescisão de contrato por não lidar bem com colegas) e para piorar ainda tudo não jogam no Mineirão uma solução seria o estádio da Independência, mas também esta em obras.

Não a um sistema definido neste fraco (pelo futebol demonstrado em campo) Cruzeiro, parece ser um 4-3-2-1 com intenção de ser 4-3-3, pois os meias deveriam aproximar do único atacante.  Volantes não auxiliam na criação de jogadas, apenas exercem sua função de marcar, afinal “destruir” é mais fácil do que “construir”.

Todo time começa com um bom goleiro, Fabio é de nível seleção. Talvez Cribari não seja melhor opção para jogar ao lado de Victorino na zaga, quem sabe Léo ou Gil. Victor é melhor opção para lateral direita, apenas esta em má fase. Everton é polivalente e atua como lateral e volante pela esquerda.

O time atua com três volantes que não auxiliam na transição ofensiva, Charles é primeiro volante e assim atuou. Marquinhos Paraiba também é polivalente e pode atuar como lateral foi volante pela esquerda. Fabricio dentre os três é o que retém maior qualidade, mas uma andorinha só não faz verão, compôs tripé de volantes pela direita.

Montillo e Roger compuseram meio campo, tinha como principal função aproximarem de Bobô. Montillo ate se aproximou do ataque, mas Roger ficou mais acuado pelo lado direito, enquanto Montillo tinha intensa movimentação pela esquerda e centro.

Bobô ficou muito solitário no ataque e pouco demonstrou. Quem sabe um companheiro ao seu lado daria maior poder ofensivo e movimentação no ataque.

Atlético Mineiro



Como diria Milton Neves: “O Galo mais lindo do mundo”. Esta cantando pouco, na zona do rebaixamento esta temporada pode se tornar um pesadelo ou apenas uma temporada para esquecer.

Cuca vem tentando reverter maus resultados do time desde o inicio da temporada, suscetíveis erros de contratações e rescisões de contrato mal planejadas. Como já mencionei em outro post, Dorival já tentou muitos esquemas porem nenhum com sucesso. Cuca vem tentando porem ainda sem resultados.

Agora com Cuca o esquema da vez é o 3-6-1 com variação para o 3-5-2. Antes de a partida começar poderíamos notar ser um 4-3-2-1, mas para maior liberdade de Mancini o lateral Triguinho atuou como lateral base ou terceiro zagueiro pela esquerda.

Entre os três zagueiros, Rever ao centro jogando como libero brasileiro, pois não tem como característica ser elemento surpresa. Leonardo Silva pela direita e Triguinho que é lateral esquerdo de origem atuou como zagueiro pela esquerda.

Pela ala direita Mancini, que em inicio de carreira foi lateral, teve maior liberdade devido Triguinho ser terceiro homem na defesa. Richarlyson foi ala pela esquerda um pouco mais retraído para Mancini fazer passagens.

Dupla de volantes alinhados foi composta por Felipe Soutto pela esquerda e Dudu Cearense na direita. Ambos alternando no apoio, preferência de Dudu Cearense que tem maior qualidade porem ainda fora de forma.

Na segunda faixa de meio campo se encontram Daniel Carvalho ao centro e com movimentação pelos flancos auxiliando os alas e Bernand que atuou aberto na direita, ora atacante ora meio campo.

Sem atacante de referencia, apenas um homem na frente de velocidade. Magno Alves que ficou solitário entre zagueiros.

Movimentação do Galo foi prioritária em contra-ataques, buscando espaços às costas de meias e priorizando velocidade de seus homens de frente. Pode-se perceber que utilizar tres zagueiros foi por causa dos três homens de ligação do Inter, assim utilizando-se de marcação individual.

Avai



Dentro todos citados neste post creio que o Avai é o que tem maiores problemas. Toninho Cecilio será herói se conseguir o milagre de salvar o Avai da zona da degola. Nesta partida contra o Grêmio foram duas estréias de Fernandinho e Junior Urso então lhes pergunto, isto é hora de estrear reforços?

Uma defesa insegura. Gian é zagueiro pelo lado esquerdo e Gustavi Bastos pelo lado direito. Ambos os zagueiros lentos e com pouca combatividade na jogada individual. Laterais com poucas passagens se preocupando mais com defender do que causar perigo ao adversário.

Tripé de volantes em frente da zaga. Junior Urso é primeiro volante, teve atuação mediana e acima da média comparada com companheiros de equipe. Pedro Ken foi volante pelo lado direito, possui mais qualidade e melhor toque de bola que os demais, dentre os três foi quem mais apoiou. Batista foi volante pela esquerda, também ajudou na transição da equipe, porem com maior velocidade e menor qualidade.

Lincoln foi homem de criação pelo centro, teve atuação discreta e ficou acomodado com marcação do Grêmio. Robinho foi um atacante recuado atuando pelos flancos, sem posição fixa e era sua instrução se aproximar de William.

William foi centro avante, era prioritária sua função de pivô para segurar bola e esperar por chegada de companheiros. Sua principal função não foi aproveitada pelos seus companheiros, o cruzamento na área se aproveitando de sua altura, elevação e cabeceio.

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Análise tática Santos x Cruzeiro, Vitória sem show ao estilo Muricy.


Partida válida pelo campeonato brasileiro, dois gigantes e com grandes nomes no plantel. Santos com desfalques, Ganso, Arouca e Danilo. Cruzeiro com medalhões em campo: Montillo, Roger e Gilberto. Fabio sentiu lesão do ultimo jogo e não jogou. Favoritismo do Santos confirmado e uma magra vitória em casa, 1x0

Muricy manteve esquema que deu certo contra o Internacional em Porto Alegre, 4-4-2 sem um desenho definido, por momento pode ser um 4-2-2-2, 4-4-2 em duas linhas e um 4-3-3. O fato é que Neymar atuou mais longe da área.

Cruzeiro em esquema híbrido, muita movimentação. Jogando em um 4-3-3 com variação para 4-2-2-2 com Montillo de falso-9. Muitas variações acabaram confundindo o próprio time. Everton e Gilberto trocavam muito de posição e por vezes se perdendo em campo.



Santos

Logo no começo do jogo, Alysson sentiu lesão no joelho, teve de ser substituído por Anderson Carvalho. Esquema se manteve.

Mudou o até então usado losango com tripé de volantes. Neymar foi meia-atacante pelo lado esquerdo, seu preferido. Atuou com livre movimentação, aproximando de atacantes e aproximando de Felipe Anderson.

Bruno Aguiar improvisado na lateral cumpriu função de lateral base e pouco apoiou. Teve intuito de fechar espaço de Gilberto e Bobô que caiam por este flanco.

Henrique foi primeiro volante atuando frente à zaga atuando como carregado de pianos para liberar, Léo, Felipe Anderson, Neymar e Alan Kardec que se juntaria à Borges no ataque. Anderson Carvalho atuou mais liberado pelo fato de Bruno Aguiar não apoiar.

Alan Kardec não foi centro avante fincado como costuma ser, foi homem de movimentação pelo lado direito com infiltração ao centro. Graças à Kardec e Neymar o Santos teve variação para 4-3-3.

Com posse de bola objetivo e com intuito de logo marcar e decidir. Dois gols anulados e um belo gol. Troca de passes no ataque o Borges guardou mais um.

Santo não deu show, mas foi o suficiente para vencer e se livrar do Z-4.

Cruzeiro

Muitas inversões e um começo confuso. Leandro Guerreiro foi falso terceiro zagueiro  pela direita, posicionamento tentando parar Neymar. Everton começou como lateral, mas ficou preso para liberar Gilberto para passagem, entre eles ouve troca de posições.

Fabrício foi único volante à frente da zaga, à suas costas eram 4 defensores pois laterais não apoiavam. Tudo para liberar: Gilberto, Roger, Montillo, Ortigoza e Bobô.

Roger foi homem de criação, pouco à fez, pois Montillo de intensa movimentação o ofuscou. Montillo foi o claro enganche ou falso-9 que vem procurar o jogo e de livre movimentação. Fez tudo sozinho e acabou sobrecarregado, faz falta outro atacante de qualidade.

Ortigoza foi winger ofensivo pela direita, cumpriu com exatidão sua função de voltar e compor meio campo e fechando ainda mais o flanco para Neymar e Léo. Na teoria seria um 4-1-4-1. Só na teoria, pois Bobô  que foi winger pela esquerda, centralizava muito e pouco buscava o flanco. Não compôs meio campo.

Procurando jogar pelos flancos assim foi o Cruzeiro durante boa parte da partida, pouco funcionou, pois laterais não apoiavam. Movimentação intensa e troca de posição, por momentos havia muitos jogadores por setor e ficava congestionado.

Com bola intenção era boa. Compactado e adiantado. Troca de passes segura, mas sem finalização ou infiltrações a gol. Aparentemente mal posicionado, pois sem passagem de laterais e pouca cobertura ficando Fabrício sobrecarregado

Opções

Segundo tempo se manteve igual Cruzeiro buscando primeiro gol com posse de bola, porém com pouca eficiência. Santo continuava perigoso em suas poucas jogadas, era claro que o time se acomodou ao resultado.

Mudança logo aos 15 minutos. Gilberto por Gabriel Silva, enfim um lateral de oficio para posição. Pouco influenciou, pois Léo acabou sendo expulso 5 minutos após, jogada sensacional de Neymar e com objetividade.

Santos também mudou aos 20 minutos com Diogo no lugar de Borges. Foi meia-atacante de movimentação ao lado de Neymar. Esquema variava do mesmo 4-2-2-2 para o 4-3-3 com Alan Kardec mais ao centro. Crystian entrou no lugar de Anderson Carvalho que sentiu câimbras.



O Santos com um homem a mais não amassou, com posse de bola preferiu gastar o tempo e garantir vitoria sem arriscar.

Com um homem à mais continuou atacando pelo lado esquerdo, mas sem deixar espaços para contra-ataques. Cruzeiro tentou buscar o gol mesmo em desvantagem no placar e no campo, complicou muito.

Por final Fabrício foi expulso por agredir Neymar. Juiz infelizmente errou em alguns lances. Discutível pênalti em Montillo, em outro lance não deu amarelo que resultaria em vermelho para Anderson Carvalho. Mesmo com erros Santos mereceu vitoria.



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Análise tática Cruzeiro x Flamengo. Ainda invicto


Invencibilidade aumentou para14 jogos, uma derrota o ano inteiro. Números de um Flamengo que esta colado no líder Corinthians. Um erro paulista e pode ser ultrapassado. Neste Brasileiro ainda invicto com OITO vitórias e SEIS empates. Quebra de tabu ou invencibilidade? Só par parte carioca, vitória na arena do Jacaré.

É possível parar Flamengo de Ronaldinho? Papai Joel sofreu. Grêmio ex clube do craque nada fez. Mais da metade do primeiro turno já foi disputado.

Papai Joel perdeu sua terceira partida consecutiva. Apostou no jovem Reis no ataque e Gilberto no meio. Misto de 4-3-1-2 com 4-2-2-2. Pois Gilberto atuava como meia com bola e sem ela voltava para compor.

Flamengo de Luxa. 4-2-2-2 parecido com Cruzeiro mas sem marcação ou recomposição dos meias. Forte no apoio pelas alas.



Peça por peça

Flamengo

Felipe, mostra qualidade e segurança no gol. Flamengo tem a terceira melhor defesa, demonstra saber atacar e defender.

David Braz, zagueiro no lado direito, fez partida mediana nada alem do normal. Ronaldo Angelim jogou pelo lado esquerdo e apesar da idade comanda a zaga carioca, põe respeito.

Jogadores essenciais Léo Moura na lateral direita tem forte apoio, faz ultrapassagens, vai a linha de fundo, fez a jogada do gol. Junior César apoia no flanco esquerdo e conta com companhia inigualável de Ronaldinho, fazem dobradinha e por ali atordoam adversários.

Aírton volante pelo lado direito é homem de contenção, por ele não pode passar nada, guarda posição para os laterais fazerem ultrapassagens. Renato joga como volante é meia. Luxemburgo o pôs ali e exerce função com qualidade. Faz apoio no ataque, reforça ainda mais o lado esquerdo com Junior César e Ronaldinho. Pode se imaginar o estrago!

Bottinelli jogou pelo lado esquerdo, comparado aos demais jogadores do Flamengo parece estar fora de turma. Thiago Neves joga no lado direito, conta com apoio de Léo Moura.

Ronaldinho já lhe faltam argumentos, consideravam ex-jogador. Goleador do campeonato e de grande assistência para o gol de Deivid. Atua no lado esquerdo do campo, volta para contar com apoio de Bottinelli e Junior Cesar que tornam este fanco o mais forte.

Deivid por momentos parece bisonho. Bola passa por baixo do pé, recua e o time fica sem homem de referencia.

Cruzeiro

Fábio, nive seleção. Salva o Cruzeiro durante jogos. Mas a insistencia da zaga em não ajuda lo é tanta que por vezes milagres não são possíveis.

Gil jogou na esquerda de zaga. Naldo na direita. Zaga ficou devendo no gol do Flamengo, quem sabe não faltou os volantes guardarem posição? Léo está no banco.

Diego Renan na direita, foi forte no apoio. Uma das principais armas do Cruzeiro pois apoiava em um dos lados mais fortes com Wallison. Everton volante de origem foi deslocado a lateral para Gilberto dar mais qualidade ao meio campo. Fraco no apoio.

Marquinhos Parana e Fabricio formaram dupla de volantes. Marquinhos cumpriu primeira função do meio campo e guardou mais posição. Ainda assim fez apoios ao ataque. Fabricio fez de segundo volante no lado direito. Apoiou muito ao ataque.

Gilberto foi a surpresa. Esperavam na lateral apareceu no meio no lado esquerdo. Poderia ser o terceiro homem fechando o 4-3-1-2. Foi mais um meia ao lado de Montillo e por vezes fechando o meio mas sem qualidade n marcação.

Montillo não foi o “falso 9” de outras partidas. Atuou mais como meia de movimentação caindo no lado direito e por alguns momentos compunha ataque. Queria jogo e foi destaque do Cruzeiro,”mas sozinha uma só andorinha não faz verão”

Wallison e Reis. Este segundo foi destaque surpresa da partida. Esteve aquém das expectativas e pouco apareceu para o jogo, poderia aproveitar ter Gilberto mais recuado e fazer boas triangulações com possível chegada de Everton ou Montillo. Wallison sempre mais participativo e com boa qualidade. Contou sempre com Diego Renan e Fabricio no ataque.

Opções

O Cruzeiro e Flamengo mudaram quase que juntos. Joel mudou duplo. Saiu Everton e Reis. Ingressaram Ortigoza e Sebá outra aposta da base. Esquema 4-3-3 ou quase um 4-2-4 com Montillo se juntando aos homens de frente. Ortigoza jogou mais ao centro. Wallison continuou na direita e Sebá aberto no flanco esquerdo.

Flamengo por estar ganhando queria segurar resultado. Controlou a partida com maior posse de bola, parecia estar jogando no “Maracanã” hoje seria no Engenhão. Maracanã esta de “férias”.

Fierro entrou no lugar de Deivid e jogou as costas de Gilberto. Esquema mudou para o 4-2-3-1 com variação no 4-3-3. Bottinelli jogou mais a esquerda e Thiago Neves ficou mais pelo meio. Fierro jogou aberto na direita.



Cruzeiro do “Papai” pressionou sem objetividade e qualidade. Empilhar atacantes não quer dizer ofensividade. Quem iria armar? Só Montillo?

Por final Luxa retrancou com Luis Felipe e Jean. Sairam Bottinelli e Léo Moura. Esquema mudou drasticamente. 3-6-1 com Jean de libero, Fierro jogando de meia-ala pela direita. Luis Felipe na dupla de volante com Airton. Renato na mesma função de volante pela esquerda. Thiago Neves atuando na frente com Ronaldinho, voltava para compor um “enganche” com a bola.



Ainda mais fechado o Flamengo apostou nos contra-ataques. Vitória assegurada, tabu quebrado e invencibilidade ainda maior. É o bonde sem freio?!



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