Como Alex pode jogar no Brasil


Em litígio com o Fenerbahce, clube que defendeu durante por 8 temporadas, Alex rescindiu contrato com o clube turco nessa segunda feira. A notícia pegou muitos de surpresa, já que semana passada Alex ganhou uma estátua em sua homenagem, sendo um dos maiores ídolos da torcida.
A notícia animou dirigentes e torcedores no Brasil. Torcedor coxa-branca confesso, Alex é tido como ídolo no Palmeiras, onde conquistou a Libertadores-99, e no Cruzeiro, onde ganhou tudo na inesquecível temporada 2003. Além desses 3 clubes, o Grêmio aparece como forte candidato para a volta de Alex, já que Vanderlei Luxemburgo gosta do jogador e mantém relação de amizade. O Santos também é outro interessado.
Aos 35 anos, Alex seria mais um dos craques “coroas” que jogam em território brasileiro – Juninho Pernambucano, Zé Roberto, Seedorf e Marcos Assunção estão na lista e atualmente são destaques em seus times. Com essa idade, a volta de Alex no Brasil primeiro passaria por uma adaptação ao futebol brasileiro e por esquemas que privilegiem seu futebol: cerebral, Alex é um meia de criação típico, um “camisa 10″: excelente passe e visão de jogo. Bom finalizador, Alex não costuma voltar para ajudar na marcação e frequentemente aparece na área para arrematar.
No Palmeiras, a saída de Felipão, com quem Alex não mantinha boa relação por ter ficado de fora da Copa de 2002, abriu caminho para a volta do meia. Gilson Kleina poderia montar um 4-3-2-1 com Valdívia e Alex dividindo a criação, com o chileno acionando Alex no ataque para concluir, como ele gosta. Artur contido para liberar Juninho e o meio trancado com Henrique e Assunção liberando os dois meias e acionando a velocidade de Wesley.
No Coritiba, Alex pode chegar para dar profundidade ao time e acompanhar Deivid no ataque. Usando os dois meias extremos rápidos e incisivos, Rafinha e Éverton Ribeiro, o Coxa pode repetir a dinâmica do Galo do primeiro turno e montar um 4-2-3-1 que se transforma em 4-4-2 sem a bola, com Alex perto do gol e referência para lançamentos.
No Cruzeiro, Celso Roth pode repetir o Internacional campeão da Libertadores em 2010: Leandro Guerreiro plantado à frente da zaga, marcação adiantada, troca de passes com os meias qualificados e forte lado esquerdo com Montillo, além da presença de Martinuccio como o meia mais incisivo, como foi Taison no Colorado.
No Grêmio, Luxemburgo poderia surpreender e montar um ultra-ofensivo 4-3-1-2 predileto do treinador com Alex armando e se juntando ao ataque, Zé Roberto pela esquerda e Elano pela direita marcando e jogando e intensa movimentação de Kléber. A lentidão natural da equipe seria compensada com marcação adiantada e muita movimentação aproveitando os passes de Alex.
Com futuro ainda indefinido, Alex pode jogar em alto nível em qualquer time brasileiro. Seu futuro depende dos momentos dos clubes – Palmeiras e Coritiba estão ameaçados de rebaixamento – e da escolha do próprio jogador.

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O que Grêmio, Corinthians, México e Velez têm em comum? Duas linhas de quatro e frearam Neymar


Clubes, seleções, todos com algo em comum diante da nossa joia Neymar. A “arte” de marca-lo. Não se trata de uma formula mágica, mesmo aparentando ser, em campos tupiniquins, trata-se de uma evolução.

Há alguns anos, sequer o mais saudosista torcedor e analista poderiam afirmar que um 4-4-2, tipicamente inglês, seria aplicado em nossos gramados. Com certo atraso, me referindo a campeonato brasileiro, nos o importamos, adaptamos e executamos. Um referencial deste 4-4-2 “abrasileirado” é o tricolor de Vanderley Luxemburgo. Atua em duas linhas em fase defensiva e quadrado/4-2-3-1 em fase ofensiva.

Flagrante tático. Grêmio em fase defensiva em duas linhas de quatro compactadas e sem espaços entre setores.

A titulo de curiosidade. Importamos a gênese do 4-2-3-1, ou seja, o 4-4-2, quase que, simultaneamente. Esta defasagem não é por inteira um caos. A exemplo do Corinthians é possível executar ambos em perfeita sintonia, 4-2-3-1 em fase ofensiva e duas linhas ao defender, compactando setores, marcando no campo adversário e saindo em velocidade.

Um fato esta “degolando” a essência de nosso futebol, o passe. A carência no passe e qualidade técnica esta nos assolando, nossa atual geração de desportistas não é de brilhar os olhos, a exceção de alguns. Perante isto, estamos executando um 4-4-2 em duas linhas, com adaptações, compensações, mas nos recordando muito ao britânico, em virtude da dificuldade de transitar entre as fases.
O esquema inglês, durante décadas, utilizou-se da ligação direta para suas transições, ignorando o setor de meio campo. O Brasil, por sua vez, tinha uma escola de futebol vistoso e com cerebrais jogadores para reger “sinfonias”, o passe era refinado. A Inglaterra, no seu futebol de elite, evoluiu, nós, regredimos. Uma inversão de papeis.

Neymar, um diamante em sua essência, ou seja, bruto, precisa ser lapidado para brilhar e destacar entre os demais. Nossa joia não esta acostumada a enfrentar equipes compactadas, não é de costume, no Brasil, jogar próximo e reduzir espaço entre setores. Porém, para por em pratica as duas linhas britânicas, é necessário compactação. Imprescindível esta estratégia. Perante isto, se linhas bem compactadas, Neymar não encontra brechas para transitar com facilidade, a marcação dupla, por vezes tripla, não o deixa respirar, não há perseguições, há ocupação de setores de maneira inteligente.

Aplicando a essência do 4-4-2 em duas linhas, fica afanoso para qualquer jogador fluir com seu futebol. Esperar a bola no pé é, no mínimo, temerário. Movimentação para abrir as linhas, descompactar setores e vitoria pessoal para desarrumar sistema de cobertura é essencial. Fecha-se uma porta, uma janela se abre.

Nosso diamante bruto precisa encontrar uma solução, pois na Europa, o mais modesto dos times se compacta bem. É preciso jogar entre as linhas. Portanto, sair do Brasil faria Neymar evoluir.

Exemplos de como Neymar penou perante duas linhas? No ultimo domingo contra o Grêmio. O tricolor dos pampas sempre dobrava marcação em Neymar, em virtude de jogar em duas linhas; 

Flagrante tático. México defendendo em duas linhas. O espaçamento entre elas gera espaço para jogador transitar sem marcação. Raro momento de falha mexicana.

México nos jogos olímpicos, não somente Neymar, o Brasil como um todo dançou ao som dos mariachis, novamente duas linhas e um nó que Neymar não desatou; Por um triz, Neymar x Vélez, duas linhas de quatro e imensas dificuldades, diria que, Neymar não viu a cor da bola; Mesmo vencendo contra, Suécia e Coréia, nossa seleção não empolgou, e, novamente Neymar enfrentou as duas linhas, dificuldades já antes vista; 

Coréia compactada em duas linhas de quatro. Neymar recuando para encontrar espaço e, ainda assim, é cercado por coreanos.

O capitulo que serviu como "aula" de duas linhas foi o embate na Libertadores, Santos x Corinthians, as duas linhas sobraram.

Flagrante tático. Corinthians postado defensivamente no 4-4-2 britânico. No detalhe, Neymar procurando espaço entre linhas.
O que todos estes clubes e seleções tinham em comum? Marcaram, não somente um jogador, mas o time como um todo com rispidez e ocupando os espaços. Realizaram as duas linhas com notoriedade e respeitando princípios do 4-4-2 inglês.

Como não há uma formula mágica para marca-lo, não há para fazê-lo jogar, contra as temidas duas linhas de quatro. Esta dificuldade não é exclusividade de Neymar. Diria que, Neymar, Lucas e Ganso, o tridente de ouro do Brasil, para evoluir, precisam ser lapidados em campos europeus. Lucas deu o primeiro passo. Ganso devido lesões, esta atrasado, uma nuvem de duvidas pairam perante seu futebol. Neymar estancou, a transferência é iminente.


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Marcação individual por setor, Grêmio facilitando compreensão


Abordaremos no post de hoje um principio essencial, ou sub-principio da fase defensiva de jogo. A marcação, sendo mais especifico, marcação individual por setor. Em termos de exemplificação, usarei o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo, time que acompanho com maior frequência.

O ato de defender possui alguns sub-princípios claros, entre eles, a marcação que, possui incontáveis variáveis. Marcação individual, individual por setor e a zona.
Presente em campos tupiniquins, temos com grande volúpia a marcação individual e individual por setor. A individual ganha notoriedade por diversas décadas em que apenas um sistema era utilizado, e priorizavam o encaixe de marcação, sendo assim, definiam-se pares pré-estipulados.
Marcação a zona ainda engatinha no Brasil. Esta em fase de importação e pouco vista dentro das quatro linhas. Esta presa por estar relacionada a bola e como os espaços podem ser fechados. Uma das grandes dificuldades de realizarmos marcação a zona e nossa incapacidade de ditar funções defensivas a nossos jogadores ofensivos. É impossível marcar a zona com setores espaçados, pois assim estávamos gerando espaço entre os mesmos e perdendo a essência da marcação a zona. Portanto, compactação é um sub-principio essencial e primordial.

Esta breve introdução nos serve para diferenciar da marcação individual por setor, atualmente, vista com maior frequência em nossos times.
A nomenclatura nos revela como é baseada esta marcação. Por setores, formam-se quadrantes no campo e cada jogador cuida de seu respectivo setor. Não que a bola seja deixada de lado, mas um dos sub-princípios é: se algum jogador adentrar no meu setor, ele é meu, minha responsabilidade. Portanto, a individual por setor difere-se da individual por não ter perseguições por todo o campo, não ha embates pré estipulados. O embate se define por quem adentra no meu setor. E difere se da marcação zonal por, ter como principio básico, marcar apenas em seus respectivos setores. Outra curiosidade é o compartilhamento entre setores, melhor explicando: cada setor se entrelaça e possui zonas em comum, exemplo: lateral e zagueiro cuidam individualmente de seus setores, mas, para não haver 2x1, uma pequena porção deste circulo se entrelaça e formam uma ligação entre setores onde, ambos podem circular para auxiliar o companheiro e assim consequentemente em diversos setores do campo.

Diagrama tático. Grêmio postado no 4-4-2. Notem que os círculos ficam sobrepostos em pequenas faixas do campo, referentes aos setores de cada atleta. Há entrelaçamento dos círculos para auxilio ao combate.

Ressalto que todas as marcações possuem um objetivo em comum. Recuperar a posse de bola, porem, as três são executados de diferentes maneiras. Cada uma com suas peculiaridades. Um exemplo: esquemas com três zagueiros, geralmente, marcam individualmente com perseguições claras.

Zonal. Quando jogadores estão agrupados e compactados de tal forma que, dobram marcação em uma zona do campo. Exemplo: lateral e extremo baixam, compactam a tal ponto que se aproximam realizando 2x1 no adversário com objetivo de recuperar posse de bola, mas fechando espaços do adversário, forçando-o a errar o passe.
Dobra de marcação também pode ser vista na individual por setor. Justamente por formarem-se círculos e estes se entrelaçassem e ter espaços de livre circulação. Porem, no Brasil, raridade pelo fato de não termos setores compactos.

A individual por setor fica claro quando, equipe adversária com posse de bola e "nós" so "agredimos" quando um jogador entre em meu respectivo setor. Quando isto acontece, o persigo ou cerco ate os limites impostos por minha zona.
  
Ate agora não citei o Grêmio, mas a equipe gaucha nos auxilia por atuar em duas linhas de quatro e ter movimentação defensiva muito clara com setores definidos e jogadores agredindo somente quem entra no seu circulo. Não ha invasão ao setor companheiro, quando o jogador esta em meu setor o acompanho, mas, após sair do meu, o deixo com meu companheiro, a definição de espaço e nítida.
Exemplo visto no domingo: Pará grudado em Bernard, o acompanhava em faixa lateral, mas não em faixa central, o centro ficava por conta de Fernando. Anderson Pico perdido na marcação por não ter a quem marcar, pois Guilherme infiltrava pelo centro e deixava corredor aberto para lateral bater de frente. Ronaldinho flutuando pelo centro não teve marcação individual, com perseguições, foi por setor, se caísse do meio para esquerda era com Fernando, pela direita, Souza. Isto para não haver perseguições e clarões no meio campo, pois Ronaldinho é inteligente e arrasta marcação consigo.

Flagrante tático. Grêmio em fase defensiva em duas linhas de quatro. Reparem que: Pico, Gilberto Silva e Werley marcam individualmente em seus respectivos setores, Elano aproxima do jogador em seu setor. Demais jogadores do meio não fecham espaço para passe aos avantes, tipico da marcação individual por setor.

Individuais por setor e zona ambas formam uma teia ao se postarem defensivamente, com posicionamentos definidos, regres e princípios nítidos. Mas executadas de maneira diferente. A zona não possui setores pre-estipulados, onde certos jogadores nao podem ingressar. Já individual por setor tem como objetivo primordial o jogador que ingressa em meu setor e não fechar espaço como um todo, um único só bloco.

Portanto, para melhor compreender o desporto, não podemos desvencilhar informações desta magnitude e analisar de uma maneira simplista.

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Como Ganso pode se reinventar no São Paulo? Que honre a camisa 8

Novela Ganso chega ao fim. São Paulo e Santos chegaram a comum acordo, o clube da capital depositou um montante beirando os vinte e quatro milhões de reais na conta do alvinegro praiano.

Uma fato curioso em sua apresentação foi que, antes camisa 10 no Santos, agora Ganso é camisa 8 no São Paulo. O fato pode ser apenas um acaso. Mas, se esmiuçado, pode nos levar a um questionamento. Ganso pode ser um legitimo camisa 8?

O atual cenário do futebol, em relação a números, é uma miscelânea que, nem de longe, é semelhante à outrora.
Numeração fixa é novidade em campos tupiniquins tendo como objetivo alavancar venda de camisas.
Há algumas décadas os números de 1 a 11 eram restritos a jogadores titulares e, cada numero tinha sua respectiva posição e função. Exemplo: Camisa 5, legitimo cão de guarda, posta-se a frente da defesa e tinha função de marcar indeliberadamente; Camisa 10, meia de criação, toda e qualquer jogada deve passar por seus pés, no Brasil, joga centralizado.

Ganso demonstra camisa oito do São Paulo.

O camisa oito possui peculiaridades. Seguindo a lógica e historia, não sequencia, o oito seria um segundo volante clássico, com liberdade para apoiar e obrigação de defender. Atualmente, em debates, o camisa 8 é citado para se referir a um terceiro homem de meio campo cuja função é: Quando utilizado no sistema 4-4-2 quadrado, o terceiro homem de meio campo é mais ofensivo do que defensivo, mas, possui envergadura para auxiliar o sistema defensivo, faz espécie de pendulo entre meio e ataque e deixa criação com o camisa 10.

Ganso pode ser um camisa oito? Difícil, teria de se reinventar. Momentaneamente não, mas, futuramente, sim.
A quimera desejada por analistas, é que Ganso torne-se um Pirlo. Clássico regista. Jogador que articula nas primeiras zonas do campo, afinal, o jogo parte vindo de trás e não o contrario. Porém, esbarramos em alguns muros “psicológicos”. (?)
Por formação, Ganso é um clássico camisa 10 brasileiro. Atua, restritamente, com bola nos pés, centralizado. Sua movimentação é ditada apenas dos três quartos do campo para frente. Recompor ou auxiliar em fase defensiva? “Craque não precisa”. Por estas e outras Ganso se tornou vitima do futebol moderno, pois não há campo, sequer palmo de terra, para jogar seu futebol arcaico, obsoleto e digno de anos dourados, mas impraticável nos dias de hoje.

Ganso como regista? Uma odisseia digna de Homero. Os vícios do jogador estão presentes e combatê-los não será uma fácil tarefa. A instrução viria de seus treinadores, pois é necessária uma mentalidade “jovial” em nível futebolístico e, principalmente, Ganso acatar e analisar que seu futebol é decadente.

Abaixo alguns diagramas táticos. Sim! Eles podem ser considerados utópicos, exercícios de imaginação.

4-2-3-1 provável

Diagrama tático. 4-2-3-1 com maior probabilidade de ser usado.

Sem grandes alterações. 4-2-3-1 utilizado atualmente. Ganso executaria função semelhante quando no Santos. Centralizado, sendo o homem da criação. Jadson seria deslocado para esquerda. Lucas o extremo pela direita.

Um principio é básico no 4-2-3-1:movimentação. O tridente de meio-campistas é essencial para o bem andar a carruagem. Jadson não é extremo (meia-ponta, winger, ponta...), portanto, sua movimentação é semelhante a Ganso. Para não disputar mesma zona, ambos teriam que, corriqueiramente, trocar de posição. Esta troca dificultaria a marcação.
Por outro lado, Lucas se assemelha muito ao “winger”: atua colado a linha, procura o fundo ou faz diagonais ao centro, só peca em fundamentos defensivos.

Setor defensivo pode ficar sobrecarregado, afinal, Jadson, Ganso e Lucas não são exímios marcadores. Seria pedir demais uma recomposição?

4-4-2 losango

Diagrama tático. 4-4-2 losango com possivel variação para 4-2-3-1.

Segundo imprensa local, 4-2-3-1, citado acima, ou este losango, serão os prováveis esquemas que Ganso encontrara em sua nova casa.

Ao por os olhos nos onze jogadores que compõe este esquema, fica nítido uma possível variação ao 4-2-3-1. Portanto, uma espécie de compensação. Losango usado em fases defensivas e, 4-2-3-1, quando atacando.
Esta variação entre esquemas torna o São Paulo um time mutante, de semelhante modo a: Seleção de Dunga na Copa do Mundo de 2010 com Elano de curinga entre esquemas; Santos de Muricy com o mesmo Elano; Palmeiras de Felipão com João Vitor comandando a variação.

No tricolor, Jadson seria o curinga para possível variação entre os esquemas citados. Com Jadson avançando, Maicon (Denilson, Cicero, Casemiro...) recuaria e alinha-s a Wellington. Ao perder posse de bola, Jadson recua e Maicon avançaria. Losango, não 4-3-1-2.

Ganso regista

Nada mais natural que Ganso honrar o manto que veste e o numero as suas costas. Caso estivéssemos nos anos 70, 60 e, Ganso recebesse a camisa 8, teria de desempenhar tal função, sem piar.

Situação hipotética e utópica. Mas de que são feitos nossos anseios se não de utopias? Abaixo um leve devaneio de, se quiserem assim definir, um mundo paralelo.

Losango com Ganso regendo:

Diagrama tático. Losango utópico? Sim! Ganso como regista ao melhor estilo Pirlo

Paulo Henrique assumiria função de reger uma sinfonia, digno de Beethoven, no caso, um time de futebol. Semelhante a Pirlo, quando no Milan de Acelotti, Ganso teria dois volantes a sua frente para lhe dar subsídios e liberdade, tanto ofensiva, quanto defensivamente. Ganso receberia primeiro passe e facilitaria a transição ofensiva.

Reinventar-se de tal maneira não é da noite para o dia. Ganso precisa de ajuda, tanto tática quando física. Para desempenhar função de regista – não mais que um criador recuado – teria de cumprir dois princípios básicos desta função: MOVIMENTAÇÃO, tanto com bola, quanto sem bola, provavelmente ele não vira a seus pés; MARCAR, ocupar espaço, recompor defensivamente, pois ficar parado assistindo ao jogo de visão privilegiada não será possível.

Com dois laterais extremamente ofensivos, Douglas e Cortez, somados a Ganso na função de “5 regista”, setor defensivo teria grandes problemas.  Para isto, dois falsos meias-centrais, Wellington e Denilson – Maicon, Cicero, Casemiro – para compensar, possível, falta de combatividade do trio.

No losango, Jadson seria o vértice mais avançado do losango. Atualmente é utilizado como 10, mas suas características foge a regra de criador nato.

4-1-4-1:

Diagrama tático. 4-1-4-1 com Ganso entre linhas.

A exemplo do esquema acima, Ganso desempenharia função semelhante. A mudança fica por conta de Jadson e Lucas: Jadson deixaria de ser ponta-de-lança, passaria a atuar como extremo (winger, meia-ponta, ponta, meia-ala...); Lucas passando a jogar no corredor direito como extremo.

Novamente, dois volantes para dar subsidio a Ganso. Porém, diferente. Denilson e Wellington teriam de respeitar um principio do 4-4-2 ingles: Não seriam volantes, mas meias-centrais - Box-to-box – atuando nas duas áreas, como manda o gabarito.

Lucas mais incisivo pela direita, Jadson fazendo diagonal ao centro, abrindo corredor para Cortez.
Tratando de recomposição defensiva, Lucas e Jadson teriam de fechar o flanco e compor duas linhas de quatro ao lado meias-centrais.

 4-2-3-1, Ganso oito:

Diagrama tático. 4-2-3-1 tendo Ganso como "8".

Esquema camicase. Dois extremos de velocidade, Lucas e Osvaldo. Jadson como ponta-de-lança. Ganso legitimo camisa 8. “Apenas” Wellington segurando a barra no setor defensivo. No papel trata-se de uma equipe perfeita, porém, no campo, os problemas devem transbordar.

A dificuldade brasileira em executar o 4-2-3-1 é impar. Não formamos “wingers” e “Box-to-box”, portanto, como executar o 4-2-3-1 com maestria? Impossível. Ofensivamente rebolamos e tiramos leite da pedra, porém, tudo ficaria mais fácil se nossos “volantes” tivessem funções ofensivas e qualidade para tal. Defensivamente, amigo, o olho da gateada “preteia”. O “winger” deve ter funções defensivas: recompor, alinhar com demais, formar dupla com lateral na marcação, dobrar marcação pelo lado do campo, fechar espaço, bascular. Pasmem, Beckham faz isto. Ofensivamente, movimentar-se ser opção de passe, fazer ingressões pelo centro, ir a linha de fundo e fazer dobradinha com lateral.

Ganso atuando nesta posição teria um cão de guarda as suas costas, Wellington. Continuaria sendo regista, armando de trás, mas alinhado a outro meio-campista e com maior liberdade de ir a frente.

4-4-2 quadrado, queridinho do Brasil

Diagrama tático. Nada mais trivial do que dois volantes, dois meias e dois atacantes.

Quase em desuso no Brasil, presente nos campos de várzea e brasileiro por natureza. O 4-2-2-2 brasileiro não poderia ser excluído desta lista.

Porque queridinho? Este, de fato, é o esquema mais brasileiro já visto. Jogo articulado pelo centro, dependente dos meias, volantes trabalhando apenas defensivamente e dois atacantes a frente, um de movimentação outro na referencia.

Segundo imprensa e torcedores, usar deste esquema simplifica o futebol. Porém, ter dois meias pelo centro acarreta consideráveis problemas: meias por dentro freariam apoio do volante; jogo centralizado e meias próximos, “batendo cabeça”; defensivamente, meias por dentro, deixaram o flanco desguarnecido, forçando volantes a caça, consequentemente prejudicando zagueiros; marcação, a exemplo de momentos ofensivos, seria articulado pelo centro, ganha em basculação, mas perde em ocupação do campo.

Com Jadson e Ganso, Lucas e Luis Fabiano nunca passariam fome. O grande problema seria a transição vir de bloco baixo. Os volantes Wellington e Casemiro (Denilson, Cicero, Maicon...) assumiriam esta função.

Opções de encaixar Ganso na maneira de jogar do São Paulo estão caindo de maduro. Cabe a Ney Franco e, o próprio jogador, sentar e conversar.
Independente de esquemas citados acima, Ganso precisa se reinventar. Quem sabe a camisa "8" não o ilumine e Paulo Henrique encontre seu caminho? É possivel.

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O dia é deles (Fernandão) - XII


Surpreendente a atitude de Fernandão na coletiva do pós-jogo entre Internacional x Sport. Perante o que foi a partida, em especial primeiro tempo, criticas eram esperadas, mas não de forma direta e com dedo em riste. O treinador trouxe átona o que todos desconfiavam, a zona de desconforto de um grupo privilegiado,  mas com os dias contados perante o discurso eloquente de Fernandão.

Recém-chegado ao rincão, o patrão colorado conhece a estância que esta sob seus pés. Porém o cargo de comandante a beira das quatro linhas é novidade. Fernandão quer domar de qualquer maneira o selvagem cavalo crioulo que é seu grupo, cavalo este que já desbancou demais peões ao tentarem doma-lo.

O treinador não poupou palavras para com seu elenco. Sem papas na língua, utilizando-se de ríspidos dizeres, Fernandão aplicou uma lição de moral em seus comandados. O comandante soube ser paizão, ao melhor estilo Joel Santana, quando o momento carecia um comandante desta estirpe, porem, o atual cenário do beira-rio necessita de um terremoto no vestiário, Fernandão o fez. Tenho absoluta certeza que o futuro do grupo é um rio bifurcado, de um lado um caminho seguro, e calmo, de outro, rio agitado, pedregoso e hostil: primeira opção é o grupo "cair" na realidade, sai da dita zona de conforto e fica nas mãos de Fernandão; por outro lado o pior pode acontecer, devido a um discurso realista, o grupo pode assentir e virar-se contra o treinador, querendo desbanca-lo do cargo e seguir sua rotina. Independente do rumo, Fernandão tomou a melhor atitude possível, trouxe a tona um grave problema de outrora e pôs os pingos nos is.

Com voces alguns dos dizeres do treinador:

- Eu estou dando minha declaração para que eles escutem mesmo. O primeiro tempo foi vergonhoso. Ou eles aceitam ou a gente tem que parar -, prosseguiu o Fernandão na bronca e afirmando saber que o desempenho da equipe pode colocar em dúvida até a permanência do treinador na equipe, mesmo com o ex-atacante e capitão na conquista da Libertadores de 2006 sendo um dos maiores ídolos recentes do clube.

- Eu sei que é o meu que está na reta aqui e sei que qualquer problema vai estourar em cima de mim -, disse Fernandão.

- É difícil chegar na beira do campo e rezar para saber qual time vai jogar, o que briga e luta pela vitória ou o que fica parado apontando dedo e reclamando dos companheiros. A atitude do primeiro tempo foi vergonhosa e os jogadores precisam aceitar isso. Quem não aceitar pode sair daqui -, cobrou.

- É de elogiar a atitude do torcedor. Hoje era dia de vaiar e xingar. Eu queria estar em qualquer lugar da Terra e não onde eu estava, mas no segundo tempo eles apoiaram a equipe e os jogadores mudaram a atitude no segundo tempo. Principalmente os jogadores de frente e a gente fez com que o time do sport recuasse todo -, prosseguiu o treinador, que também criticou longamente a inconstância da equipe.

- Para mim, esse é o grande problema: a gente nunca sabe como o time vai entrar em campo. No primeiro tempo, foi nítida a questão de que acharia que ia ganhar quando quisesse, que ia dar caneta, chapéu... mas isso não acontece. Ontem, já disse que não há jogo fácil. Mentalmente, hoje não estamos preparados para nada nesse campeonato. É difícil entrar sem saber qual time vai entrar em campo. A zona de conforto tá muito grande aqui. Ou você sai de lá ou começa a buscar peças -, disse o treinador, dando o alerta para vários atletas do elenco.

- Tem de sair da zona de conforto. Você tenta ser amigo, tenta conversar, tenta levar numa boa. Há vários perfis de treinador. Não sei se o perfil do momento é o do cara amigo. Já tive técnicos duros e tipo paizão.

- Tem de sair da zona de conforto. Você tenta ser amigo, tenta conversar, tenta levar numa boa. Há vários perfis de treinador. Não sei se o perfil do momento é o do cara amigo. Já tive técnicos duros e tipo paizão, mas não dá para rezar a cada jogo para ver o que vai acontecer. Sou bem preparado, não fujo, eu tenho que falar o que é a verdade. Fiquei envergonhado. Ou a gente sai da zona de conforto ou a equipe não vai brigar nada por campeonato -, prosseguiu.

- Faltam 13 jogos para terminar [o Brasileiro]. Quem quiser, vai continuar jogando e quem não quiser vai continuar recebendo. Aqui é o melhor lugar do mundo. Falo isso para se indignar, o Inter precisa brigar por cima e tem que se indignar. O Sport trocou totó aqui em casa. [O Inter] é um time que tem uma qualidade imensa. Mas técnica ganhava nos anos 70 e hoje não ganha nada, quem tem técnica mas não tem mentalidade, física e tática não vence nada. Ou se tem essa mentalidade de buscar algo para carreira ou então vai ficar complicado. 

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Surpresa por Dorival adotar losango contra as duas linhas de quatro do tricolor dos pampas



Surpresa na escalação rubro-negra. Dorival Junior, novamente, mudou seu esquema de jogo. O treinador que começou no cargo com o 4-1-4-1/4-3-3, passou pelo 4-2-3-1 e agora aderiu ao 4-4-2 losango. Seria falta de convicção ou peças para montar o time ideal? Acredito uma soma de ambos, pois o treinador é recém-chegado no ninho do urubu. Porém, esta intensa mudança de esquemas cria uma insegurança entre jogadores, pois não há sequencia.

Flagrante tático. Flamengo postado no 4-4-2 losango.

Em fase ofensiva o Flamengo apresenta um estilo conhecido de atacar: como índio, sem um padrão. Jogadas pelos flancos dependem exclusivamente dos laterais. “Meias centrais” (volantes, carrilleros, Box-to-box) não auxiliam pelo corredor e isolam o flanco. Léo Moura como elo entre meio e ataque não funcionou, acabou, a exemplo dos “meias centrais”, isolando o ataque.
Flamengo não possui criatividade com Léo Moura na criação. O lateral, improvisado na “meiuca”, não aproximou dos homens da frente e não soube articular com bola nos pés. Não bastasse este problema, o Flamengo esteve pregado em campo. As movimentações foram restritas a passagens solitárias dos laterais; apoio mais acentuado de Ibson pela esquerdo, do que Luiz Antônio pela direita; quando Ibson passava e jogada desenrolava pelo flanco esquerdo, Luiz Antônio segurava e alinhava-se a Cáceres formando um quadrado no meio campo, uma clara compensação.

Flagrante tático. Compensação carioca. Com posse de bola, Ibson adianta, Luiz Antônio recua, alinha a Caceres e time toma forma no 4-4-2 quadrado.

Flanco esquerdo descoberto pelo fato de ter a presença ilustre de Ibson e Ramon. É o famoso cobertor curto, Dorival optou por ter dois jogadores ofensivos para frear o ímpeto tricolor justo no lado mais forte tricolor, mas esqueceu de guarnecer e amenizar o contraveneno gaúcho. Soma-se a isto a desobediência tática de Ibson e Ramon que forçavam zagueiros saírem à caça, pois não ocupavam espaço corretamente e seguidamente sofriam com bolas as suas costas. Se for possível agravar esta situação, Cáceres conseguiu. O paraguaio não executou um principio básico de sua função: recuar entre zagueiros para cobrir espaço do zagueiro caçador, no lance do gol isto ficou evidente. Sem contar a extrema lerdeza do zagueiro Gonzalez, na comparação, o chileno era um fusca se comparado aos F-1 do Grêmio.

As movimentações ofensivas possuem um atenuante. O adversário. O flamengo esbarrou em duas linhas de quatro que respeitam os preceitos básicos do esquema inglês.

Não é de hoje que o Grêmio vem atuando no 4-4-2, simples, brasileiro, mas competitivo. Luxemburgo resuscitou o 4-4-2 abrasileirado com pitadas inglesas. Esta filosofia não é ideal somente de Luxa, o catarinense Falcão também adere a este esquema. Em âmbito internacional, Pellegrini acredita que este 4-4-2 hibrido é um casamento entre padrões europeus e sul-americanos que possui equilíbrio e honra as características de ambos.
Luxemburgo armou um harmonioso 4-4-2 com duas versões. Com bola, o time se comporta com a seguinte maneira: linha defensiva de quatro jogadores, tendo um lateral apoiador e uma base – apoiam alternadamente; dois volantes alinhados; dois meias em uma segunda faixa, ofensiva; um atacante de movimentação, jogando onde o lateral apoia menos; e um centroavante de referência.

Diagrama tático. Grêmio com posse de bola postado no 4-4-2 com meio campo em quadrado.

Sem a bola, os meias abrem pelos lados, deixam de ser meias centralizados e passam a ser meias-extremos (beirada, externo, winger, ponta, etc) , alinham-se aos volantes, o atacante de movimentação recua centralizado, o centroavante também volta, e o time reconfigura as duas linhas de quatro em um 4-4-1-1.

Flagrante tático. Grêmio, em fase defensiva, postado em duas linhas de quatro.

A transição entre esquemas era realizada com velocidade, justamente para não deixar buracos entre as linhas ao defender ou, com posse de bola, meias estarem distantes e ocupando faixa do lateral. Recuperada a posse, imediatamente os meias recuperavam seus posicionamentos centrais e à frente dos volantes, enquanto o atacante de movimentação adiantava-se para o ataque.

Detalhe para a compactação tricolor. As duas linhas sempre estiveram próximas, não cedendo espaço ao Flamengo e, como é do gabarito do 4-4-2 inglês, dobra de marcação pelos flancos com: winger e lateral ocupando este espaço e meia central os vigiando.
Reparem que não estou considerando Marco Antônio e Souza como volantes, ambos não desempenharam esta função. Foram meias-centrais, dignos e pré-requisito das duas linhas, apoiando e auxiliando na transição.

Com o tricolor dos pampas assumindo a ponta do placar logo no inicio da primeira etapa, o jogo tem um destino obvio: Flamengo com posse, pressionando e Grêmio acuado em seu campo. Esta frase pode resumir o que foi o jogo. Flamengo propondo o jogo e Grêmio explorando contra-ataques em velocidade.

Para segunda etapa, Dorival corrigiu seu erro. Uma substituição, mantendo o esquema, deu ares de um losango mais decente em campo no Engenhão. Adryan entrou no lugar de Luiz Antônio; Léo Moura deixou de ser articulador e deixou este cargo sob comando do garoto; Léo Moura passou a ser meia-central pela direita, sendo assim, uma sobrevida ao corredor direito, Léo fez diversas dobradinhas com Wellington Silva, setor esquerdo seguia esquecido.
Não que esta mudança foi como um passe de mágica para resolver os problemas rubro-negros, nada disto. As duas linhas de quatro do adversário seguiram e as dificuldades de idem. A movimentação dependia, essencialmente, de Adryan, já que, a dupla de centroavantes Liedson e Vagner Love não estava em sintonia.

O tricolor não achou contra-ataques. Luxa decidiu encontrar estes ataques em transição explorando as costas e flancos dos laterais rubro-negros com Leandro no lugar de Marcelo Moreno.
Ao abdicar de Marcelo Moreno, Luxemburgo perdeu o clássico centroavante. Não que Kleber não realize jogado de pivô, mas Moreno é jogador de área, sua movimentação busca o gol, já Kléber movimenta-se com maior intensidade. Resumindo, o Grêmio perdeu retenção de bola no ataque.

Na comparação entre ambos os treinadores fica claro que Vanderlei Luxemburgo possui um esquema base e definido. Por outro lado, Dorival Junior ainda esta a procura de um plano tático para acomodar seus jogadores de maneira inteligente e com equilíbrio entre setores.
Hoje o Flamengo se demonstrou um time heterogêneo entre zonas do campo. O Grêmio errou ao adotar estratégia de retenção logo após seu gol, pois abdicou da posse de bola e chamou o Flamengo para seu campo.

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Análise tática - Atlético-MG x São Paulo - Pressão x Compactação e contra-ataque




O Galo segue na cola do Fluminense, com um jogo a menos e dois pontos, além do confronto direito que acontece daqui 8 rodada, o que deixa o Atlético muito vivo na briga pelo título nacional. Na noite desta quarta-feira o Galo sofreu para colocar a bola para dentro, mais conseguiu vencer o São Paulo que com alguns desfalques, buscou marcar forte, compactando com com o Galo e puxando o contra-ataques em velocidade.

Jogando em casa logo o Atlético dominou o jogo, desde o início, no seu 4-2-3-1 de costume, adiantou a marcação, procurou por M.Rocha na direita e por Bernard na esquerda, ao centro Ronaldinho Gaúcho era o articulador. O Galo tinha ótima posse de bola, o São Paulo marcava muito bem, com isso o time Mineiro pouco finalizou.

Ney Franco colocou o São Paulo no 4-3-3, fazendo marcação bem especificas nos setores: Maicon e Cortês em Guilherme, Wellington em Ronaldinho, Douglas e Casemiro em Bernard, Lucas e Osvaldo os pontos ajudaram a marcar Jr. César e M.Rocha, mais não deixaram de lado o ataque, mesmo assim pouco criaram.


Sandro Meira Ricci foi um capitulo a parte na partida, exagerou na expulsão de Douglas, quando Ronaldinho Gaúcho tinha feito falta igual em Casemiro poucos minutos antes. Ainda invertendo faltas, ou ora marcando algumas desnecessárias. Além da falta de L.Silva sobre Osvaldo que sinalizava situação clara e manifesta de gol e Ricci deu apenas o amarelo.

Abaixo a compactação do time de Ney Franco que marcou com muita força, durante o tempo que tinha os 11 contra 11, fez uma marcação perfeita sobre o candidato ao título:


Com três zagueiros, Cortês virou volante que ora caia na esquerda para marcar os avanços de Marcos Rocha que "abandonou" a marcação. Wellington depois P.Assunção fizeram a marcação em Ronaldinho Gaúcho, Escudeiro foi otimamente marcado por P.Miranda, que fez uma ótima partida, Neto Berola trocou com Leonardo e foi para a armação. Osvaldo virou "referência" mais o São Paulo perdeu a força.

Cada vez mais o jogo se desenha a favor do Atlético, Rogério Ceni segurou até onde pode. Pode até, Bernard cruzar e Leonardo subir na meio da zaga São Paulina e fazer o gol da vitória do Atlético. O Segundo tempo foi de domínio puro do time da casa, o São Paulo chegou algumas vezes, mais pouco finalizou. Foram 17-2 em finalizações.


Acima o Galo que foi só pressão contra o São Paulo que desesperado, com um a menos e injustiçado, perdeu a força, tem time para recuperar e buscar vaga no G-4. Já o Galo segue firme e forte na briga pelo título. 

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