Caso Adriano - Importância da família, até no futebol

Não é de hoje que a família se tornou um dos pilares de sustentação de jogadores de futebol. Existem os dois lados da moeda. Pode ser o pai ou mãe que auxilia o filho nos momentos mais difíceis, ou, os familiares mais longínquos que possuem interesses secundários, visam apenas às cifras do futebol.

Nesta segunda-feira, Adriano e Corinthians entraram em comum acordo para enfim romper os laços de sua união. Alias, badalada e com muitos contras para Adriano. As más línguas falam que apenas em 2012, o Imperador já teria se ausentado de treinos três vezes pelo fato de sua mãe estar de aniversario. Falta criatividade para Adriano até nas desculpas.

Adriano parece ser uma fábrica de polêmicas e confusões. Passou por motos doadas a traficantes, tirou no pé, possivel "enrabada" em clubes, bebidas, barraco envolvendo mulheres... Enfim, a lista é longa.

O império começou a ruir em 2004 a partir da morte de seu pai, Almir Leite Ribeiro, aos 40 anos. Em de 2006, Adriano ficou quase aquele ano inteiro sem marcar um gol pela Inter e, depois da Copa do Mundo de 2006, foi duramente criticado pela imprensa, irritada com a péssima campanha da seleção naquela Copa. No ano seguinte, sequer foi inscrito na UEFA Champions League 2007-08.

A morte do pai abalou forte Adriano. Creio que o imperador não soube escolher o melhor ombro amigo para afagar suas lagrimas. Com visitas seguidas aos Morros do Rio de Janeiro, Adriano, começava a ser questionado se estaria financiando o trafico de drogas. O atacante desmentiu tudo, mas suas seguidas “visitas” intrigavam a todos.

Para sair desta maré de azar, Adriano, foi cedido por empréstimo ao São Paulo. O imperador parecia ter entrado nos trilhos.

Infelizmente a passagem pelo tricolor paulista foi curta. Voltando a Inter a depressão se instalou, Milão não tinha mais o charme para Adriano e a saudade da Vila Cruzeiro - onde nasceu Adriano – era maior que seu desejo de jogar futebol. Em abril de 2009, Adriano simplesmente abandonou os treinamentos da Internazionale e retornou sem autorização ao Brasil. Foram dias de sumiço e especulações até de sua morte, um delegado, porém, desmentiu a notícia.

Após o sumiço, ele e seu empresário marcaram uma coletiva de imprensa. Em 9 de abril de 2009, durante a coletiva, Adriano declarou que pretendia parar de jogar por um tempo indeterminado, que poderia durar até três meses, pois perdeu a alegria de jogar futebol.

Por incrível que pareça este desanimo durou apenas três semanas. Adriano acertou com o Flamengo, clube do seu coração e, auxiliou a equipe na conquista do campeonato brasileiro. Titulo este que custou caro, pois Adriano jogava, mas tinha total liberdade de fazer o que bem quisesse. Neste período ficou famoso por chegar atrasado a treinos ou simplesmente não chegar.
 
O pesadelo começou em 2010. Possível envolvimento com traficantes, má fase no Flamengo, transferência para Roma e, acabando por cair de pára-quedas no Corinthians.

Deve-se ressaltar que Adriano foi eleito por três vezes o pior jogador do ano na Itália.

O problema com álcool é outro agravante na ficha do jogador. O Imperador ainda não encontrou o fundo da garrafa, mas vem procurando desde 2006.

Esta claro que Adriano era dependente de um forte elo na família. Seu pai. Talvez sem perceber, Adriano foi se aproximando de pessoas que queriam não o seu bem, mas o bem para elas. A falta de treinos, vergonha na Roma, desculpas sem o menor nexo não se encaixam no futebol.

O futuro clube de Adriano terá de trabalhar não somente o atleta, mais do que isso, o homem Adriano. Parece ser uma criança mimada, tudo que pede é atendido, os clubes vêm pagando caro por isso.

Para o bem do futebol e do próprio “atleta”, acredito que a aposentadoria deve chegar mais cedo. Aparentemente até sua mãe não sabe lidar com o filho, declarações passadas foram infelizes e não auxiliaram em nada o jogador.

A família é uma bussola que norteia os caminhos a serem seguidos. Acredito que Adriano nomeou as pessoas erradas para “substituir” a sombra que seu pai deixou. O transatlântico Imperador afundou e para resgatá-lo nas profundezas do mar é tarefa difícil para não dizer impossível.

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Novo Hamburgo, passando pela retranca à goleada

O confronto seria digno de David e Golias, desta vez o pequenino David não teve chances perante o gigante. O Novo Hamburgo se absteve a se retrancar no primeiro tempo e tentar sair para o jogo no segundo tempo. O Nóia antes do jogo gozava de ser a defesa com menos gols sofridos, contra o tricolor, buscou a bola as redes cinco vezes.

3-5-2, vulgo retranca

Itamar Schulle, treinador do Novo Hamburgo, armou uma retranca digna de gaúcho. No primeiro tempo no 3-5-2 abrasileirado, sim, abrasileirado. Este 3-5-2 com bola logo passava para um 4-4-1-1 sem bola, graças ao recuo dos laterais se alinhando aos zagueiros e Juba recuando para acompanhar Gabriel.


Como de praxe neste sistema o Novo Hamburgo marcou individualmente alguns jogadores do Grêmio. Luis Henrique ficava mais a esquerda junto a André Lima, Alexandre o zagueiro da sobra e Anderson Paulino perseguia Kléber em todas as zonas do campo. O volante Chicão “pegava” Marco Antônio, Zaquel recuava e se agrupava aos homens de meio, ou, cobria apoio de Juba, Marcio Hahn rondava Léo Gago e Pedro Silva encostava-se a Julio Cesar. Mendes e Clayton não possuíam funções defensivas.


Defensivamente se viu um buraco as costas de Juba. Luis Henrique e Zaquel não conseguiram  se posicionar para preencher este espaço.


Com Juba vindo de trás e compondo ataque junto a Mendes, Zaquel fazia função de ala pela esquerda. Marcio Hahn a exemplo de Zaquel, cumpria mesma função. Os ataques se davam por jogadas pelos flancos, ou, ligação direta procurando Mendes. Presença ofensiva composta por no máximo quatro homens: Alas, meia e centroavante.

Para melhor explicar o 3-5-2 brasileiro, me faço das palavras de Eduardo Cecconi:

“O que acontece quando toda sua equipe marca individualmente em todos os setores? Ela se desorganiza. Acompanhem: quando os adversários se movimentam, arrastam consigo suas ‘sombras’. Levam o marcador individual para onde quiserem. Quando a equipe recupera a bola, não há como prever qual o posicionamento dos atletas para a transição ofensiva. Eles estão onde os adversários os deixaram. Espalhados sem uma ordem. Por isso recorre-se tanto, nos 3-5-2′s à brasileira, à ligação direta. É preciso dar um ‘chutão’ para o atacante segurar a bola enquanto a equipe se reorganiza, abdicando da articulação curta pelo chão, inviabilizada em razão das perseguições.”

Defensivamente o time se postava atrás da linha do meio campo e chamando o Grêmio para seu campo. Quando o tricolor passava pela linha central, logo encontrava um paredão de camisas brancas. Esta cortina branca lutou para não sofrer gols, mas Juba não conseguiu anular Gabriel ou intimida-lo a jogar em suas costas, o lateral em bela jogada serviu André Lima.

Com o fato de Juba recuar para tentar acompanhar Gabriel, o setor de ataque, leia-se Mendes, não levou perigo a zaga tricolor. Mendes ficava penando junto aos zagueiros. Com esta desorganização na transição ofensiva a bola não passava pelos pés de Clayton. A ligação direta, seguidamente foi utilizada e sem sucesso. As tentativas que geraram “perigo” foram em chutes de fora da área e pelo lado direito com Pedro Silva. A principal jogada deste 3-5-2 seria o pivô de Mendes, mas o centroavante sequer conseguiu ir de encontro a ela.

Espelhando, a goleada

É histórico e reconhecido por todos que treinadores adoram espelhar sua equipe em relação à adversária. Itamar Shulle agiu desta maneira, infelizmente de maneira equivocada. Saindo do 3-5-2 para o 4-3-1-2, porém sem a qualidade do tricolor, logo foi envolvido e se perdeu em campo.


Para esta mudança de esquema uma alteração foi feita. Pedrinho entrou no lugar de Luis Henrique. Com dois laterais ofensivos os buracos as costas dos mesmos era esperado e foi bem explorado pelo Grêmio. O tripé de volantes frente à zaga não conseguiu se impor com marcação frente ao tripé tricolor.

Sem um homem na sobra defensiva e com Kleber abrindo espaço, o Novo Hamburgo se perdeu defensivamente. Com o passar do tempo e os gols sofridos o time acabou no desespero procurando o empate, os espaços aumentaram e a fragilidade defensiva só aumentava.

Com um meio campo ainda mais fraco, em relação ao adversário, a ligação direta procurando Mendes seguiu sendo a principal “arma” do time. Os volantes pouco apareceram a frente e a bola rifada não ajudava em nada.

Semelhante ao primeiro tempo, a linha defensiva recuada chamava o Grêmio para seu campo, mas diferente do primeiro tempo, não houve um agrupamento de jogadores frente à área. A marcação desleixada foi um abraço para os homens de frente do tricolor.

Acredito que a atitude do treinador em espelhar o esquema tricolor esta ligada aos quatro gols sofridos no segundo tempo. Se os grandes treinadores só espelham o esquema para terem vitoria pessoal nas posições em comparação ao adversário , porque em um clube com menor qualidade o treinador iria espelhar o esquema do adversário? Só uma explicação, tentar anular as principais peças. As mudanças de Itamar foram tantas que seus jogadores não as compreenderam e na pratica o caos em campo foi iminente.

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As faces do Inter em Santos

Era difícil acreditar em o que meus olhos enxergavam. Aliás, dois enigmáticos acontecimentos. Primeiro que Dorival Junior parecia estar sendo Muricy, e Muricy parecia estar sendo Dorival, os papeis se inverteram. Segundo, o garoto Neymar simplesmente acabou com o jogo, dois golaços, e ate agora Rodrigo Moledo esta procurando o craque da Vila.

O ferrolho defensivo de Dorival Junior não tinha explicação. Imaginava-se que os três volantes escalados por Dorival fossem marcar Ganso e Neymar individualmente. Amigos, na coletiva o treinador colorado disse que não há como marcar Neymar. Concordo, mas pode-se tentar, ou estou equivocado?

Dorival armou o famoso esquema arvore de natal, pois seu desenho se assemelha a tal. Os presentes vieram trocados, ao invés do Inter aprontar, foi o Santos que “presenteou” o colorado. Neste 4-3-2-1 extremamente centralizado, o Inter se absteve a “tentar” parar o Santos, a cortina de ferro no primeiro tempo se desfez no segundo e os espaços para Neymar apareceram.


A equipe gaucha estava com imensas dificuldades de sair jogando. A linha defensiva presa, o tripé de volantes frente à mesma, não dava apoio à dupla de meias. Para tentar sair jogando, Oscar, D’Alessandro e Damião tinham que se virar como podiam, ora jogando de costas, ora vindo buscar o jogo. Todas tentativas sem sucesso.

Neste esquema com três volantes esperava-se que Elton iria grudar em Neymar, ser um irmão siamês. Não foi assim. Elton e Nei alternavam na marcação, dependendo de onde Neymar estava, mas ninguém o perseguia pelo campo. Com este tripé de volantes centralizado, o Santos abriu seu losango e o Inter não conseguiu encaixar a marcação. Arouca vindo de trás, Ibson abrindo na direita, Ganso ao centro, Neymar com intensa movimentação e ainda os laterais fazendo passagem.

O Inter tinha clara e evidente sua filosofia neste jogo. “Vamos estacionar um caminhão frente ao nosso gol, nesta noite nada irá passar”, o time retraído e sem saída de bola sofreu um massacre. Damião assistia ao jogo sozinho e sem parceria. D’Alessandro e Oscar nada fizeram, a parceria que teoricamente viria de trás não existiu.

Flagrante tático do Inter no 4-3-2-1 arvore de natal.

Elton teria de ser um coringa neste esquema. Deveria fazer função de volante sem bola, e com a redonda avançar formando um 4-2-3-1. Na teoria interessante, mas na pratica tudo foi por água abaixo. Elton não passou, os laterais pouco apareceram e para piorar, o Inter recuava e chamava o Santos para seu campo.

As tentativas coloradas de ataque sempre se davam na direita com Nei ou Elton. Simplesmente pelo fato do Santos ter neste lado, Juan, Arouca e Neymar. Claramente o espaço estava ali, mas como explorá-lo não é fácil.

Dorival pensou certo em como parar o Santos. Colocou um 4-3-2-1 para encaixar o 4-3-1-2 do Santos. Compreensível, mas aparentemente não contava com a variação alvinegra para o 4-2-3-1 ou 4-1-3-2. Os lados do campo ficaram sobrecarregados e sobraram jogadores para marcar Ganso, faltou alguém em Neymar.

Com desvantagem no placar o Inter precisava mudar, e assim Dorival fez no intervalo. Sacou da equipe Elton e colocou Datolo. O 4-3-2-1 passou para o habitual 4-2-3-1. Meio de campo com Guiñazu e Bolatti na volancia, Datolo como winger na esquerda, D’Alessandro ao centro e Oscar na direita.

Flagrante tático do Inter no 4-2-3-1.

D'Alessandro atuaria na sua como armador central, Datolo e Oscar nos flancos forçando para cima dos laterais e recuando para recomposição defensiva. O maior problema se tornou na transição defensiva, lenta e novamente cedendo espaços.

A mudança parecia surtir efeito, pois o Inter começava a se postar no campo do Santos e por ali trocar passes. Logo aos 4 minutos, Leandro Damião por pouco não marca em cruzamento pela direita.

Para toda ação, existe uma reação. O Inter saía de trás, adiantava suas linhas e conseqüentemente deixou espaço para o Santos jogar. Dar espaço para uma equipe que conta com Neymar e Ganso é suicídio, mas era necessário sair deste ócio ofensivo.

Na equipe do Internacional existe um buraco negro. Zagueiro – Moledo -, lateral – Nei – e volante – Bolatti - não conseguem interagir entre si na marcação. Sempre existe um espaço para o adversário jogar. O sistema de cobrir passagem do companheiro ou compensação defensiva parece não existir. Agora imaginem este buraco negro situado logo onde joga Neymar, foi um abraço.

Trecho do globo esporte: “Aos 9 minutos, em velocidade, Neymar pegou a bola ainda no meio-campo, fez fila em Bolatti, Guiñazu e Rodrigo Moledo antes de colocar a bola por cima de Muriel com um toque de mestre.”
Aproximadamente aos 12 minutos o Santos já contabilizava 11 chutes a gol, o Inter contava com apenas um, sim, um misero chute em gol. Isto bastava para resumir o jogo.

Os contra-ataques seguiam, o Inter tentava achar no jogo uma possível reação, aconteceu com Leandro Damião aos 18 minutos. Trecho do globo esporte: “Leandro Damião, então, deu uma mostra de que mesmo apagado pode ser decisivo. Depois de Oscar tirar de Rafael e cruzar da esquerda, o centroavante teve tranquilidade para apenas escorar e diminuir a desvantagem do Colorado, aos 18 minutos.”

Não irei pregar a violência, apenas vou “jogar” com o regulamento por baixo do braço. É proibido fazer falta? A regra é clara, está na lei que a falta é um recurso do jogo. Se esta no regulamento, porque Moledo e os demais não encostavam em Neymar? Não precisa parti-lo ao meio, mas tentar pará-lo. Caso o desarme não aconteça de forma limpa, não será feio fazer a falta.

Dorival já havia novamente trocado em suas peças. Tinga entrou no lugar de Bolatti e Dagoberto no lugar de D’Alessandro. Para felicidade geral e infelicidade colorada esta mudança de Dorival “abriu” o Inter ainda mais. Tinga não se alinhou a Guiñazu, o esquema variava entre o 4-1-4-1 sem bola e 4-1-3-2 com a mesma.

Flagrante tático do Inter no 4-1-4-1, ora 4-1-3-2. Dagoberto fazia pendulo entre meio de campo e ataque, assim essa variação de esquema acontecia.

Com estas alterações, Tinga foi mais incisivo e se postava ofensivamente no campo, teria como instrução fechar a passagem do lateral. Dagoberto foi o elo entre variação do esquema. Guiñazu ficou solitário frente a zaga. Novamente a transição defensiva deixou a desejar, poucos auxiliavam Guiñazu e os demais na marcação.

A aparente recuperação do Inter não durou dois minutos. Novamente Neymar e o lado direito defensivo colorado. O atacante conseguiu fazer outra obra de arte, semelhante à primeira, mas desta vez deixando Rodrigo Moledo como uma barata tonta. Quando chegou frente à Muriel, Neymar o encobriu. Golaço.

Não serei hipócrita em afirmar que esta derrota deve ficar de exemplo que o 4-3-2-1 é sinônimo de derrota ou ser execrado, os três volantes não devem ser colocados na gaveta. O importante não é quantos jogadores se escala a frente, mas sim quantos chegam à mesma.

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Análise tática - Santos x Corinthians. Ataque? Defesa surpreendeu

Jogo para estrear o novo gramado da Vila Belmiro não poderia ser um jogo qualquer. Santos e Corinthians abriram as portas, ou melhor, dizendo, carimbaram o gramado em um clássico surpreendente. Digo que este clássico me surpreendeu pelo que as equipes demonstraram em campo, primeiro defenderam e só após pensaram em atacar e com extrema cautela.

Santos vem mantendo o hibrido 4-3-1-2/4-2-3-1, lembrando muito Dunga e o atual Mano Menezes na seleção. Sem posse da bola, Ibson recua e se alinha ao lado dos volantes. Com posse de bola, Ibson adianta e forma linha de três com Ganso ao centro e Neymar na esquerda.

Tite optou por preservar alguns titulares. O 4-2-3-1 do Corinthians primeiro pensou em como parar o Santos de Neymar e Ganso, só após isto atacar com pouca efetividade. Não que o gol Corinthians não tenha criado chances, mas esperava-se mais do que um time que só marcou, diga-se de passagem, muito bem.

Diagramas táticos. Santos no 4-3-1-2/4-2-3-1. Corinthians com solidariedade defensiva dos wingers. Marcação individual de Henrique em Alex. Setas amarelas, movimentos defensivos. Setas pretas, movimentos ofensivos.

Santos optou por marcar e anular Alex, para isto, Henrique colou no camisa 12. Por onde Alex transitava, lá estava Henrique. Em contrapartida o Corinthians tentou anular os laterais do Santos com Jorge Henrique e William acompanhando-os. William jogava as costas de Juan, e por ali levou perigo. Jorge Henrique esteve mais preocupado em marcar Fucile, do que jogar com bola. Com leve superioridade no lado esquerdo de ataque santista – conseqüentemente direito de defesa Corinthiana – Tite resolveu inverter William por Jorge Henrique, isto para marcar saída de bola em Juan e fechar parecia com Neymar. A inversão diminuiu o ritmo do time praiano.

Ofensivamente ambos os times truncavam o meio campo. O Santos tentava criar, mas encontrava um paredão a sua frente – linha defensiva de quatro jogadores, dois volantes, dois wingers que recuavam. O Corinthians mais se preocupava em como parar o Santos, e não sabia o que fazer com a bola nos pés. Adriano não foi Imperador, se quer Pebleu.

Logo abaixo a clara imagem do 4-2-3-1 do Santos.

Aqui fica claro o 4-2-3-1 montado por Muricy.

O Corinthians sobrevivia de contra-ataques as costas de Juan. O Santos tentava encontrar espaço pela esquerda, mas foi com Fucile que levou perigo a linha de fundo. O alvinegro praiano rodava a bola e tentava encontrar espaço entre as linhas do Corinthians, tarefa difícil devido ao retranquismo de Tite.

Ao contrario do Santos, Tite, prendeu seus laterais, pouco se viu o apoio de Fabio Santos. Weldinho ate se aventurou no ataque, mas assim deixou Neymar solto. Edenilson por vezes fez arrancadas, só que logo parava por falta de companhia. Arouca foi figurinha carimbada no ataque, por vezes se via 6 ou 7 jogadores no campo do Corinthians.

Com o passar do tempo a equipe de Tite conseguiu rodar a bola, mas longe do gol. Adriano não conseguiu fazer o pivô e não teve companhia dos wingers. Efetivamente Tite conseguiu anular Ganso, fez o meia recuar e ter que armar da linha central do campo. Faltou ao Corinthians maior poder ofensivo, para o Santos, Ganso e os demais acertar o ultimo passe.

Não vou dizer que Ganso marcou, mas ocupou espaço. Em um lance Ganso saiu do ostracismo que estava na marcação para poderoso combatente defensivo. Desarmou Adriano e aplicou meia lua no imperador. A marcação foi diferenciada neste clássico, presente em ambos os times. Taticamente, Ibson era o coringa do 4-3-1-2 e 4-2-3-1. No primeiro tempo ficou mais preso a marcação. No Corinthians, o 4-2-3-1 se tornava um 4-4-1-1, pois o recuo dos wingers era tanto que ficavam atrás da linha do meio campo e chegavam a se alinhar com volantes.

Flagrante tático. Santos saindo do 4-2-3-1 para 4-3-1-2. Corinthians em seu campo defensivo com wingers recuados para acompanhar laterais, quase um 4-4-1-1.

Segundo Tempo

A inversão de Willian e Jorge Henrique se manteve – Willian na esquerda e J.Henrique na direita. No Santos, Ibson esteve mais solto, compareceu mais no campo ofensivo. A movimentação que faltou no primeiro tempo sobrou no segundo. Ibson aos 12 minutos marcou o gol da vitoria em tabela com Ganso, deve-se ressaltar o passe genial de Ganso, Ibson saiu da direita e apareceu na esquerda para marcar.

O cansaço corinthiano era evidente. Os wingers já não acompanhavam mais os laterais do Santos. Ibson teve outra boa chance, novamente na direita. Adriano seguiu isolado a frente, mas tentava, sem sucesso, voltar para buscar jogo e jogar de costas.

Corinthians mantém esquema no 4-2-3-1 após mudanças. Santos mantém hibrido com Elano. 

Mesmo antes de estar perdendo, Tite, já tinha demonstrado o interesse de mudar. Willian, extenuado deu lugar a Ramirez e mais tarde, Elton entrou no lugar de Adriano. Ramirez cumpriu mesma função de Adriano.

Muricy, pôs em campo o que todos esperavam. Ibson deu lugar a Elano e Borges a Kardec. Nada mudou no time alvinegro praiano.

O jogo em si se tornou aberto. O Corinthians tentava atacar. O Santos respondia em contra-ataques de velocidade e sempre levando perigo a Julio Cesar. Para piorar, Wallace sentiu , foi valente e continuou em campo, mas jogou no setor de ataque, assim desfalcando a defesa e só fazendo volume no ataque.

Creio que foi merecida a vitoria Santista, pois procurou o ataque e o gol. Tite por pouco não conseguiu o sonhado empate, pois preservou jogadores. Se não fosse por uma genialidade de Ganso, o empate não escaparia de suas mãos.

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Um bom Milan

Confesso que não assisti o jogo entre Milan e Palermo com maior atenção, mas pude perceber que o time de Milão é objetivo e ataca com grande velocidade. Não bastasse um conjunto harmonioso os jogadores se doaram em campo.  Mesmo se estivessem de olhos vendados, saberiam onde seus companheiros estariam. Para completar, Allegri conta com Ibrahimovic, sueco que estava inspirado, simplesmente destroçou o Palermo.

Allegri postou a equipe no 4-3-1-2, mas engana-se quem pensou que este sistema seria defensivo, ou, que o Milan jogaria esperando o seu adversário. O tripé ofensivo composto por: Emanuelson, ápice ofensivo do 4-3-1-2, foi um meia ofensivo que caia pelos flancos; Robinho atacante de movimentação e jogando preferencialmente pelo flanco direito; Ibrahimovic foi sensacional, o centroavante que todo treinador sonhou, consegue aliar, força, agilidade e um colocado e potente chute.

Milan no 4-3-1-2. Setas amarelas são movimentos defensivos. Setas pretas, movimentos ofensivos.

Ofensivamente a equipe se tornava rápida e letal. Os laterais faziam passagem alternada, geralmente com Abate na direita e Robinho o auxiliando. Ibrahimovic ainda se movimentava e abria espaço para seus companheiros, indefinia marcação.

Não bastasse o time atacando e facilmente envolvendo a defesa adversária, o Milan ainda defendia anulando o Palermo. O tripé de volantes recuava e se postava frente à defesa, Emanuelson ainda voltava e fechava espaço pelo centro.  Com Nocerino e Muntari pouco a frente de Ambrosini e prontos para recuperar a bola e lançar a equipe em contra-ataques.

O Milan não se postava de maneira recuada e oferecendo campo ao adversário, pelo contrario, pressionava o adversário em seu campo e logo tentava recuperar a pose de bola. Assim o time de Allegri não deixava o adversário respirar, o Palermo teve de se adequar aos contra-ataques.

Deve-se levar em conta que esta extrema velocidade é pelo fato de não ter alguém que cadencie o jogo no meio campo. Emanuelson, Robinho e Ibrahimovic possuem características de agilidade e movimentação. O famoso trequartista italiano não esteve em campo, mas sim um Emanuelson aparecendo para o jogo. Os laterais com facilidade na passagem apareceram a linha de fundo, alternados, Antonini foi discreto, mas pelo fato de parceria na esquerda.

Após esta partida fica um gostinho de quero mais, esperamos um Milan cada vez melhor.

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Liverpool 1x2 Arsenal - Van Persie Futebol Clube.

Texto de Rai do blog Taticamente Falando



Mais uma vez ele decidiu, mesmo não jogando bem o Arsenal cada vez mais de RobinVan Persie, venceu, com dois gols do seu camisa 10 e capitão, segue na luta por uma vaga na UEFA Champions League, já o Liverpool ficou à 13 pontos da vaga, e esta praticamente fora da disputa, o Arsenal encostou e esta 3 pontos atrás do Tottenham.

O Liverpool iniciou o jogo em cima, com mais posse, adiantando seus meias/volantes,Dalglish começou no 4-2-3-1, com Spearing e Adam na contenção, só que o domínio aparente do Liverpool fez o técnico adiantar Adam no 4-1-4-1, fazendo o meio-campocom Kuyt e Adam, e abrindo Henderson e Downing nas extremas, com Luis Suárez por dentro, dominando o Arsenal de Wenger.

Então a pressão do Liverpool, surtiu efeito, na tese, depois que Luis Suárez cortou Szczesny e sofreu o pênalti, que na prática, Kuyt não converteu e ainda perdeu o rebote em outra linda defesa do goleiro Polonês.

Só que Szczesny não contava que apenas três minutos depois, Koscielny desviaria o cruzamento de Henderson contra a própria rede, e abriria o placar para o time da casa.

O Arsenal de Wenger começou a se acertar, o time armado no 4-1-4-1 de costume, tinha Song não muito inspirado como primeiro volante, abertos ao lado dele, Walcott pouco agudo e Benayoun nada participativo, e por dentro Rosicky e Arteta sempre acompanhando as decidas de Downing e Henderson extremos do Liverpool.

Mais o empate viria aos 30' com ele Van Persie em ótimo cruzamento, do também ótimo Sagna. O Livepool ainda iria ter duas boas chances com Suárez, parando no goleiro, e Kuyt na trave.


Arteta se chocou com Henderson e saiu de campo desacordado, Wenger colocou Diaby deixando o time mais cauteloso, fato que chamou o Liverpool para o campo de ataque.

Dalglish seguiu com o mesmo time, só que recuou Adam como no começo do jogo, no 4-2-3-1. Já Wenger recuou o time com Diaby, fazendo em alguns momentos até um 4-3-2-1. Mais percebendo o erro colocou Gervinho que deu mais mobilidade ou lado esquerdo, até então morto no jogo. Mais a frente perdeu Diaby machucado e colocou Chamberlain, armando o time no 4-2-3-1.

Já no finzinho entrou Bellamy no Liverpool aberto na esquerda, nada mudou tanto no jogo quanto no 4-2-3-1 de Dalglish.

E aos 47' Song levantou para Van Persie que se deixar cair fez um golaço, para decretar a vitória dos Gunners.

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Porto no habitual 4-3-3 vence o clássico

O clássico entre Benfica e Porto foi recheado de emoções. A começar pelo gol relâmpago de Hulk e as viradas que aconteceram. Com a vitoria o Porto assume a liderança e se distancia do próprio Benfica.

Vitor Pereira mantém o 4-3-3 no Porto, triangulo de base alta no meio que varia para o de base baixa com o recuo de João Moutinho.Não havia equilíbrio ofensivo na equipe. Os ataques se tornaram previsíveis com Hulk na direita, enveredando para o centro, mas como pará-lo? Na teoria era só anular a perna esquerda de Hulk, porém na pratica os defensores sofreram.


Neste 4-3-3 o Porto se postava no campo do adversário. Zagueiros na faixa central de meio campo. Fernando a frente dos zagueiros, mas participando e ficando posicionado para rebote ofensivo. Os meias centrais, Lucho e João Moutinho, figuravam no ataque e auxiliavam os wingers pelos flancos. Lucho com Hulk, João e Djalma.

O lado esquerdo de ataque poderia ser mais explorado com Alvaro Pereira, mas Djalma não soube fazer a parceria, e pouco abriu espaço para o companheiro. Na direita Maicon foi lateral base, se postava a frente, porém não comparecia a linha de fundo. Alias, bola aérea foi pouco utilizada, com isto Janko – jogador alto e carece de maior qualidade técnica - ficou a par do jogo.

Defensivamente o Porto sabia anular o Benfica. Sete jogadores recuavam: Linha de quatro defensiva; Tripé de volantes. O tridente ofensivo marcava a saída de bola adversária, assim, tentando forçá-los a ligação direta ou erros para se aproveitar de contra-ataques. Caso a bola passasse pelos homens de frente, estes mesmos recuavam acompanhando os laterais.

Flagrante tático. Porto no 4-3-3.
Basicamente o Porto fez o essencial da marcação no futebol. Recuou e fechou os espaços do Benfica. Então como se explica a virada do adversário? Simples, o gol do Porto aconteceu com seis minutos de jogo, o time não recuou, mas após 20 minutos não tiveram o mesmo ímpeto de ataque.

O Porto não muda sua maneira de jogar, independente do resultado. Passes curtos procurando os jogadores nos flancos. Caso as beiradas estejam fechadas, a inversão de jogo por bola longa era utilizada. Estes passes curtos se tornavam seu calcanhar de Aquiles, pois geralmente eram forçados no centro do campo em transição ofensiva, caso errassem, o contra-ataque adversário era iminente.

Meio de campo com triangulo de base alta fechado e sempre jogando em conjunto. O tripé bascula no sentido da bola, auxilia na criação de jogadas e na recomposição defensiva.

Com o passar do tempo, Lucho Gonzalez cansou, não voltava para compor meio campo e apenas pressionava a frente junto com o tridente ofensivo. Com um homem a menos na composição, João Moutinho alinhava-se a Fernando frente à zaga.

Com a virada do Benfica, Vitor Pereira foi o brigado a ir para cima. Tirou o zagueiro Rolando que sentiu lesão e põem em campo James Rodriguez. O 4-3-3 se manteve, Djalma passou a ser lateral direito e James na ponta esquerda.

 A substituição surtiu efeito. Em rápido contra-ataque, James marcou. EM cobrança de falta o Porto virou, Maicon em posição irregular concretizou o 3x2.

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